quinta-feira, 27 de julho de 2017

Meninas dos blogues/parcerias:

Olá, como têm passado?  Espero que bem, fantásticas e lindas, como sempre, a avaliar pela frescura que emanam, apesar da trabalheira que isso vos deve dar e subjacente pachorra  pra levarem com as piadolas do(a) mano(a) blogger sobre os vossos posts, e é neste contexto que deixo aqui um pedido (coisa rápida, que não quero incomodar), à vossa apreciação:

- Se um dia vos aparecer algo relacionado com ... sei lá.. tumefacções no ânus ...  ou dildos, nas suas mil cores, texturas, tamanhos e instruções de uso ... algo relacionado com hemorróidas, ou assim, por favor aceitem. Nem que seja por um niquinho. Pás, façam daqueles posts "por engano", inventem uma desculpa qualquer e depois retirem-no, mas por todos os deuses, aceitem, que aqui a Isa está mortinha por ver como é que os 3 estarolas da blogosfera se referirão a ele, nos seus  - muito graças aos céus, que isto não podia ser só guerras e coisas más, né? - inimitáveis conceitos de humor, muito em particular quando lhes apetece juntar uma imagem ao nhanhanha... zzzzzzzz ... que escrevem. 

Faziam isto por mim, e eu ficar-vos-ia eternamente grata. 
(E olhem que quem me conhece sabe perfeitamente que uma Isa grata não é nada de se deitar fora, hã? Só a dizer, em caso de hesitação. Sou gaja pra vos oferecer O cozido à portuguesa das vossas vidas, por exemplo, e isto assim em falando muito por alto). 


Pronto, é tudo(veem como foi rapidinho?). Retomai as vossas lides, com mais este registo na vossa palete de opções a considerar (plij, plij, plij!), que não vos maço mais. Agradecida.   

Cá joca. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Olá

Venho por este meio informar o Dr. António Costa e o governo que representa, bem assim como qualquer outro cidadão a quem o que abaixo declaro possa interessar, que, uma vez dedicada ao escrutínio da minha árvore genealógica, descobri ser cigana por parte de Pai, (derivado de um Tetravô que um dia foi à Roménia tratar de uns assuntos oficiosos). 
Assim, muito agradeço a devida consideração para este assunto quando derem por falta de futuros pagamentos dos meus impostos. Também gostaria de saber a que subsídios posso recorrer, de forma a poder continuar a minha vivência dentro dos parâmetros que hoje tenho, e ainda como e quando serei ressarcida de tudo o que já contribuí para o Estado, até ao dia da grande surpresa. 
Aproveito ainda para, desde já, alertar quem por aqui passar os olhos e se sentir compelido à expressão de qualquer sentimento  sintomático com esta declaração de  futuro parasitismo, e que não o seja por intermédio de palavras bonitas de apoio e muita consideração,  será por mim assumido como uma manifestação  de racismo puro e duro, o que é uma coisa muito feia. 


É tudo, agradecida, 


Isa. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O ex

Que é um Homem com paciência descomunal pra estas andanças virtuais, tanta, tanta, que de cada vez que me ouve mais um episódio sobre as peripércias desta macacada, revira os olhos de tal maneira que até já pensei em comprar um recipiente fácil de transportar e de ter à mão, não vá dia destes cair-lhe um e ter uma índia que andar de rabiosque pró ar à procura do dito, paciência quase a rivalizar com a que tem para mim, que se  refere ao meu querido blog como "o teu coiso", foi posto hoje, ao corrente e à prova da situação  que me povoou os sonhos da noite passada, de jeito tão assaz premente e hilário  que me obrigou a 3 xixis durante a noite, e mais tarde  à interrupção da  reunião para a qual a minha presença foi chamada, interrompida  devido à necessidade de um dos presentes ter  de ir a casa mudar de camisa, por motivos de, inadvertidamente, a ter ensopado em café. Aqui tenho mesmo que abrir um parênteses para expressar a minha incompreensão, no sentido de em  como é que esta gente ainda não apreendeu a evidente necessidade de ter no seu local de trabalho, pelo menos uma camisa extra, de forma a colmatar situações idênticas, muito em particular aquelas em que há reuniões comigo. Parênteses fechado, passo agora à explicação do que hoje aqui me traz, e então foi assim: 
Reunião, blablabla, documentos, números, actas, decisões, propostas e altas considerações, interrompida aqui e ali por um "hã...?" -  meu, bem entendido, sempre muito pertinente e passivo, que mais ninguém se atreve a dizer "hã..?" ao Boss, sem que ele arqueie a sobrancelha esquerda em sinal de desagrado, enquanto que comigo arqueia as duas, e tenho pra mim que é simplesmente em sinónimo de surpresa por eu verbalizar a minha participação e interesse, tão convicta disto estou,  que até por vezes até digo aquilo só para o agradar  -  quando, a determinado momento, se aproveita a ida de alguém ao seu escritório em busca de uns documentos em falta ou lá o que foi, e nos pomos, ora uns a  bebericar seus cafés durante o interregno, outros com ar circunspecto alinhando ideias, outros ainda dedilhando seus  pcs, e é se não quando  sinto a desenhar-se-me no rosto o sorriso reflexivo da memória do meu sonho, dirigindo-se-me o olhar pró ex, de jeito bastante intenso, coisa que normalmente faço quando se me inunda a mente com ideias fartas em  pertinência para mim, invariavelmente em o mesmo peso de absurdo para ele, e coisa que, juro por todos os deuses, já tentei controlar, mas sempre em vão. Ele, conhecedor das minhas expressões e intenções intrínsecas a cada uma delas, suspira, levando  uma das mãos aojólhos, que nela descansaram, e que é a sua  mensagem gestual  pra "ai meu Pai que vem aí merda e  eu não mereço, acudam-me, alguém..   ", quando se trata de mim. Em minha defesa, devo registar que emiti um "nada, nada.." bastante sumido, em resposta à sua pergunta "o que  foi, Isabel...?" - atitude que hei-de morrer sem entender, a de porque caraças o Homem sequer me pergunta coisas quando me nota assim -  mas  perante a sua insistência - e depois ainda insiste - e também  porque por então, já todos os outros estavam alertados para algo no ar, me viram o sorriso alastrando de orelha a orelha, levando as suas intuições a que desviassem a atenção de seus afazeres, se recostassem nas cadeiras, chaveninha em mãos, sorriso antecipativo nos lábios, olhar saltitante entre mim e ele, e assim se quedaram, expectantes das pipocas imaginárias que estão fartinhos d'amorfar à nossa conta. Já não havia volta a dar e os documentos nunca mais apareciam. Confrontada com isto e mais com a minha timidez, que por tantas e tantas ocasiões me privou de sabe-se lá o quê, resolvi despachar o assunto, abrir o jogo, digamos assim, a ver se conseguia pelo menos parar de rir, e passei ao desabafo, explicando ser de facto um pedido, uma coisita de nada,  uma ninharia, e explanei: - Pá, ando aqui amofinada com umas cenas, 'tás a ver, sinto um certo distanciamento das 'ssoas em relação a mim, dá-me a impressão - e olha que me custa resmas dizer isto - que não me entendem, enfim, e não me estou a referir a quem conheço em pessoa. Este desapego que me trucida advém do mundo virtual que frequento. Isto anda a por-me tão triste, que estou a ver que daqui a nadinha atraio uma depressão, e 'pois já sabes como é, né? Imagina. Tenta imaginar-me deprimida, aqui em reuniões, ou o que pode acontecer à minha conta bancária caso tal aconteça, maneiras que te queria propor uma coisa, sobre a qual gostaria que cogitasses com muito carinho, mesmo que assim de repente te vá parecer montes d'imbecil. Sim? Prometes? Vale? Juras?  Faxconta que isto é uma cena empresarial, vê o meu assunto como uma empresa em risco. Hum?

A resposta ficou suspensa até ao regresso do Tiago que teve um ataque de xixi por motivos d'ansiedade, pedindo silêncio absoluto até ao seu regresso, "Ó boss, pelo amor da santa não responda, que quero assistir a tudo, tudinho", disse o moço, que é um funcionário exemplar, perfeitamente sabedor de que ao seu mestrado em .. não me lembro, há que juntar a prática das coisas, e foi o que fizemos.  Tiago regressado, 6 pares os olhos postos em nós e 5 suspiros enfadados do boss depois, documentos ainda em local incerto,  lá veio o : - Diz lá,  Isabel..., seguido do usual:  Tu... Isto... Isab ... a sério ... estamos no trabal ... bolas ... sempre a mes ... caramb..., e mais o acrescento que tenta  terminar com o que quer  seja que extravase os parâmetros laborais, no caso:- Ó CATARINA, ENTÃO OS DOCUMENTOS?? .. francamen...  VÁ! DIZ LÁ!

Luz verde. Certo? Ele berrou "VÁ! DIZ LÁ!". Só pra que fique bem claro. 

Acomodei-me na cadeira, fiz uns segundos de silêncio tentando concentrar-me em discursar o mais assertivamente possível, de forma a emprestar um bocadinho grande do conceito ao que ia dizer, e mandei-me à coisa: 
- Primeiramente, é preciso esclarecer-se que não sou a pioneira no que te vou propor. [pausa]. [olhar pra todos a ver se lhes tinha captado a atenção]. [Tinha]. [ a Catarina já está com os documentos ali à porta há pelo menos 3 mn, que bem a vejo, está é escondida e a fazer "shhht ... ", porque sabe que se entrar, acabou-se o recreio]. [vou falar uma beca mais alto pra ela ouvir bem].  Refiro este importante ponto, porque sempre que te proponho algo tu rechaças imediatamente os meus ideiais, estou em crer que só porque são os meus. [vitimização rule]. Aproveito para dizer, já agora, que isso me magoa bastante. [nunca esquecer de baixar os olhos após o lamento]. [ done]. [ estúpidos da merda, estão-se a rir, ainda me estragam esta treta]. Então, e porque assisti ao tremendo sucesso da empreitada que tenho em mente reproduzir - "sucesso", fixa bem esta palavra faxavor - estou a pensar em fornecer-te todos os meus contactos virtuais, já que és o meu ex e não tenho actual  [lá estão as sobrançelhas do homem em arco, ó que amor!]. De seguida, e agora muita calma quanto ao que vais ouvir, pretendo forjar a minha morte. Calma! Pedi calma!Eu sei que é uma ideia "Júlio de Matos", mas calma! Há um objectivo! Não te esqueças da hipótese da depressão. Calma! Continuando, forjo a minha morte, e tu, como bom ex que és, que és, sim, és, poisés, és pois, és sim, agarras naqueles contactos, e a primeiríssima coisa que fazes após a minha suposta morte, será disparares emails práquela gente toda a dar-lhes conta do ocorrido. Não te preocupes sobre o que poderão eventualmente pensar de ti, nomeadamente se não seria de esperar que estivesses era esmagado pela dôr ou isso, sem cabeça ou coragem pra sequer levares a notícia os nossos mais próximos, enfim, naquele estado comatoso em que normalmente ficamos quando alguém que nos é querido morre - e não te ponhas com esse riso estúpido a dar a entender que não te sou querida, pára já com isso que me estás a enervar, PAREM TODOS OU NÃO CONTINUO! -  o que importará aqui é avisares os meus amigos virtuais, subentendendo-se ser esse o mais natural, óbvio, e expectável acto imediatamente contínuo à morte de alguém, contando-se para tal,  com as suas subjacentes incapacidades de raciocínio, como o que resultaria, nas pessoas com dois dedos de testa, em ficarem confusos, desconfiados, surpreendidos  ou algo assim, sobre porque caraças estariam a receber aquela notícia, via mail, um a um, vinda de ti, para quem te é completamente estranho,  sendo este o único ponto que faz abalar a minha fé nesta demanda, por  justamente saber que nenhum dos meus amigos, virtuais ou não,  é um  canhão de burro. Mas hey, não custa tentar. Sabido é que o elemento surpresa já ganhou muitas causas. O meu intuíto prende-se com averiguar sobre quem chorará por mim - continuas comigo, estás a apreender bem o propósito? Não..? Ok, fá mal, tarda nada já percebes - se quem o fez foi por mágoa ou se porque já fui tarde, sendo que, aquele que o fizer pelos motivos que considero correctos, ficará sabedor de que terá em mim uma amiga prá vida. Uma amiga daquelas bem boas, percebes? Das que à partida ninguém quer, das que são um dreno de atenção, das que fazem birrinhas territoriais, mas que têm um coração  bué doirado, tem é que ser desenterrado e posto a apanhar ar, para que se lhe vislumbre ponta por onde se pegue.  Que dizes? Olha, adianto-te que qualquer hipotética condenação à encenação em causa, será defendida por mim - ilibando-te por arrasto - com um vigoroso "mas o saldo foi positivo!", na medida em mesmo que seja uma boa merda de atitude, pá, atingi o meu objectivo, em encontrando quem por mim chore. A pessoa que chorou que se lixe, porque afinal, até chorou por mim, portanto, por uma boa razão. Compreendes...? Ainda não..? Porra... Opá, EU, preciso saber. EU, quero. EU, estou a sofrer, e vistas bem as coisas, alguém  ganhará uma amiga! Mesmo que depois não saiba o que fazer com ela, onde a enfiar ou mandar, sendo que  com um bocado de sorte, podem-me sair na rifa as lágrimas de alguém igualmente chanfrado, e já vês,  é ouro sobre azul, pô, se isto não são motivos mais que suficientes para fudamentar o que a tantos possa aparentar  ser loucura no seu expoente máximo, como algo de perfeitamente plausível, então não sei nada de fundamentos, carago, qual a parte que não entendes..? Se não entendem isto, como poderão entender o Donald Trump, né? Pois.  Queres provas! Tenho provas! Posso provar! Tenho  links para o  meu exemplo-alicerce , qués? Ora procura lá a ver se não tenho razão. 'Tão, alinhas ó quê?,  e aguardei pelo veredicto, com um ar muito seguro, assim como vejo nos filmes, ou como o nosso fornecedor de sacos de plástico costuma fazer.

O boss ficou um bocadinho sem reacção, até me preocupei com a tensão arterial dele, estava com um ar estranho, de boca aberta, olhar confuso, outros foram a correr para os pcs a confirmar se Tarantino tinha mesmo andado por cá, alguém estava no chão  procurando algo, talvez  coerência ou sanidade mental, a Catarina agarrada à bexiga, o boss dá com ela, levanta-se, resmunga algo, tira-lhe os documentos das mãos,  disfarça o riso, fala alto, a pôr ordem na sala, e é aí que tudo é interrompido com o gritinho do parvo do Tiago "ai que me queimei com o café!", o que derivou na necessidade de se dar  por terminada aquela reunião por motivos de sobreposição de horários com outras, adiando-se a dita para dia  e hora a comunicar, deixando-se bem claro ser minha presença  perfeitamente opcional.

???

Como, eu, "opcional"?!

E de resposta, zero. 'Tou mesmo a ver que tenho que fazer aquilo sozinha. 



terça-feira, 11 de julho de 2017

Anote o mundo Católico que aos 11 de Julho do ano da graça de 2017

Ressuscitou - tal como Lázaro - um outro mendigo, amparado, este também, no seu percurso  ante e pós breve morte,  por duas irmãzinhas muito crentes. Desta feita um leproso à séria, talvez por e para acerto do que até aos dias de hoje, tantos, erroneamente, assumiram, confundindo o Lázaro ressuscitado com o Lázaro da parábola de Cristo, o que poderá ter suscitado n'Ele alguma exaustão - deduzo eu porque sou muito deduteira - levando-O, quiçá, a decidir-se por  acertar a História Católica, resolvendo assim e de forma definitiva certas e determinadas  confusões, ao jeito que Lhe pareceu ser melhor e que é o jeito correcto, obviamente, proferindo de Si para nós, já ligeiramente exasperado:

- Tomai lá o bendito mendigo e mais o raio da lepra, seus teimosos. Doravante já podeis   dizer coisa com coisa, credo,  cansativos que sois...

Fez aquilo e abalou rumo às Suas outras tarefas, deixando-nos, desta vez, entre o bocejo e a ideia da feitura de uma aplicação que detecte patologias da mente logo à nascença, sem que no entanto e apesar da evidente monotonia por parte de quem ao milagre assistiu, uma pessoa nao Lhe seja grata,  mais que não seja por ter aparecido. Amén, axé e avé, portanto. Assim, e como prova do meu sentir,  a Ele e por Ele, aqui deixo a minha pombinha branca da praxe, simbolizando a Paz e o Amor.

Aqui está ela





Olha ca linda...:)))


Bom, e agora, dentro do espírito beneficente que Ele nos ensinou, vou rezar um terço pelos maluquinhos que teclam todos a partir da  mesma ala psiquiátrica, e cujos atestados de loucura me foram, ao longo dos tempos,  facultados em forma de comentários, aqui no meu blog.

Já volto. 

(Espero eu, que já não me lembro muito bem daquela parte do "Salvé Rainha".. ai porra...)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ir pra fora muito cá dentro

De cada vez que eu e uma das minhas queridas vizinhas, Senhora idosa com bastantes problemas de nervos e sujeita a medicação que upa, upa, conversamos,  fico com a sensação de poder viajar para onde eu quiser, sem a menor preocupação com o idioma do(s) meu(s) destino(s). E que o Mundo é muito bonito. Basta  assentir-se vigorosamente, a espaços, manter-se um sorriso rasgado, que qualquer nativo se renderá aos nossos encantos, aquando em interacções em que uma das partes se está borrifando para se a outra a entende, e a outra se esmifra em entender,  mas não chega lá. Ontem fui ao Nepal. Foi amoroso. 

Se a vir amanhã, já decidi que vou à Micronésia.  A seguir, Coreia do Norte. 

O Mundo é meu!:)))


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Procurei, indaguei, perscrutei

E diz que sim, que o armamento também sucumbe a prazos. Ufa. Mesmo sem a certeza de ter sido o caso que o último escândalo condizente com a república das bananas em que o meu querido País se vai revelando, quero acreditar que existem paiós para material inactivo,   que esses é que foram roubados, talvez por estar lá escrito "para eventuais roubos, é aqui", e que agora podemos concentrar as nossas prezadas energias no como é que aquilo foi acontecer. Entretanto o ministro dos Negócios Estrangeiros veio acalmar-nos, dizendo que a outros Países membros da Nato também já desapareceu armamento (li só as gordas - porque me identifico - sem esmiuçar a reportagem, devido a que ultimamente ando com enjoos matinais), o que me fez sentir  francamente melhor. É sempre bom encontrar-se paralelos na merda, sendo de se levar em consideração, no entanto, que não é uma merda qualquer, é a Nato. Uma pessoa lê aquilo, "Nato", e, ainda que inconscientemente, põe-se em sentido, faz uns segundos de silêncio, bate continência, enquanto sente na corrente sanguínea todo o fulgor derivante da sensação de orgulho e pertença - mais ou menos como o contraste que nos injectam quando fazemos uma ressonância magnética ou uma TAC - vai a correr verificar quais os Países membros da Nato, e pode finalmente respirar fundo, pensando, "Ahhhhhh.. porra! Então se isto pode já ter acontecido na Turquia, por exemplo, carago, para quê tanto fuzué com o assunto, pô?!", faz uma oração pelos 5 comandantes exonerados dos seus cargos, sente um aperto no peito devido às suas carreiras destruídas, solidariza-se com o depôr de espadas a acontecer em Belém, em protesto àquelas exonerações, lacrimeja uma beca, contorna - como convém  neste País de Fado - o facto de que quando se fala de militares, não se estar exactamente a falar de governos, que aqueles gajos são muito dados a cenas como Honra e etc, que é óbvio ter que se encontrar bodes expiatórios, e que esse particular está intrinsecamente conectado com o particular de quem lidera qualquer coisa, ser responsável pelo que lidera, independentemente do que possa, eventualmente, ter ou não sido de seu conhecimento e/ou controle, dizia eu então, que uma pessoa interioriza tudo isto muito bem interiorizado, e mesmo que nada faça muito sentido ou adiante pentelho que seja à resolução ou apuramento de questão alguma, pronto, já fez o seu exercício mental diário, pode voltar a sentir-se um cidadão em usufruto da democracia.
Claro que os mais afoitos podem ir um bocado mais além - há sempre um mais afoito armado em parvo com associações imbecis e despropositadas, como se não houvesse cerveja no mundo pra todos, memo estúpidos credo -  e lembrarem-se que qualquer Presidente deste país é o Comandante Supremo das Forças Armadas e tal, mas creio que, como sempre, depressa se arrependerão desse exercício extra,  uma vez que, no caso,  algum lapso de memória em relação a isto de quem por direito, será por todos perfeitamente compreendido. Afinal, o actual anda com imenso trabalho no terreno, confortanto meio mundo. É Presidente, não é Deus. Mesmo que pareça muito, devido à sua omnipresença e àquele abracinho apertado prenhe d'emoção, certo é que ainda não faz milagres. Lá está.  Porque se fizesse,  o nosso Primeiro Ministro não tinha  abalado pra férias, contrariando as exigências presidenciais, expressas através daquelas palavras firmes, de quem manda e sabe impôr os seus desígnios,  que foram algo como "Sobre tudo Mas tudo é tudo" e  "antes das férias". Palavras certas no momento certo. Palavras com pulso, "Que-ro-tu-do-an-tes-das-fé-ri-as!". Bom, verdade seja dita, podia não estar a referir-se àquelas férias em particular. Uma pessoa nunca sabe. Ou nem às deste ano. Ou podia  estar a referir-se às nossas, e não se soube explicar. 

Num registo mais sério e por fim,  não posso deixar de expressar o meu mais profundo descontentamento e tristeza com tudo isto. Vivo num País onde nada funciona, e a culpa é sempre do anterior. Somos cerca de 92.000k2 de gente que se senta à mesa, sem saber o que há pra comer. Ou se há. Onde perdemos tempo a discutir cores políticas, ao invés de exigirmos respostas. Onde se traga vorazmente,  e fomenta, sensacionalismos e tendenciosismos  mediáticos. Esmiuçamo-nos em mil questiúnculas, sem que se perceba ninguém a fazer perguntas fundamentais, e a repeti-las incansavelmente, até à  resposta aceitável. Não se ouve alma nenhuma que diga: - Não me interessa de quem é "a culpa", se é laranja, verde ou às riscas. O que quero saber é: O que se está a fazer, AGORA,  para se evitarem futuras culpas? 

Nasci utópica, utópica hei-de morrer, está visto.   

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sobre aquilo de Tancos

Só tenho uma questão que me parece assaz pertinente, sobrepondo-se a qualquer outra - nomeadamente as que possam suscitar sobre um ministro assumir as responsabilidades politicas do acontecimento mas continuar com o rabiosque sentado na sua cadeira de ministro, ou onde é que andava a ronda durante o assalto, ou ainda como e porquê que um sistema de vigilância que controla movimentações ao redor de paiós está inoperante, ou se querem mesmo que a malta acredite que aquilo aconteceu assim naquele ápice e da forma como dizem ter acontecido, e ficava aqui o resto do dia a tecer interrogações, não fosse dar-se o caso de saber perfeitamente nunca as ver respondidas -  devido justamente a refletir o âmago da questão que entendo dever ser primária a todos nós, e que então  é seguinte:

- Os itens em tema, subtraídos de forma tão enigmática lá aos paiós, terão um tempo de vida, ou são como os submarinos adquiridos pelo nosso querido Portas, que aquilo é vê-los numa fona pra lá e pra cá, todos malucos, palmilhando os mares em nossa defesa..?