quarta-feira, 21 de junho de 2017

Aprende Isa, qu'esta gente não dura pra sempre

"Excesso de voluntarismo".  O novo sinónimo para "défice de coordenação".

Exemplo:

- Os Bombeiros Espanhóis que ficaram à porta de Portugal aguardando por questões burocráticas,  estavam em "excesso de voluntarismo".

-  Os bens ou gestos derivados dos mais variados apelos à  solidariedade nacional, que por alguma razão atrapalharam o decorrer de outras operações, também. 



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Trago em mim um milhão de gritos

De pesar, de nojo, de revolta. Li  o que a emoção me permitiu, li  nomeadamente o depoimento da jornalista que passou pelo local da tragédia com o colega, e apontava o dedo aos Bombeiros por não estarem lá onde ela esteve, e mais uma parafernália de oportunidades em dívida com o silêncio. Também li a opinião de quem entende que devemos ser humildes, e aceitar os desígnios do Universo. Não há portanto que procurar culpados ou exigir demissões. Foi um raio que atingiu uma árvore, dizem, garantindo conhecer muito bem a área e a impossibilidade de se controlar um fogo, dentro daquelas condições atmoféricas.  Li especialistas em fogos florestais, dizendo que nunca se poderá evitar fogos, mas que  teremos a hipótese de os controlar, se controlarmos o que for plantado, referindo espécies e faixas de plantio, procedendo-se às indispensáveis limpezas de florestas e matas. Chamam-lhe "prevenção". Guardei os links dos artigos todos que encontrei, inclusive aquele que realça há quanto tempo andam nestas discussões, quais e quantas propostas foram apresentadas aos vários governos que já tivemos, sem terem sido aproveitadas. Os porquês ficam por conta da imaginação de cada um. Li sobre o "ouro verde", sobre a extinção dos Serviços Florestais, li o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses dizer que "não falhou nada", na mesma entrevista em que disse algo como que planear florestas é um risco político. Mas não falhou nada. Vi o Presidente da República a abraçar sei lá quem, comovido como todos nós, espero que muito consciente de que nada tenha realmente falhado.  Se assim for, está cheio de sorte, digo eu, que acho ter falhado tudo, excepto a coragem e empenho de quem dá o corpo ao fogo, o enfrenta tantas vezes sem as condições de suporte minimamente necessárias, ganha uma miséria e ainda tem que saber de relatos como aquele que referi ao início deste texto. Esses é que nunca falham em nada, se partirmos do princípio mais que básico, que consiste na obviedade de lhes terem notado a ausência num "lá", por haver vários outros  "lás" onde as suas presenças eram certamente imprescindíveis: aqueles onde havia fogo. 
Se calhar não devia ter procurado tanta informação. Talvez devesse ter-me ficado pelo tremendo pesar que nos acompanha desde  Sábado, talvez devesse fazer simplesmente o que se faz, quando a impotência nos atinge como outro raio proveniente de uma trovoada seca, manifestar a minha consternação e disponibilizar-me para o que de mim precisarem. Talvez devesse recorrer àquilo dos desígnios do Universo, por uma questão de defesa emocional. Por acaso até acredito neles, nos desígnios do Universo... Contudo, ao que uns chamam de inevitabilidade, a minha cabeça teima em clamar aviso. 62, da última vez que vi. Um número dantesco, em condições dantestas. Talvez, se tudo o que se diz não ter sido feito ou prevenido, se tivesse concretizado, o número de perdas não fosse menor. A Natureza tem as suas rebeldias, sabido é. Mas não ficaríamos com aquele "se" a martelar-nos a cabeça, o coração, a alma, talvez por ser um "se" assim tão evidente. 
Resta-nos aceitar que a tragédia aconteceu. Fazermos por reestruturar o rombo nas couraças que fomos desenvolvendo, devido às tantas outras com que os tempos nos têm feito confrontar, couraça que, por exaustão, nos obrigamos a construir . Resta-nos honrar os mortos, acima de tudo. Despejarmos o nojo que a comunicação social nos possa provocar, naquela ânsia suja por audiências, numa oração qualquer, num grito interior, num soco na parede. Por eles, os que partiram, pelas suas Famílias, e por nós também, para que possamos reencontrar a sanidade, e depois, questionarmo-nos sobre aquele "não falhou nada", com a interrogação necessária. Exactamente pelas mesmas razões. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Novidades daquelas bem boas, que interessam imenso e que nos deviam deixar bastante cogitabundos


Andamos, portanto,  por aqui a fazer merda há muito mais do que se julgava, mais precisamente, para já, há mais 100 mil anos do que as  descobertas anteriores. O estudo refere também que, todavia, estes achados ainda não esclarecem o que aconteceu desde lá, até ao homem moderno. Bom, tenho pra mim que esta incógnita dos estudiosos é assim uma cena oficial, simplesmente para não evidenciar o óbvio nada.  Pronto, ok. Fomos à Lua, desenvolveu-se a tecnologia nas suas mais variadas vertentes e com as mais variadas intenções,  desenvolveram-se idiomas para cada nação, aprendemos a comunicar com os mesmos intuitos com que se desenvolveu a tecnologia, arranjamos mil e uma maneira de nos vestirmos com exactamente os mesmos intuitos também, estabelecemos umas regras sociais e cá andamos. O elemento masculino na sua generalidade continua a ser muito "visual", logo, um par de mamas, um rabo, ou uma promessa de qualquer coisa de cariz sexual continua a desvia-los imediatamente dos  seus afazeres, tendo unicamente a boa e pré histórica mocada no toutiço da parceira, sido substituído por maneirismos e designações menos contundentes. Sexo permanece o seu drive mais premente e parece que se trata de uma questão genética. Inabalável. Imutável. Definitiva. Como a fezada que põem nos seus clubes de estimação. 
É curioso, porque a mesma ciência que desenvolveu um modo de interferir directamente no gene que controla os níveis de colesterol, por exemplo, em caso de situações congénitas, naquele aparenta ser absolutamente inoperacional. E um gajo faz o quê? Nada, né? Suspira de alívio e aceita-se, enquanto a humanidade aposta a sua evolução nas gerações futuras. Procrastina-se, resumindo, expectantes de dias melhores, homo sapiens suspeito que inclusive, tamborilando, impaciente, as falanges nas suas tumbas. Criaram-se leis, justamente porque se provou de outro modo não se ir lá, o que, se analisarmos bem, mais não são que  um sinónimo de uma  mocada,  ao que definimos ser um prevaricador. Há ainda aquilo do bom senso,  conceito engraçadíssimo, pois que todos, sem excepção, nos consideramos seus legítimos proprietários. Aquela merda nasceu praticamente connosco. É-nos tão intrínseca como o fígado de cada um.  

Por seu lado, o elemento feminino permanece também ele, não muito diferente do que lavra a memória antiga. Tão territoriais quanto eles, continuamos a apostar em artefactos, deixamos de grunhir e assimilamos as coisas a outros níveis, pois que sim, tendo,  contudo, o precursor de todos eles sempre muito patente em nós. Observe-se uma mulher traída pelo seu macho e suas acções, para se concluir o quanto evoluímos. Primeiro há que, impreterivelmente, dizimar-se a toina que se atreveu ao inadmissível, que foi o execrável acto de apontar uma arma à cabeça da abécula em disputa, de forma a que esta efectivasse  a traição, tendo para o efeito, a meliante, usado uma branca ou  de fogo, de calibre bikini, mini saia ou cu generoso. Volta e meia dou com uns vídeos, sobretudo brasileiros, de uma traída  pondo em prática a sua evolução, em relação à intrusa criminosa. Não conseguindo alcançar o sentido daquilo, assisto, contudo, boquiaberta, incrédula, pois que costuma ser bastante intenso e uma pessoa por vezes precisa de emoções na vida. A ferocidade com que desferem golpe atrás de golpe,  faz quase lembrar Leônidas a defender a sua Grécia, só que em absolutamente surreal, o ênfase investido na indignação, tem tanto de fascinante quanto de absurdo, porque vejamos: nada de dúvidas, nós movemos montanhas, uma mulher, quando motivada, é o mundo todo, ok? O triste é ver-nos em desgastes hercúleos por causa de uma pila, e é ve-las  a esgatanharem-se, puxões de cabelos, esbofeteiam-se, com a agravante de que agora - devido a outra grande evolução soberbamente aproveitada - deram em filmar aquilo, e, cheias de nervos e orgulho, convencidas de que deram uma lição e em simultâneo um aviso: - O paspalho é MEU, expõem aquela merda ao universo.  Por vezes até me apetece comentar, esclarecerendo a palonça de quanto consta a população feminina do lugar onde mora,  mas como sou gaja e tenho em mim tanto de cabra quanto de madre teresa ( exceptuando às 6ªs-feiras que sou neutra),  opto por deixa-la descobrir sozinha, com um enorme pesar no peito, por saber de antemão que isso,  a estúpida não vai filmar.   
Portadoras de uma capacidade de sacrifício imensurável, adoramos despejar aquilo a rodos e sem limites, exaustiva e profusamente, visto que não se gasta. Geralmente com os filhos, muito em particular com os filhos homens, porque coitadinhos, lá está, são homens, frágeis, de compreensão muito lenta e muito visuais, o que significa que basicamente servem pra nada. Compreende-se. É deveras desgastante ter que se pôr um quarto à frente do chavalo, de cada vez que se quer o quarto arrumado, desenhar uma toalha pra que ele saiba do que se fala, ou tirar-se, todos os dias, fotos do seu prato com restos de comida, com uma setinha a indicar o caminho do lava loiças, e mandar aquela trampa toda para o seu telemóvel. Por isso e porque a nossa memória genética e mais o nosso sistema nervoso assim o aconselha,  lá vamos nós, cantando e rindo, vida fora,  educando os pitéus rumo ao sucesso, o qual  se traduz em estudar nos intervalos das noitadas, depois ganhar bem, casar e ter filhos, a ver se conseguimos morrer descansadas.  Nunca, em toda a minha vida, ouvi uma mãe ou pai dizer " Manel vai pôr a mesa, sff", " Jorge, vê lá se o arroz não está a queimar", ou " Santiago, preciso que vás ao super", em havendo raparigas em casa.  A preocupação maior costuma ser com quem ele namora, se namora, como se chama a pessoa quem ele namora, e não raras são as queixas de amigas minhas, furibundas porque o marmelo faz o pequeno almoço prá namorada, quando à mãe  nem um copo d'água. Olho húmido, lá ficam elas, fitando o vazio, tentando nele descobrir como  foi que a lesma lhes conseguiu ultrapassar os seus esforços educacionais. Sabem os deuses a que custo me tenho controlado, pra não lhes berrar NÃO CONSEGUIU, CARALHO! TEM É MAMAS!, mesmo com a boca colada aos seus tímpanos, mas é que são minhas amigas, e por elas, eu, tudo. Normalmente abraço-as,e digo-lhes, carinhosamente, que são burras qu'eu sei lá, mas que as amo assim mesmo. (Faço isso porque é um sinal de evolução, a coisa de se cuidar dos afectos e nananana). 
  
Tinha ainda na ideia debruçar-me um cochezito sobre a polémica  das roupas e da necessidade que temos em mostrar o corpo, o que, quanto a mim ( está claro) se apresenta como um contra-senso em relação aos queixumes quanto ao concidadão, uma vez que parece que os aceitamos enquanto "muito visuais". [Bom, eu cá também sou, nada de confusões. Tenho é o handicap terrível de dar imensa importância a acessórios, como a assertividade, lógica, inteligência e etc, para além de odiar, mas mesmo a sério, pessoas com músculos estupidamente desenvolvidos, pois que relaciono logo um exagero com a falta de qualquer coisa e fico ansiosa, já que, se virmos a coisa à luz de uma lei  que agora não me lembro, se um lado está em demasia e se vê a olho nu, noutro algo há-de faltar, sem que se vislumbre assim de  repente. Medo].  Ora, sendo "muito visuais" é só natural que a info recebida pelo cérebro através do olho lhes tenha que sair por algum lado, já que no cérebro não pode ficar por muito tempo, né? Por uma questão de espaço. Deve ser por isso que verbalizam coisas às quais só eles acham um piadão, pelo que, e se formos a ver bem, o assunto "roupa" nem chega a ser importante, uma vez que para os que não têm filtro, não faz diferença nenhuma se uma mulher vai razoavelmente tapada ou de rabo à mostra, tem rabo e ponto, e os outros pensam mas não dizem. Mas pensam. Logo, o instinto é o mesmo.   

Assim, e pra terminar: O que aconteceu desde lá até ao homem moderno? 
-Uma imensidão de distracções. Só e nada mais. Poisé. 

(Quanto a mim, sempre que  me dão estes insights assim menos agradáveis, viro-me pró licor de cereja. Vocês não sei, mas espero que seja igualmente  prazeroso, atentem é pra não tropeçarem em nada como eu, que tenho aqui um joelho e  tornozelo da mesma área geográfica feitos num oito. Tanta distracção que arranjamos, mas ainda ninguém se lembrou dos perigo que representa um degrau atirado pra um corredor de uma casa de férias, na direcção das casas de banho. Vá, cá joca à Isa, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe). 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Ai que já estamos em Junho,bolas!

Em calhando já actualizava o meu espacinho, e então é assim:

-  De cada vez que leio o Pipoco a interagir com os seus comentadores,  não consigo deixar de estabelecer paralelos com aquelas senhoras do antigamente  que volta e meia iam visitar os pobrezinhos, e os deixavam extremamente  gratos e emocionados, mesmo que nada tivessem adiantado às eventuais soluções das suas necessidades mais prementes.

- A-do-rei aquele casaco  Dolce & Gabbana que a Melania Trump usou lá pra não sei quê não sei onde, e alguém havia de esclarecer as hostes jornalísticas no sentido de se deixarem de realçar os preços das coisas, comparando-os à média do rendimento anual do cidadão do País a que pertence a pessoa. Toda a gente sabe que a pessoa não paga, ou que, melhor dizendo, paga em publicidade. 

- A Madonna passou por cá. Que bom. E tal. Esta notícia surtiu em mim um impacto tão avassalador, quanto aparentam surtir os posts do Pipoco às suas pipoquetes unisexo; bati palmas, ri muito alto de cabeça atirada pra trás e acreditei mesmo na chegada do Messias. E que ele deve ser bem giro. Foram momentos de extrema dúvida - mas em bastante bom - cogitante sobre se pedia, a quem me lê, opinião sobre se ponho no meu quarto  cortinas translúcidas ou opacas, e pespegava aqui com a planta da minha casa para um real e bom entendimento da cousa, tal foi o entusiasmo.  (Só não o fiz porque não encontrei o raio da planta. Boa merda esta treta das arrumações). 

- Descobri que ir-se ao face (é assim que diz o pessoal menos, vá, coiso), mexe com o factor emocional de cada um, muito em particular se cada um for como eu, que só vê o feed, e constata que, por exemplo, uma só pessoa é muito capaz de mudar a foto de perfil entas vezes por semana. Sem questionar a qualidade das fotos ou  poses, é inevitável o velho "porquê??",assim como inevitáveis são as várias hipóteses que a nossa mente nos vai dando, pelo menos até às notícias das tragédias, intercaladas pelas postagens dos beijinhos, das doenças, dos bichinhos, escândalos nacionais e internaconais e etc. Verdadeiros choques eléctricos à psique de cada um, estes excessos de informação. 

- E por fim: Isto da bloga  anda um cochezito macilento, pois que sim?




Pronto, por hoje é só, obrigada pela vossa estimada atenção. Já me sinto de novo indestrutível.  E de pé. E forte. E segura. Ou o caralho. 



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Conselhos da Isa IV

Quando tiveres bons exemplos  a sugerir ao alheio, segue-os tu primeiro. 


"Eu não sei porque razão certos homens, a meu ver, quanto mais pequenos são maiores querem parecer"- António Aleixo






Ou

Quando uma cultura fabrica perfeitos burgessos, havia de pelo menos ensinar as petizas que lhes entregam em casamento que não se pode brincar com os burgessos, pois que para estes, a noção de se exporem a um eventual ridículo - ainda que amoroso - lhes está directamente ligado ao real perímetro de sus cojones, e que o espoletar dessa exacta consciência dimensional resulta-se-lhes em  incómodo assaz avassalador. Há uns que morrem. Mas são, infelizmente, uma minoria. Os restantes, por norma, passam o resto da vida a amaldiçoar o cultivo do tomate cereja.




terça-feira, 16 de maio de 2017

"Acima de tudo é uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas que pode trabalhar e ter filhos, uma vez que não descurou o trabalho e não descurou a casa"

- De Gonçalo da Câmara Pereira, digníssimo herdeiro de um título qualquer que já-não-há-mas-era-tão-bom-que-houvesse, e vice-presidente do PPM,  no seu discurso de apoio à candidatura de Assunção Cristas às autárquicas de Lisboa.


Obrigada Drª Assunção Cristas, por ter provado ao senhor o que ele diz que lhe provou, mesmo embora os milhões de outras mulheres que andam a fazer do mesmo há que tempos. Compreende-se o cepticismo dele,  afinal é um homem, e daqueles a quem, notoriamente, faz muita confusão  o assunto "casa descurada", ou seja, palpita-se-me, dos que percebem muito bem quando uma casa está doentinha, mas não a sabem curar e por  isso é que casaram, e é por isso também, pelo imenso respeito que nutro por homens assim a valer, sempre de verve assertiva, coerente e actual,  que lhe estou muito grata.  

Quero felicita-la pelo acima referido, e por ter aceite o apoio do PPM à sua candidatura. Decisão brilhante. Considero de uma importância bastante vincada ficar o Povo a saber que a sua performance doméstica foi avaliada, e por quem foi. Não sabendo se fizeram o mesmo com o Fernando Medina ... huuummm ... desconfio, todavia,  que não. É ver-se como anda caótico o trânsito em Lisboa e deduzir-se imediatamente que o senhor padece de uma falha enorme e assaz condenável, quanto ao próprio e devido acondicionamento dos lençóis de inverno e verão, bem como o dos cristais para dias de festa e  os de a uso diário. Transportes públicos. Tudo ao molho e fé em deus, assim como, transpira, deve ser a arrumação das meias no bendito Lar do Senhor em questão, já para não falarmos da quase impossibilidade de se estacionar o carro onde quer que seja na nossa maravilhosa capital, concluindo, até o menos dotado nos meandros da intuição, haver, decerto, muito a dizer-se   acerca de quantos pratos prontos a serem usados haverá na casa do Sr. Medina. 
Não pretendo ser má língua. Isto são meras conclusões óbvias que um cidadão infere aí logo pelas 6h da manhã, e depois tem que se preocupar com o assunto pelo resto do dia, o que está mesmo muito mal. Pessoalmente, afianço-lhe que andava toda encarquilhada no sentido de nunca mais me aparecer o dia em que alguém se candidatasse à Câmara de Lisboa, esse alguém tivesse filhos, fosse (obviamente) casado e trouxesse consigo o inapreciável  aval do PPM, no sentido que me garantir um desempenho exemplar tanto em funções estatais, quanto nas privadas. 
Sabe lá a menina pra quantos Presidentes de Câmara - e quem diz eu diz muitos mais, garanto-lhe -  já olhei e pensei *sim, sim... 'tá, ok ... está tudo muito bonito, acho esta rotunda formidável e tal, mas a questão primordial que se impõe de jeito tão avassalador qu'eu sei lá, é sempre a mesma; e  a tua casinha.. estará descurada? Quantas máquinas de roupa farás  tu por semana...?, só nunca perguntei porque são geralmente homens, e há perguntas que não se fazem a homens, né? Podem estar ocupados. 


Despeço-me com votos de muito sucesso, expectante de que lhe corra tudo pelo melhor. A menina tem isso mais do que ganho, é o que lhe digo. Já albergava eu esse filingue, mas depois daquela chancela e daquele discurso, fiquei muito mais confiante.:)) Confie também. 



Isa