2 de fevereiro de 2018

Não gosto de sismos, mas gosto muito dos lençóis de notícias sequentes a um

Onde mil estudiosos e especialistas  dissertam sobre o assunto, nos dão conhecimento das não sei quantas falhas tectónicas, onde se localizam, do que pode vir a acontecer , da magnitude do que pode vir a acontecer, sem que no entanto ainda se consiga saber quando e onde, porque acho muito importante, caso morra à conta de um e tenha tempo pra um último pensamento, esse seja algo do género ai! isto de certezinha que é a puta da falha X, a cabra dum catano!, e partir deste mundo de loucos com a sensação de que aquela conversa da merda me serviu para alguma coisa.


30 de janeiro de 2018

Mas porquê que estás sempre ca azia, ó Isa, pá, logo tu que tens uma carinha tão uinda, tão uinda tão uinda, caté um cirurgião conceituado cá da praça, hum, dia destes te propôs um lifting

Dizendo que - e cito - "caras assim é que são o sonho de qualquer cirurgião", [deixamos este assunto pra mais tarde, que não estou pra m'enervar mais à conta de eventuais mensagens  e/ou perspectivas subjacentes a determinadas afirmações, maneiras que o melhor é deixar-se o assunto quedo, sogadito, não mexe qu'ainda explode, ok? lá a ver ...] e cinjamo-nos, portanto à questão inicial: 
- Porquê ? 

Porque quando uma gaja é boa, fode-se sempre, é certinho e  eu explico. Atão, aqui há tempos andava a pessoa nos seus afazeres, lalala, e vai que um vizinho me diz ter visto um gatito muito pequenino no nosso jardim, ai tadinho que não vai sobreviver, ai tadinho que o caralho, ai tadinho, ai jesus. Bom, a gaja vem por a cadela a casa, agarra na lanterna e lá vai à aventura, arbustos afora, pedindo aos santinhos todos que não encontre nada e volta pra casa toda contente, porque não encontrou mesmo.  De acordo com a minha empregada que é toda religiosa,  não encontrou, porque pedi pra não encontrar naquela noite, o que derivou no facto, óbvio,  de o ter encontrado na manhã seguinte, ou seja, da próxima vez explica-te melhor, sua estúpida, especifica aí o tempo da coisa,  muda o agora pra nunca, que o pessoal lá dos esotéricos tem mais o que fazer que andar a adivinhar os teus verdadeiros anseios, os quais são basicamente manterem tudo o que respire e não pertença à minha esfera de respirantes já devidamente aceites e validados, longe de mim.  Prosseguindo, haviam de ser aí umas 8h da madrugada do dia seguinte,  quando a moça me envia uma mensagem, abro aquilo e lá está a resposta dos deuses, esses mocados do catano: Uma imagem de um gatito todo cagado, mínimo, pregado ao chão, com o ar mais desvalido que eu tinha visto ultimamente, macérrimo. Senti uma pontada no peito, não percebi muito bem o significado daquela mensagem, senti outra, continuei sem compreender, mais outra, fiquei fodidíssima porque estava cheia de pressa, em virtude de justamente nesse dia ter combinado com o sócio de irmos brincar aos empresários e aquela porcaria fez-me desalinhar o eyeliner, até que se me fez luz, concluindo aquele desassossego ser derivante, provavelmente, de eu ter coração. Exclamei o meu "foda-se!" habitual perante estas circunstâncias,  e respondi à moça "traga lá isso pra casa, sff..".

Foram três semanas de correrias ao vet, à lojinha dos animais, fortunas em latinhas de comida não sei quê,  cortinas destruídas, roupas de cama prá lavandaria, areias prá caixinha, ensina-lo a usar a puta da caixinha, limpar a caixinha,  3 semanas a permitir que o melhor de mim emergisse e ainda por cima sem contenção, ele era beijinhos, o sabichão a usufrir à maluca, a crescer a olhos vistos, eu a leva-lo às varandas todo embrulhadinho em mantas pra não me fugir, um quarto só pra ele, com tv, com musiquinha pra relaxar gatos, durante a noite, toda  a gente a gozar comigo, mas eu "hey.. caguei pra todos vós",  a cadela todos os dias à beira de ataques de nervos à conta dos ataques à ninja por ele efectuados, a cadela a ganir, literalmente, só porque aquela meia leca olhava pra ela, até que consegui um mártir adoptante, graças a S. Berimbau - que é um santo dissidente, tendo formado  a sua própria congregação  -  e ele lá foi.  Mas voltou. Pois. O dono teve que ir fazer coisas, e uma das minhas crias achou simpático disponibilizar os meus serviços durante a sua ausência, sendo que para mais o bicho tinha a castração marcada pra justamente durante a ausência de quem lhe aprimorou as merdas, nomeadamente a de achar que, onde está, é tudo dele. Para já, fica já aqui tudo alertado pró facto de que tirarem os tomates a um gato, não o amansa. No caso em questão, até parece que lhe refinou ali uma rebeldia qualquer, em calhando será mágoa, saudade, não sei, não percebo nada de gatos,  certo é que isto tem sido mesmo muito engraçado de se ver, praticamente um Fellini em tempo real. 
A cadela já não quer comer, penso porque tem receio que lhe saia o esgrouviado de um canto qualquer e se atire a ela. Ele faz peito prá cadela. A cadela ladra pra ele. Então, ponho o bicho no seu quarto devidamente apetrechado pra gatos - é um quarto/escritório, com prateleiras, livros, blablabla e 2 impressoras que estou à espera que ele baze daqui pra avaliar para o que servirão após a sua estadia - com vista pró jardim e tudo.  Ele cala-se? Cala-se, se quando eu o lá ponho, for com o pires encarnado que ele conhece tão bem, à frente dele, mas acabando o pitéu, acaba-se o sossego.Se o deixo sair, não há sítio nenhum da casa onde a bicha possa sossegar os ossos, que o sacana procura-a, e eu estou a 2 suspiros de não interferir, a ver no que dá. Agora também acha giro atirar-se às nossas pernas quando passamos pelos sítios onde se esconde, e eu já não estou a achar mesmo piadinha nenhuma a esta merda é só o que vos digo, mesmo que supondo que seja a brincar, uma vez que não morde, mas caraças, entreguei a alguém uma coisinha toda mimosa de pouco mais de um palmo de comprimento, trazem-me de férias um latagão adolescente e juro que estou aqui a considerar deixar uma janela aberta.  Ontem levou um porradão de espanador - um que o dono trouxe porque diz que ele brinca imenso com aquilo, mas cá em casa prefere os meus cremes e perfumes, e panelas, e tachos, e gavetas, e armários, e mais cortinas, e gavetas , e claro, a cadela - porque estava eu  - EU! - toda de cócoras a limpar-lhe a caixa, e o gajo atira-se às minhas costas. Beeeem ... Foi a levar com aquilo até ao primeiro sofá que encontrou e se escondeu, filho de uma puta que estou que não m'aguento. 

Conclusão, serviu de alguma coisa tê-lo tirado das ruas, acarinhado e entregue a alguém que o trata como que a um rei, quando uma pessoa quer ir tomar o seu banho e tem que pedir a UM GATO que lhe saia de dentro da banheira, onde o tipo se enfiou a brincar com a lingerie acabada de sair do estendal??  Está-se mesmo a ver que sim. 

E ainda por cima, logo agora é que me tiram a merda do não sei quê nanny do ar, se fossem todos cagar á mata, isso é que era.






Ps: Se forem mesmo, pelos deuses levem-me  o bichano.   

22 de janeiro de 2018

"Bloggergate" ou o dia em que uma "influenciadora" das redes sociais levou com um não.

Tudo começou quando a querida  Elle Darby, 22 aninhos de idade, enviou o mail que abaixo reproduzo de um site em português,  aoThe White Moose Café.

(...)

(...)

E todo o resto do drama, muito bem explicadinho aqui - desde a fabulosa resposta de quem gere o espaço pretendido, ao extenso vídeo - pleno de queixumes, insultos e acusações - da blogger em questão. Um must-see drama genialmente respondido por Paul Stenson, que se está a cagar para a(o)s  "social influenceur " à pala de rabinhos lavados com águas de rosas a troco de publicidade, e que culmina no que para mim foi a típica cerejita no topo do bolo, mas em bastante melhor ( figos, nozes, pinhões, eu caia aqui ceguinha se não vejo um Moët ali espetado também), conforme a imagem abaixo, retirada da página do facebook do sítio que já figura no meu roteiro de férias. 






"Social influencer". Tinha ficado com este assunto na cabeça a propósito da última algazarra virtual, quando no blog de uma das da nossa praça li o comentário de alguém que dizia ter ficado extremamente chocado com o programa, e que tinha até pensado em enviar um mail à blogger pedindo que esta se pronunciasse, julgo que a ver se estariam as duas a pensar igual, o que, a meu ver, aparentemente, daria à comentadora o aval necessário para expressar a sua opinião, e se isto não é chacinar com os unicórnios todos do jardim de uma pessoa, então não percebo porra nenhuma de chacinas. 


É tudo. Fui. 

16 de janeiro de 2018

Estou aqui sem saber se encomende um exorcismo para a menina do programa ora em foco e sujeito a acesa discussão, ou se para as mãezinhas que dela, tão activamente e tão em modo "eu sou Mãe!",participam, e mais as suas argumentações da merda.

Graças aos deuses já se percebeu - mas só porque a autora do Quadripolaridades a isso se propôs (gaja esperta qu'eu sei lá) - que a tal petição  não tem pernas para andar, talvez porque o modelo agora adoptado pelo nosso País já tenha corrido uma data de outros países, e -mas isto sou só eu a dizer, que não sou psicóloga desde ontem nem nada, mas lá está, "sou Mãe!", logo, sei de coisas, nomeadamente que os filhos não nos pertencem e blablabla - os autores da coisa tenham levado em conta estes tumultos , prevenindo-se legalmente enquanto às suas eventuais vicissitudes, derivadas de ânimos empolgados. Não sei.
 De qualquer forma, estou em crer que prá semana o nome "Margarida" já estará esquecido em virtude de se ver destituído pelo de Manel, Constança, João, Salvador ou Mafalda, e estou em crer  também que haverá muita figura parental a tirar notas de como se poderá fazer em oposição ao que tem feito e tem corrido mal, uma vez que as ferramentas do antigamente estão em desuso, de acordo com os supra sumo da área. [Já não há cá palmadas aos ninos, nem se os põe de castigo, nem nada dessas violências desmesuradas. Não.  Agora, se um catraio levanta a  mão ao Pai ou Mãe e lhe arreia com uma galheta ou assim, os desafia ou desrespeita, a gente chama-o, muito calmamente, pranta uma musiquinha de fundo - se eu pudesse voltar atrás no tempo, escolheria uma qualquer da Julie Andrews do Música no Coração, que sempre achei tão lindo  leva-o prá salinha, senta-o na poltrona em destaque da mesma, e conversa, extensa e exaustivamente sobre os sentimentos de cada uma das partes envolvidas, do como e do porquê que foram amolgados, até que alguém  adormeça de contrariedade e/ou aborrecimento, que é assim que se faz no conceito agora estabelecido para sinónino de tortura]. Ou seja, bem espremido, aquilo até é capaz de ser didáctico, MAS, atenção,  só se não nos pusermos em biquinhos de pés a levar em conta tudo e mais um par de botas, menos o que de jeito, se pode, efectivamente, retirar  dali. Muita atenção.  

Também sei, porque vi, "sou Mãe!" e portanto bué da esperta, que aquilo é um reality show. Não sei do agora, mas antigamente, costumavam ser programas direccionados a, e mesmo muito, muito, maluquinhos por uma boa controvérsia, que é o que lhes dá audiências.  Assim, esperemos pelo episódio 3 ou 4 só naquela de confirmar a validade da coisa, e se for, aguardemos todos pelo visionamento das bolachinhas que a SIC terá que enviar às aviltadas, à laia de agradecimento. 
Quanto à exposição dos petizes (dos outros, meus caros, sempre dos outros) nas suas privacidades, sinceramente não vi nada que não veja no meu dia-a-dia, pois que quando se mandam pró chão, por exemplo, num centro comercial qualquer, posso asseverar que até as cuecas lhes vejo, enquanto ouço, lá ao longe, a voz de alguém dizendo " Estás a sujar-te todo(a)! Levanta-te daí!", mesmo que se saiba perfeitamente que não só não se levantarão, como continuarão a poluir o som e os perímetros do seu semelhante, ou porque o pontapeiam a meio do chilique, ou porque, num repente, lembram-se de desatar a cavalgar, corredores afora, levando tudo e todos à frente, em direcção a coisa nenhuma. É enquanto houver corredores. Aquilo é proferido exclusivamente com o intuíto de se poupar uma máquina de roupa, toda a gente sabe,  como sabe também ser um sonho inantigível, mas hey ... lalala o mundo pula e avança, né? É que nessas alturas, pai que é pai e  mãe que é mãe, mas mesmo à séria,  tem sempre em mente o ensinamento apreendido há beca - desde que apareceu a psicologia, mais merda menos merda - e põe em prática o primeiríssimo deles todos, aquilo dos filhos não nos pertencem, maneiras que aturem-no aí, enquanto nos decidimos pela côr do cachecol, e  vão-se preparando pra quando ele crescer e eventualmente padecer de gases teimosos, meter uma baixa de 1 ano por isso, e porque a situação o está a stressar afinfar-lhe com outra de foro psicológico. Ápois. 

Bom, finalizando, sou uma 'ssoa dada a calmarias, detesto histerismos, maneiras que estou aqui com um exorcismo encomendado e não sei agora a quem o entregar. Se à menina a quem não foram explicados limites, se às doutoras em exercício, encontro-me num rodopio emocional à conta desta decisão que é que nem vos passa, imagine-se que por causa disso até fiz uma viagem ao passado e não preguei olho a noite toda de tão arrependida que me concluí por não ter seguido Psicologia ao invés de me licenciar em Esfregonas & Outros Assuntos, uma vez que  assim talvez me pudesse embrenhar  de forma mais eficaz e  coerente no que agora me transcende,  bem como também, nas horas vagas em que me permitisse um intervaleco entre as patrulhas de privacidade para as quais estaria naturalmente vocacionada, me pudesse permitir à exposição de cá opiniões minhas sobre membros da minha Família. (Ando cá engasgada com umas determinadas posturas da minha ex-Sogra, a porra do curso havia de me servir pra alguma coisa). 

Só me meto em merdas, é o que é. 

10 de janeiro de 2018

A ver se me situo...

-Portanto, todas as pessoas que tiraram fotos, abraçaram efusivamente ou demonstram em público algum tipo de cumplicidade com quem mais tarde se revela ter tido um percurso de chantagem de qualquer foro, em relação a quem da sua decisão dependia para chegar ao que se propôs, é igualmente uma pessoa de cariz  dúbio, na medida que se não sabia... soubesse. 

- O facto de haver mulheres que praticam esses mesmos  actos, ainda que em minoria em relação ao elemento masculino  - que, por razões sobejamente conhecidas ainda continua, em termos e assuntos gerais, a mandar nisto tudo - de certa forma como que invalida a acção do mesmo. "Eles fazem, mas também há mulheres que o fazem". Dá assim a impressão que as contas ficam saldadas, uma filha da putice lava a outra e não se fala mais disso. 

- É facil dizer "não". Eu cá já o fiz umas quantas vezes ( sobretudo ao consumo de açúcar e sabem só os deuses o que isso me custou), mas a propostas desagradáveis também ( do género, quer pagar a pronto? quando há a opção de suaves prestações mensais sem juros, ou do IMI, ou do IRS, da água, luz e gás então é todos os meses) assim como de assédio,  eu e praticamente tudo que nasceu com uma vagina, tanto dos burgessos que por aí andam, quanto de um muito em particular que me abespinhou sobremaneira. Contudo, no mundo onde me movimento, um vai prá puta que te pariu costuma ser suficiente. A pessoa vai, ou não, é cagativo, e cada um segue o seu caminho.  
Já quando se fala em paragens onde alguém tem a faca e o queijo em mãos e os destinos de outrém são ditados pela prepotência de quem se rege por predatismos, perfeitas pústulas - homens ou mulheres -  que fizeram, e fazem, desse acto a coisa mais natural do mundo, como se fossem pequenitos reis  que consideram só justo exigir este ou aquele retorno pelo simples facto de terem olhado para A ou B, independentemente do potencial  lógico  a ser avaliado e em virtude de uma cultura estabelecida desde a altura dos primatas, a recusa do hipotético assediado leva à  sua segregação desse mesmo mundo - porque ninguém diz "não" a um pequenito rei sem ter que mudar de profissão ou sonho, que é como quem diz, fica com o curriculum todo fodido, a menos que se apresente à função desejada com uma porção de referências a quem, ou por quem,  o pequenito sinta algumas reticências em contrariar - mas, apesar de toda essa pressão social estabelecida, em vigor, e olhada por muitos como um leve senão, quem está errado é quem agora os denuncia. 

Acertei?  


4 de janeiro de 2018

Att da Srª Dona coiso:

Será tudo como diz - que eu não sou cá de contrariar sentimentos purulentos, muito menos de quem se garante são e em meia dúzia de linhas digitadas num qualquer decorrer de um qualquer encontro anual das letras maradas, aufere à sanidade todo um encanto tão particular, como de resto vem sendo hábito nesse seu velho hábito de queixumes, encerramentos e reaberturas de blogs, bem assim como no de demonstrar a sua real essência por intermédio do que cospe - a não ser o seguinte: 

Em vez de Página que Chora, faça-me lá o excelso favor de mudar para página que chora, que foi como eu escrevi. Sim? 
Obrigada. 

De resto, vejo que continua aí com uma expetoração toda jeitosa. 

Força nisso.:D