terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sobre o meu post anterior ...?

Poisé... :(

O problema de quem chora cada silêncio assassinado, é que depois fica também cheio de pena por quem se auto injecta com a letalidade da merda que profere.

(Uma velinha branca prá nossa querida picante, vá... que isto de se deixar de falar de baixelas, roupinhas e publicidades  supostamente encapotadas, pra se tentar a versão inteligente e/ou participativa, é coisa pra demorar o seu colhãozinho de tempo). 



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Aqueles interregnos que faço entre postagens

E que se devem à percepção bastante límpida de que não tenho porra nenhuma  a acrescentar a seja  o que for de forma a que se proponha uma perspectiva, se não nova, pelo menos risível, sobre pririlauzeco que seja, são interregnos que me deixam verdadeiramente feliz e ralativamente orgulhosa de mim,  o que me levou a concluir que haviamos todos de experimentar.  

Achei manito partilhar, espero que gostem. 

("Espero que gostem", naquela de fazermos  de conta que me importo bué, e somos todos irmãos, amigos, e o amorzzzzzzzzzzzz... que tanta falta faz à humanidade, e o caralho ).



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O estranho caso do intestino anti - monárquico

(...)
"AI ELISABETE EDUARDA ESPADINHA VINHEDO DE ALENCASTRE PERALTA HERÉDIA RODRIGUEZ QUE ME CAGO TODO!!!"




Capítulo II

Balbina não era simplesmente uma cozinheira, era também e sobretudo o braço direito da sua senhora, era sua confidente, afinal haviam crescido  juntas na propriedade  da família da senhora, onde já mãe de Balbina nascera e se criara, assim como  a sua avó, e o seu bisavô, e o trisavô, em virtude de o pai deste ter acompanhado a família que, a mando  de El Rei, se mudara para as Índias. Tetravô Aldemiro, nas funções de valet do senhor conde José Maria Augusto Sebastião de Castro e Monção Aveleda de Bragança abalara, abdicando de tudo e por lá andou cerca de 3 anos. Após o regresso, sua senhoria decretara, como reconhecimento da lealdade e exemplar prática da incumbência, que Aldemiro Sousa e seus descendentes fizessem do chalet Printemps a sua residência, pelo tempo que entendessem. Balbina trazia na alma o estandarte do orgulho Sousa,  gerações e gerações  bordadas  em empenho e dedicação àquela Casa, um extremoso símbolo da nobreza,  o que lhes garantira a confiança do  mesmo numero de  gerações por parte dos senhores - sabido era que nos diários de D. Maria da Assunção,  avó da sua senhora,  por variadíssimas vezes haviam sido referidos, com elevado louvor, ora sua tia avó Josefa, ora seu primo Olindo - respectivamente camareira e cocheiro da Casa - e outros seus familiares, assim como outros tantos foram mencionados em outros apontamentos ou até mesmo em conversas memoráveis, como aquela que o Marquês de Alecrim manteve  com sua senhoria elogiando-lhe  o primor de seu papillon, tendo posteriormente até tentado aliciar o primo Asdrúbal por intermédio de 1 moeda de ouro, no sentido de o demover de seus serviços ao senhor duque. (Correu inclusive o boato de ter sido essa a gota de água que levou ao corte de relações entre os senhores e os marqueses, uma vez que já existia o enorme desconforto da evidente inveja por parte da marquesa, que nunca tirava os olhos da peruca da senhora, quando em visita). Balbina conhecia a história da família como as palmas de suas calejadas mãos. Balbina testemunhara o cuidado em que crescera  Amélia Maria Julieta de Barbieri e Sá de Andrade e Costa de Castro e Monção Aveleda de Bragança, sabia perfeitamente a que honras  se deviam aqueles nomes, e os "de" e os "e", e  Balbina nunca gostara do despautério com que o nome de baptismo de Constança não era hoje pronunciado na sua totalidade, assim como antes não fora o de sua mãe quando em iguais circunstâncias, Balbina tomara-se hoje de transtornos, como outrora se havia tomado, exactamente pelas mesmas desconsiderações. Estivessem os senhores condes herdeiros vivos e aquele casamento não teria acontecido, como por ela este não aconteceria, não carecesse antes tanto a família de legado financeiro que provesse a manutenção do palacete a fim de o poderem abrir a visitas do público, e aquela união de há 25 anos não poderia sequer  ter sido imaginada. Jacinto Patrício Cláudio de Almodovar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcantara, pai de Constança, era  um simples plebeu cuja família tivera sorte nas minas, mas ainda assim, Balbina achava que um mínimo de compostura seria de se esperar, mesmo de alguém cuja família comprara 4 apelidos. Entendia ser uma ofensa referir-se o seu futuro senhor à sua noiva, como simplesmente "Amélia Maria Julieta, futura senhora de Almodovar Moraes Serta de Campos Toledo Alcantara".   

De início tomara a escandalosa omissão como  fruto de receio de enganos, fora portanto com a maior das boas vontades que mandara fazer e bordar  3 conjuntos de  alvos lençóis em puro linho egípcio, destinados ao leito nupcial - todos eles enriquecidos por delicadas rendas cuidadosamente tecidas pelas mais solicitadas rendeiras da região - do lado dele, Jacinto Patrício Claúdio de Almodovar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcantara e do lado dela Amélia Maria Julieta de Barbieri e Sá de Andrade e Costa de Castro e Monção Aveleda de Bragança Almodovar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcantara, assim mesmo, com um bonito efeito tracejado em ponto pé de flor  por debaixo dos apelidos da família da sua senhora, em elegantes letras imitando a caligrafia de sua alteza o rei D. Carlos I ( monarca da especial estima do senhor conde, com quem até tinha uma fotografia), todos eles ornados pela bordadeira Ofélia, que por vias do custo da encomenda, teve, por fim, a oportunidade de visitar sua querida prima de Espanha. Nas fronhas, as iniciais da cabeça que nelas repousaria, entrelaçadas entre si, 9 dele, 17 dela, todas minuciosamente trabalhadas a ponto cheio. Eram lençóis de 4,75 metros de largura cada um, gastara todas as suas economias na empreitada, mas com muito agrado fizera do acto a sua singela demonstração de apreço e dedicação à sua senhora, tentado revelar assim, a ela, o quanto a prezava, e ao senhor, o que e quem ele deveria prezar. Esmagara-se-lhe o peito de revolta, contudo, quando, volvidos meses, verificara não só o senhor insistir na gravosa lacuna, como a evidenciara, dando  ordens para que os lençóis fizessem de tendas improvisadas - mesmo que muito a contragosto da sua querida senhora, esvaída em lágrimas e protestos - num dia de verão muito quente em que receberam os Damascenos Nogueira e Abrantes de Taveira para um brunch no jardim.  
Não. 
Aquilo não podia ficar assim. 
Aquela viagem do seu antepassado às Índias,  trouxera à sua família mais venturas para além da exponencial distinção avalizada pelo senhor conde, mais que os relatos sobre as exóticas fragrâncias dos chás ou as sumptuosas texturas e cores das suas sedas, sobre cheiros e horizontes, danças, rituais e costumes, mais que as histórias de longos cabelos negros, trouxera-lhes outros conhecimentos, que as mulheres da sua família trataram de manter secretos. O seu tetravô, entretanto casado com a tetra Augusta, por lá travara conhecimento com  Kabir, marido de Aiyra, ambos serviçais do Marajá Odara e com eles estreitara relações de profunda amizade. As senhoras fizeram-se como irmãs, e aquando do regresso a Portugal, Ayira, como prova de eterna afinidade e agradecimento pela receita de Bacalhau Cozido Com Todos, ofertou à tetra o seu segredo de familia, nem mais nem menos que O Livro Da Capa De Pele De Naja, segredando-lhe, enquanto em sua face depositava o derradeiro beijo de despedida "for women's eyes only", o tal, que foi passado de mulher para mulher conforme determinação,  o tal, que conta sobre temperos, condimentos, e de seus interessantes efeitos no organismo humano. 

Por alguma razão o senhor volta e meia se punha tão macilento. 
Por vias de paralelos absurdos, por alguma razão também o destemperado noivo da Constança, igual ao futuro sogro em estirpe, clamava agora por sua mãe.  Pois. 

Balbina recostou-se ao parapeito da sua janela, inspirou  o ar fresco do anoitecer, e, de olhar semicerrado, quis registar aquele glorioso momento, enquanto pela sua memória passaram todas as figuras por si e pelos seus, incondicionalmente servidas. Respirou fundo, com a saudade à solta, pensou em toda a sua família e sussurou, de si para com eles: 

- Hã..? Digam lá..  Quanto não daria agora aquele cabrão ali aos gritinhos pela mamã, pelo tal desdenhado rolo de papel higiénico com o monograma dos nossos senhores,  timbrado folha a folha,  hum..?






(Testemunho passado à Filipa)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Quando estou em overdose de informação despicienda

Como a que se tem verificado nos últimos tempos sobre qualquer assunto  que se preste a esgrimas de egos e argumentos que os sobrevalorizam (ao ego) por se tentarem escondidos sob a capa de "argumento", tento pensar de daqui a muuuuuuuuuuuuuuiiitos anos - depois de termos  já morrido todos, e uma vez a humanidade encaminhada naquele sentido que hoje a tantos aparenta ser um despautério, um perfeito disparate, uma estupidez, desfiando seus confiantes porquês - alguém há-de ir à Torre do Tombo investigar sobre as redes sociais desta altura, e exclamar (no mínimo): 

- Fooooooooooosga-se ... Ca cambada de antepassados estranhos, caraio...


E parto-me a rir.   


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Agora em árabe, Joaninha, vá lá...:)






A ver se a gente dá com o fio à meada das inconsistências: Um gajo nascido em determinado local pertence a esse local e já está,  ou a nacionalidade do indivíduo  tem alguma coisa a debitar sobre a questão ...? 
Aguarde-se em espasmos que a Luz - que se supõe, algures, quiçá, num longínquo cenário de putas & vinho verde, enquanto a malta aqui aos apalpões no breu da estupidez - se lembre de realizar as suas funções. Entretanto, talvez devido ao exponencial nível argumentativo da 'pariga, de mim se apossou intrépida  curiosidade em  ler sobre os debates com a Ágata. Como não dei com eles, optei por visitar a bloga, ainda imbuída deste demónio mórbido, e vim. Concluí que todos os políticos devem ter sido bloggers - mas isso acho que já toda a gente desconfiava - que o "socialmente correcto" parece ser uma praga hoje em dia, levando um humano a questionar-se sobre afinal o que quer esta gente, né? Bom, eu cá prefiro o "humanamente correcto", àquele cliché, mas eu também preferia não ter que ler o basicismo que entendo que o é, quando o leio, e cá está uma pessoa a aguentar-se às bombocas destes desesperos, maneiras que. 

Estive há pouco a arrumar a minha arrecadação, e dei com uma série de livros de histórias infantis das minhas filhas, maioritariamente muito cor-de-rosa, cheios de folhos e rendinhas. Depois, na caixa ao lado, lá estavam os livros escolares da mesma época, e curiosamente nenhum deles se apresentava naqueles preparos. Até liguei pra uma delas, a pedir que perguntasse a um dos amigos se porventura os deles eram iguais. E eram. Isto aconteceu de manhã cedo, pelo que, achando aquilo muito estranho, guardei o raciocínio para mais tarde, quando já não estivesse em modo equinoderma e pudesse realizar coisas em modo humano. Esperei, esperei, esperei, esperei, esperei esperei, esperei, esperei, esperei, e soube que já podia sair à rua, quando  concluí: -AH! Uns são livros de histórias infantis, e outros são escolares, es-co-la-res, de escola, de aprendizagem, de salas de aula geralmente preenchidas com alunos de ambos os sexos, em que o que é ensinado deve se-lo através de manuais únicos para todos, de forma a que todos possam interiorizar as coisas partindo do mesmo livro, ahh! Pois! Sim! *Toc-toc em la calabaza, catano, 'tão?!* eheheheh .. *glup* *eurh..*, e os outros são de lazer e assim, o que não deixa de ser uma aprendizagem também, mas aí é que a coisa pode e deve ser verdadeiramente opcional... 

(Foda-se que estava difícil... Não costumo esperar, esperar, esperar, esperar, esperar, esperar, esperar, esperar, esperar tanto tempo ... normalmente só espero, espero, espero, espero, espero...)    




segunda-feira, 28 de agosto de 2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Se anda tudo doido...? Naaaaaaaaaaa!!! Lá agora...





Confesso que pensei ser uma piada - daquelas em que uma pessoa até cogita com bastante intensidade sobre o porquê de tanta petição de merda e ninguém se lembra de uma para que se passe a cobrar o oxigénio que cada um consome, mas depois repensa e conclui que se calhar era melhor era ser ao contrário, e apelar-se antes para doses extras de oxigenação cerebral aos autores das piadolas fatelas - mas parece que não, uma vez que o pipól do facebook está a levar o assunto mesmo à séria. "Não queres pagar o táxi sozinho no fim da noite? Pergunta a estranhos se querem partilhar, sai mais barato e fazes novos amigos."
Ya. 
Faz isso. Pergunta a estranhos se querem partilhar. Why not?! (Não te esqueças é de referir com o ênfase que achares conveniente, que aquilo da partilha não inclui o teu corpo, a tua carteira, a tua casa e assim numa maluca, pá, manda-lhe com a recomendação de não partilha da tua vida, não vá a coisa ficar mal esclarecida), e sim, adere à nova modalidade de bungee jumping promovida pela Nestlé, que deve ser coisa muito emocionante, para além de ser a ocasião ideal pra fazeres novos amiguinhos. Dos bem bons.  Depois, caso acordes para o day after e pretendas dar uma prendinha à criança do(a) amigo(a)  que faz aninhos nesse dia, lembra-te dos cadernos de actividades para elas e para eles. Não há o que enganar: se a cria tem pila compras  o azul, se tem vagina (ou "pipi", como quiseres), é o rosa. Simples e fácil, vês? Num pendant extraordinário com o intelecto do autor da sugestão acima, com o teu, caso o sigas, e com o dos autores  (ou autoras), dos tais livros. Nem te preocupes a saber dos seus conteúdos, que está tudo dito só pelas cores das capas e pela tão só necessidade da feitura de um livro de EXERCÍCIOS para ELAS e outro para ELES, abarcando uma área que se pretende ser didáctica. Na mouche. Ali. Tau! Se fores gaja e te der prá curiosidade,  não leves a mal que os tais exercícios "para eles" apresentem um eventual  grau de maior dificuldade nas suas resoluções que nos "para elas", por exemplo, uma vez que a memória genética feminina é coisa pra milénios, foi-nos incutida com bué carinho, amor, respeito por nós próprias e essa merda toda, podendo até dizer-se, com propriedade,  ser uma "tradição". Pois. (Como as touradas, em que os touros "existem para isso", né? E as tradições são pra se manter, ponto final, resumindo-se depois tudo uma questão de "gostos".  Olé), nem te aborreças se normalmente, aí em casa, és tu que agarras no ancinho e desmatas essa treta toda, quando o livro claramente aponta pra ser essa uma actividade no masculino. Pensa antes na loiça que tens pra lavar e releva, pronto. Vá. Sê uma Mulher como deve ser e junta-te à brigada dos reclamões anti-lápis azul nas editoras. Faz isso. Porque é exactamente disso que se trata a intervenção governamental nesta polémica. 

'Pois mais tarde, quando tiveres tu os teus filhos e em caso de teres um menino que queria praticar ballet, pá, espeta-lhe com 2 galhetas bem enfiadas e.. sei lá ... apresenta-o ao mundo das bejecas e das mil e uma maneiras de como se coçar uma micose. Feito.  
A tua futura nora há-de agradecer-te. 

É tudo. 
(Não te disse que era fácil..? :D)