17 de junho de 2020

Na verdade, o que tinha em mente quando resolvi vir aqui hoje, querida página, era dizer a minha coisa sobre o movimento "Black Lives Matter"

Que está a correr tão bem, noé?

Acho importantíssimo que se manifeste a mais que legítima revolta sobre um preconceito peçonhento, através de vandalismo, agressões e monumentos retirados dos seus pedestais, porque assim, além do pessoal se mostrar notoriamente diferente de quem pratica uma nojeira daquelas, aufere também da tremenda oportunidade de deixar às gerações futuras o tim tim por tim tim dos porquês das atitudes presentes, sendo que no caso das estátuas e monumentos, será é em invisível. Mas pronto. 
Eles que puxem pela cabecinha, ora essa.   

Afinal de contas, edificar é preciso, exemplificar é imperativo. Compete-nos sermos estúpidos agora, o mais possível, de forma a que a próxima fornada da espécie fique, no mínimo, estupefacta, que enquanto fizerem daquilo, pelo menos não fazem merda, né?



    

Como não amar aqueles grupinhos de mãezinhas que discutem imenso sobre a amentaçãozinha de seus rebentinhos

e que, invariavelmente, acabam a esgatanhar-se sobre as alegadas irresponsabilidades de uma ou outra facção, conforme uma ou outra opção, levando um eventual ponto de interrogação cravado na mente do desprevenido, a crer ser esse O assunto de suas vidas, hum...?

Eu cá adoro. Desenvolve-se logo uma fézada no futuro daquelas crianças, que upa, upa. 


8 de junho de 2020

Nesta pandemia

O sindicato das aranhas registou um aumento de 70% de desemprego, só à conta do quanto limpei a minha casa derivado dos nervos.


Teste

Serve este pequenito registo para verificar se ainda consigo escrever, após uma data de meses do último post, em que mal sabia eu e o resto do Mundo, o que nos viria bater à puta da porta. Podiam ter sido testemunhas de Jeová, inquéritos de merda, ou assim, mas não, mesmo que para isso já toda a gente tem defesas, maneiras que o Universo (ou os Chineses, permanece no ar esta periclitante dúvida, para grande desconforto dos ditos e gáudio do impagável, e, espero que único, Trump ) resolveu (ou "eram") presentear-nos com um vírus. 
Escuso-me a dissertar sobre o mesmo, até porque caguei pra ele. Perto  do vírus, a quantidade de bosta que já li e ouvi sobre o assunto,  assume proporções tão dantescas e tão denotativas do peso que a Humanidade carrega de imbecis, derivando ser esta evidência o que me assusta verdadeiramente. 
Isto, e a OMS, está claro, o que acaba por ir dar ao mesmo, uma vez que ter-se a noção de se estar a seguir normas decretadas por aqueles avantesmas, é coisa pra deixar uma pessoa à beira de síncopes. Sei, porque senti várias, já sou tu cá tu lá com elas. Salte-se, portanto, o caos emocional e económico em que nos encontramos todos, e concentre-se o cidadão naquela coisa que é, aparentemente, o reflexo do que merecemos: Big Brother. 

- Com a participação da Pipoca Mais Doce enquanto comentadora,  o que já é fantástico, inusitado, brilhante e etc, e mais as suas  duas opiniões, penso que nos intervalos de consultar o telemóvel, e já está. Wow! 

- Depois, com  a participação  também de uma menina, que por questões de princípio, não vota em Mulheres, alvitra-se que porque a sua luta feminista lhe veda a possibilidade de análise sobre a personalidade  de alguém que não tenha uma pila, quando lhe dizem que, daquela vez, os votos recaíriam todos, exclusivamente,  sobre Mulheres, embora portadores de pénis se encontrem a jogo. Nope. Ela não vota em Mulheres e acabou-se a conversa. 

Fiquei uma beca pasma com aquela dinâmica, talvez por já não dar com uma merda daquelas há que tempos. Tendo em conta que com o que dei (demos) no entretanto até tem um mundo de diferença no que a "puta -que - me - pariu - se - acredito - que - isto - está  -mesmo - a - acontecer!" concerne,  constatei, contudo, serem estas últimas incredulidades perfeitamente incapazes de anular as primeiras, mesmo levando em conta a dormência que nos vive na alma por estes dias, o que me deixou bastante incomodada, e triste até agora. 

E pronto, é tudo. 

Fim de pequenito registo, penso que para "teste" já chega. 
    

2 de janeiro de 2020

Bons olhos te vejam, Ano Novo

Enquanto te instalas, de modo a poderes observar condignamente o povo que reinas - o mesmo que depositou nos teus antecessores a concretização de coisas perfeitamente alheias aos teus ancestrais, mas hey, o pessoal (também conhecido por Humanidade, espero que 2019 te tenha alertado para esse facto e do que ele representa, e se sim, que o chazinho de tília a acompanhar o esclarecimento te tenha sabido bem)  adora pedinchices e de projectar em tudo o que mexa o milagre do "Olha ... aconteceu!", sem que o principal beneficiado tenha movido  uma palha, a peida, ou a vontade...
[Crê-me. Nós somos assim. Amorfamos as não sei quantas passas, subimos cadeiras, saltamos com o pé direito, emborcamos quantidades industriais de álcool, usamos roupa nova de cores bastante específicas, há música estridente e gritamos bué, antes, durante e após a 12ª badalada comemorativa da entrada de um novo ano - muito em particular se estivermos na rua porque fomos ver os fogos de artifício, essa bela  merda de valores exorbitantes , e em mais particular ainda se um qualquer locutor de uma qualquer estação  de TV nos vier perguntar o que costumam perguntar desde que existe TV. " Então veio aqui ver os fogos?", "Veio com quem?", " E o que quer para este novo ano?". As respostas são sempre tão originais quanto as perguntas, bem assim como o aspecto curioso dos perguntados -  podendo esta última caracteristica, até,  plantar uma substancial dúvida sobre se aquilo é já do álcool, se do tão falado calor humano dessas ocasiões, se dos três factores juntos,   ou se são mesmo assim e, infelizmente, já está, pronto, Deus é que sabe lá dessas coisas -  Mas as respostas, dizia-te eu (as que se percebem, claro está),  invariavelmente passarão por se querer muita saúde para todos, muita paz, muito amor, o fim às guerras e à fome, às carências de uma forma geral. 
Somos todos misses  na passagem de ano, portanto. 
"Passagem de Ano", é aquela altura em que nos esquecemos uma beca maiorzita da guerra em curso, por exemplo ( é sempre muito longe, nem sequer se sabe pronunciar a localização exacta do flagelo, né, escreve-se "ai qu'horror!" nas redes sociais e siga),  ou do sem-abrigo que poderá, eventualmente, estar ao nosso lado naquele momento, sendo que contudo o fazemos com uma excelente justificação: -É passagem de Ano. E a gente está a pedir por coisas boas. O Mundo que espere um cadinho que TU te encarregues de efectivar as cenas, e vou fechar o colchete, porque nem sequer te quero falar da época Natalícia, a qual apanharás em pleno.  Permito-me tão somente adiantar-te que por cá, temos um Presidente tão presente em rigorasamente tudo, quanto estará a extrema hipocrisia com que se celebra algo, que um dia se quis em discrição e recolhimento]. 


... Face ao exposto e retomando a minha mensagem,  apraz-me que tenhas chegado, e assim posto fim ao histerismo colectivo, tão exaustivamente conhecido das épocas acabadas de acontecer. 

E  é tudo.



28 de novembro de 2019

Actualizando este cantinho, tenho a dizer que

Eu cá também adorava poder cirlular pela minha casa escoltada pela GNR, qual Joacine mai linda, de modo a poder evitar perguntas de treta por parte dos meus - como nomeadamente "falta muito pró jantar?", "mãezinha! Já acabaram as bananas??", ou "viste a minha camisola ?" - bem como pressões psicológicas tais como as exercidas pela minha cadela, quando entende serem mais que horas de eu a alimentar, e me persegue casa fora, olhando-me fixamente, com arrepiantes laivos psicopatas nas vistas.  

Bem lhes grito que exijo respeito por minha mimosa pessoa, pelo meu espaço e pelo meu tempo, mas aqui nesta pradaria é tudo muito  paparazzi enquanto às satisfações dos seus desejos e/ou dúvidas, o que me fez suspirar de emoção, quando vi a querida diva acima mencionada, circulando por aqueles corredores, de escolta, e mais o seu tiracolo assessor, situação que me proporcionou um breve  tête-à-tête entre mim e os meus botões:- Ahhhhh ... Como eu gostava de ter dinheiro pra poder pagar daquilo ... Ou pra me fazer escoltar perante o assédio do Estado, quando me exige o pagamento do IMI até ao final deste mês ... Ahhhh ..., confessei-me.

Na constatação de tais impossibilidades, assumi o vergonhoso sentimento de inveja, prometendo-me nunca mais o deixar invadir-me a alma (mesmo porque se não estou financeiramente equipada a pagar escoltas pra umas coisas, decerto que não o estarei para outras, né), sendo que após intensa cogitação sobre o assunto, resolvi-me por este ano acreditar na treta do Natal e no badocho de barbas e vestes vermelhas. Assim, naqueles conformes, decidi-me por escrever-lhe, pedindo-lhe encarecidamente que interceda por mim quando for lá resolver coisas com o Jesus, no sentido de numa próxima vida  - em achando as altas instâncias ser uma decisão fantástica remandarem-me  pra este esterco - considerem faze-lo em modo rainha de inglaterra, ou em alguém  concernente  a parlamentos, alguém enfim,  a quem que quando lhe (me)  der uma furiazita apalermada,  possa clamar "quero uma escolta! Já! Imediatamente! Ó 'parigo, vai lá tratar disso! É pra ontem!".

....

Vou em " Querido Pai Natal, perdoa-me ter-me cagado pra ti todos estes anos. Arrependo-me profundamente. Disso, e de nunca ninguém te ter pedido a mudança urgente de Ministro da Saúde, ou ter evidenciado pentelho que seja do mesmo sentir sobre a sua nomeação, que eu cá sou uma pessoa extremamente propensa a vergonhas alheias, embora esta nem seja tão alheia  assim ..."



Ps: A ver se não me esqueço de terminar a missiva com beijinhos tantos!, por exemplo, ou outra conice idêntica, ao invés do meu puta que o pariu! tão e há tantos anos praticado, especialmente por estas alturas.  

Melhor é por esta nota na agenda, não vá o diabo tece-las.



28 de outubro de 2019

Este blog agradece,


A todos os nomeados da plataforma Sapo e Blogger, em todas as categorias,  os meus parabéns, e um Saravá muito especial aos propulsores desta iniciaciva - Magda e David - que, incansáveis,  continuam a apostar em projectos saudáveis.