de um ponto de referência patrimonial como é a Catedral de Notre-Dame, em calhando, teria primeiramente que auferir da concordância dos totós deste planeta, defensores da justiça social - sabe-se lá quantos deles com as peidolas pousadas onde as ditas encontram afinidades com o conceito de "conforto", a viverem à pala dos impostos tributados e pagos a e por quem produz - porque é extremamente injusto o dinheiro de cada um ir para onde cada um quer, ao invés de para onde seus opíparos raciocínios deduzem, nomeadamente para os muito necessitados, que, como será de óbvia percepção, serão eles, entre outros.
Claro que lhes passa perfeitamente ao lado o cogitar se essas fortunas contribuem ou não para a parafernália de organizações existentes com esse objectivo, porque quando um totó pensa, aquilo é uma trabalheira dos diabos, né, e pese embora o resultado ser sempre merda, alturas há em que parece ser-lhes necessária uma contagem cibernética, de forma a garantir-lhes aquele estranho conforto de se saberem muitos. Ora, como Jesus ressuscitou ontem, uma pessoa lê-os e pior, ouve-os, só naquela da boa vontade e o catano, ainda que saiba perfeitamente do choro diário da Amazónia em peso, por vias da quantidade industrial de oxigénio desperdiçado. Tadinha.
Se àquele hipotético feito aliarmos o infeliz facto dos quantos milhões já foram doados para causas das mais variadas naturezas e desviados do seu objectivo, como se pode ler recentemente quanto a Moçambique, ou - se se persistir em manter o horizonte intelectual em conforme com as suas parcas capacidades cognitivas - Pedrógão, que é aqui mais pertinho, mesmo ali, en pendant com a extensão de seus raciocínios, quiçá, totós, se vos vislumbre algo de mais aproveitável e conclusivo que a patológica fixação com os números doados pelo alheio, seja lá para o que for, sendo que "alheio" é a palavra-chave para todo este enredo.
... Boa?
Força aí nesse exercício de lógica, então! :D
(Hei-de levar esta merda deste optimismo prá cova, caraças!)