15 de março de 2018

"Eu olho para a tourada como uma expressão de cultura"

- Assunção Cristas.


'Miga ..  novidade pra si: Olhamos todos. A diferença entre esses todos, é que enquanto uns se deslumbram com um paneleiro de collants a espetar coisas em bichos, após 300 horas ao espelho a praticar o estilo pavão em época de acasalamento, outros não compreendem muito bem porque razão o deslumbre não se belisca nem um molhinho com aquela parte do "espetar coisas em  bichos". 

"Espetar coisas em bichos". Ora consulte lá o que encontrar online na área de Psiquiatria sobre o assunto, e depois explique aqui à platinada, por favor, exactamente qual a diferença entre os malmequeres acima referidos e mais as suas práticas legalmente aprovadas pelas sociedades onde gravitam, e um filho da puta de um psicopata em plena ascenção. 


Obrigada. 



     

4 comentários:

  1. Olha lá, mas tu ainda achas que vale a pena explicar o que quer que seja a uma alminha que apenas veste "jeans" (não são calças de ganga, atenção. Isso já pertence a um nível completamente diferente, vamos lá ver...)e calças botas quando vai visitar os pobrezinhos?
    Isa, Isa, Isa...

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  2. Eu sei, eu sei..
    Sou uma optimista inveterada. Porém e em minha defesa, esclareço que insisto na pimpolha devido a que ainda não lhe li o argumento de que os touros nasceram prá tourada, como já ouvi a outros. Destes, dos filhos de Moisés a quem foi deixado o testemunho lá das tabuinhas de merda esculpidas com sapiências afins, é que humildemente me afasto derivado da minha profunda ignorância. Até tenho posters de alguns colados nas paredes do meu quarto.

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  3. Eu digo sempre que tu não passas de uma niilista adormecida, minha cara!

    E quando escreves desta maneira? Deus, que me destroças a essência!

    A Cristas já é herdeira de muita, mas mesmo muita brutalidade incoerente. E creio que parece ser daquelas que confunde nacionalismo e respeito de valores com expressões de cultura de merda.

    Saúde,

    Fleuma

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    1. Já dei por mim a pensar porque carago ainda ninguém lhe perguntou, como a senhora avaliaria aquela maviosa expressão cultural que consistia em queimar-se um gato, por razões que a minha razão quer desconhecer. Parece que já foi proibido, mas não deixava de ser uma tradição,e decerto uma muito gira, pelo menos para as hecatombes humanas que a iniciaram e para as que a continuaram e aplaudiam. Outra expressão cultural, de merda, como dizes e muito bem, mas ainda assim, uma expressão cultural.
      Claro que em um gato a arder não move a economia de porra nenhuma, ninguém vive de criar gatos pra os fornecer a completos obtusos que ganham a vida a saltitar à volta de um animal, com atitudes de provocador de merda - a própria atitude que subjaz a esta cena já por si é bem denotativa do quão evoluimos - vestidos com coisas brilhantes, "hey gato! hey gato!". Um gato não apresenta perigo, ninguém pode dizer que o dançarino é corajoso porque arrisca a vida, um herói, um garanhão, um fortalhaço, ainda que o faça porque quer. Gostava mesmo de saber o que a criatura pensa sobre o assunto, e caso pense mal, o porquê.

      Niilista. Tomara eu poder definir-me de uma vez por todas. Mas é que se por um lado penso o pior da nossa espécie e do em que tornamos isto tudo, por outro há algo em mim que teima em expectar coisas boas justamente da espécie que já provou ser, na sua generalidade, uma boa bosta.

      Ai de mim, ai de mim...:P

      Pega abraço, Fleuma.



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