quinta-feira, 2 de março de 2017

Sem querer ser inconveniente (ou sequer algo que se pareça, nem de perto nem de longe, deus ma livre, era lá eu capaz de uma coisa dessas)

Hoje levantei-me, e como tinha aqui uma beca entre um afazer e outro, pus-me a ler o que o meu afectuoso companheiro de bloga tem a dizer. Nanana, blablabla, ai que giro, olha que esta pessoa escreve muito bem,  ai que interessante, olha que amoroso! coisinhas sobre os filhos, ohhhhhhhhhhhhhh, cuiaxão! quindim ... E lá fui eu, de blogue em blogue, até chegar ao Parque Jurássico da Blogosfera [composto por aquele núcleo de autores que não dizem uma prá caixa, mas pronto, os que  às vezes vão  à neve sem ir, põem uma mesa como ninguém, os que por norma, ao invés de escrever sobre o que têm ou onde as suas capacidades financeiras os podem levar, tiram fotos, de modo a fazer entender ao pessoal que nisso também  são maus, sempre muito iguais a si próprios, em suma, os mais simplezinhos de todos, os nada pedantes, os a milhas da arrogância,  os que, para chegar a determinada pessoa falam de outra - exactamente como mandam as suas amadas convenções sociais, as que proíbem de se andar com demasiada pele à mostra, dar de mamar em público - os têm umas coisas a dizer sobre bloggers que expõem os filhos, sobre as publicidades encapotada e mais uma parafernália de tópicos lá dos seus gostos, os que espetam com facadinhas nas costas das suas amizades, mas ohhhhhhhh! foi sem querer... percebeste tudo mal... ], em suma, aquele ramalhete de pessoal do bem, a quem eu gosto de apelidar de "bardamerdas" - mas isso simplesmente porque sou uma pessoa muito mal disposta por natureza, ninguém se confunda, eu adoro-os, por vezes até me inspiro neles, nos seus conceitos, nos seus valores, nas suas posturas, e tal, sendo só no onde é que fica a faca do peixe é que tenho que me treinar, de forma a contrariar esta minha mania de tentar fazer tudo ao contrário, permanecendo, porém, muito convicta de que um dia lá chegarei. Sou uma pessoa bastante resiliente, (embora não pareça nada se avaliarmos pela quantidade de posts que produzo, né, mas sou, e caralhos ma fodam se não hei-de não ser uma vaca tresmalhada que sabe comer o seu peixinho como deve ser, ai isso é qu'era bom, a ver vamos!).   

Bom, retomando o fio à meada, dizia eu que pois que por aqui andei, e daqui saí um cadinho atordoada, por um assim dizer, entontecida, vá, um molho azamboada, ou... aturdida, mesmo, na medida em que , o lugar do vácuo ao que o meu cérebro se habituou após terminar aquele empreendimento, viu-se hoje tomado por um corpo estranho, contra o qual o meu organismo ora se debate ferozmente, e que consiste no seguinte: 

- O que será melhor para mim:  Ver coisas de uma janela, falando de mim para mim feita uma alforreca perdida das outras no oceano, ou vou deitar ali um olhinho à inultrapassável Gaffe, e aprendo umas coisas sobre variadíssimas coisas, nomeadamente aquela que consiste em saber escrever...?


(Ai. E logo hoje, que estou sem ben-u-rons, jasus...)



25 comentários:

  1. Bom dia Isa...vamos lá, então, ver a Gaffe!

    ps: tu sabes escrever!!! Escrever sátira não é para todos!

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    1. Bom dia:))

      Da Gaffe só tenho boas impressões. Na escrita e nos headers (ou layouts) lindos, que tem a gentileza de fazer para tantos.

      Quanto a mim .. muchas gracias!:))

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    2. Acabei de ler.
      Não posso atribuir uma importância desmesurada a uma opinião – penso que é disso que se trata – que me é desfavorável. Se não conseguisse encaixar os variadíssimos pareceres que me são adverso, estaria internada com uma depressão profunda.
      Uma senhora acordou mal, deu uma vista de olhos pelos blogs, encontrou o meu, ficou enervada e decidiu que eu merecia um post e inexplicavelmente dedicou-se a isso.
      A verdade é que arrogante, pedante, pretensiosa, pouco subtil, são defeitos que realmente tenho e que têm vencido as batalhas que com eles travo (apetece citar Cristiano Ronaldo – Sou, mas com dinheiro -, mas sei que existe o subliminar reporte a bolinhas e tal facto consubstancia uma falta de finura). Foi pena a senhora ter parado logo ali a leitura, porque de contrário perceberia que a Gaffe é apenas uma personagem manipulada por mim.
      Sabes tão bem como eu que de quando em vez isto acontece. Conheço de cor estas referências, sei destas críticas, reconheço-lhes o direito de existirem e mesmo a pertinência dos remoques. Ao mesmo tempo, sei dos anónimos que aparecerão colados, já sei o que será dito, já conheço as fórmulas com que será respondido todo o desenrolar de comentários que se acumularão reproduzindo o que já é norma nestes casos.
      É também recorrente a alusão à pobreza que desaba sobre a articulação dos meus pouco ambiciosos textos. Há sempre a alusão às “pérolas de literatura” que, suponho que ironicamente, classifica a ausência de qualidade literária do que escrevo. Deixa-me um bocadinho orgulhosa esta insistência. Não sendo uma chamada de atenção de Eduardo Lourenço, acaba por reconhecer que foi colocada a hipótese contrária. Não é normal e é muito pouco esperado tal ocorrer.
      O que aconteceu não é original. Não me espanta. Não fico incomodada.
      Surpreende-me apenas ter sido uma mulher que me pareceu inteligente a organizar daquela forma o que pensava.

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    3. Concordo com tudo e nada mais teria a acrescentar ao teu depoimento, mesmo que não concordasse.

      Registo somente o ter ficar eu surpreendida pela tua surpresa, conforme o teu último parágrafo. Pelo menos em termos de inteligência emocional, a pessoa já me fez estabelecer paralelos assustadores, com outras duas bloggers de igualmente somenos importância. No entanto, lá está, a esperança, dizem, é sempre a última a morrer.
      Espero que o funeral da tua seja tão lindo quanto foi o da minha.

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    4. Ps:

      Concordo com tudo, em termos gerais, obviamente.
      As características que descreves, tendo-as tu ou não, transparecendo na tua escrita ou não, não deveriam ser, digo eu, factor impeditivo de a catalogar em não mais que excepcional.

      Mais, espero que saibas que não fiquei incomodada por ti, uma vez que sei que tens que estar habituada, ou que reajo por sentimentos retaliatórios. Trata-se simplesmente de uma constatação de factos, e o que referiste, repito-me, no teu último parágrafo, é o mais latente.

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  2. Não. Não reages dessa forma. Eu sei que não reages por sentimentos retaliatórios ou como forma de te colocares seja de que lado for. Eu tenho-te acompanhado e sei que a tua verticalidade e o teu talento – não me contraries! – e sobretudo a forma honrada e clara com que assumes o que dizes e o que fazes, impedem “mariquices” modernaças.

    Só lamento que a "acusação" de falta de subtileza que me foi feita tenha ficado provada pelo facto teres deixado escapar como não irónica a referência à "surpresa" que me acometeu.

    O resto já passou. Não há nada.

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    1. Era irónica a surpresa que te acometeu?

      (Sei lá, né..? Por vezes do que não brilha, pode-se pensar que um dia lá chegará..)

      E já passou, pois!:))

      Aliás, "já passou" devia ser o nick daquilo.





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  3. Ai a Gaffe mais acertada da blogosfera, a única de quem eu tenho verdadeira inveja, juro que quando crescer quero muito, mas mesmo muito escrever como ela... ela é o meu "crush" blogosférico :))))

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    1. Bom..

      Se é pra este espaço servir de cupido, fica já tudo a saber que exijo acompanhar-vos na viagem da lua de coiso. O meu destino de sonho já sabes qual é, Catarina, é só escolherem as datas sff.:P

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    2. Então Isa?! É de mim, ou notei aí um piquinho de coiso?...
      (pergunta à Pipinha o que é "coiso"...) :P

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    3. ahahahahahahahah!

      E pela minha perspectiva, o "coiso" só não está mais explícito devido à falta de prática.
      (Ufa, acho que desta me safei):P

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  4. Eu cá acho que isto tudo não passa de uma enooorme falta de coiso.

    Deixo o coiso à vossa consideração uma vez que desde o meu regresso deixei de dizer palavras que não sejam demonstrativas do meu berço.

    Agradecida pela atenção.

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    1. Seja lá qual for o coiso que cada um escolher, a mim apresenta-se-me a hipótese - que me parece bastante plausível - de poder não ser falta de coiso propriamente dito, mas talvez falta de jeito prá pratica do coiso em si.

      Andas um bocado estranha, mas és sempre vem vinda, minha querida amiga, muito grata pela tua presença e disponibilidade e isso tudo, adoro o teu berço e a tua educação, adoro, adoro, adoro, até apetece comer.

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    2. *bem

      (vinda)


      Aturdi-me ali por uma beca.

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  5. Estranha??
    Isso é um bocado mal educado da tua parte, não achas?

    Eu só leio o que é escrito, mais nada.
    Ou será que escrevo o que leio?
    Agora baralhei.

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    1. Porra...

      Mas afinal está lá escrito aquilo de agora seres outra pessoa, ou sou eu que estou a ler uma coisa que não está lá escrita, pá?!


      (Querem ver que ainda não atingi o patamar da extrema educação, que consiste naquilo de se dizer sem se dizer, mas diz-se, sem no entanto se dizer, sendo que no entanto se disse, mas lá está, acaba-se por não se dizer? Ai caramba...)

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    2. Calma, já a seguir vai assumir a responsabilidade política de... coiso! Não percebes mesmo nada disto, pá :D

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    3. Politica! Dizem que esses workshops são caríssimos, mas que compensam imenso. Até dá pra fazer offshores e tudo.
      Muito melhor que workshops de coiso, e de coiso, ou de coiso.

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  6. Admito que blogues como o da SMS me fazem vomitar, mas agradeço à Isa o ter-me apresentado o da Gaffe e o de me ter explicado o post da Picante. É que eu li aquilo três vezes e não percebi nada.

    Portanto, se bem percebi, uma pessoa diz mal das "rosinhas", mas se outra pessoas as critica, já é arrogante. E calculo que a Palmier e paspalho do Pipoco já possam falar na terceira pessoa sem problemas.

    E, sem hipocrisias, digo que concordei muitas vezes com posts da Picante relativos às "rosinhas".

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    1. Olá Filipa, menciona ali uns nomes que não estão no meu texto, logo, assumiremos, doravante, que essas conclusões são exclusivamente suas, uma vez que "Picante" e os mais nomes por si mencionados, não estão no post. Sim?
      Portanto, seguindo o seu raciocínio e na eventualidade da crítica ter partido de quem a menina refere, leve por favor em consideração que a mesma se reporta a um texto e não à autora do mesmo, ou seja, o "pedantismo" e a "arrogância" apontados por quem a menina refere, manifestam-se, aparentemente, à revelia da autora do texto, que não tem nada a ver com aquilo. O texto é uma coisa, a autora do texto é outro assunto, (quiçá tenha havido ali uma tentativa de revolução de letras em relação à autora, não se sabe).
      Posto isto, assumamos também o direito de cada um à crítica do que, ou de quem quiser - acto praticado por mim, por exemplo, vezes sem conta, basicamente sempre que me apetece, logo, reconhecendo, impreterivelmente, aos outros o mesmo direito à mesma prática - sendo, quanto a mim, e no entanto, de se levar sempre em consideração o retorno, após o procedimento, bem como "last but not the least", alguma coerência aquando do uso da mesma, coerência essa que pode ser analisada, no caso, através das suas conclusões. Ou seja, não há, se entendermos o reparo da blogger por si referida como um qualquer desagrado à menção dos tais blogues não sei quê por parte da blogger Gaffe.
      Ora, se como a menina bem disse, também ela fala na 3ª pessoa e faz do seu espaço um portal de críticas aos tais blogues, ficamos então com o "pedantismo" e a "arrogância" aqui nas mãos, sem percebermos muito bem de onde é que aquela merda saiu.

      (Ah! Esperai! A Gaffe é amiga da Filipa do Dúvidas Cor de Rosa )


      Claro que há também no texto da blogger Gaffe a referência às "bolinhas do motorista". Sabido é que estas referências à genitália do pessoal - mesmo que quando em analogia a anúncios como ao da Ferrero Rocher, ou outros - são passíveis de fazer espoletar em pseudo-púdicas da merda sentimentos de inquietação e desassossego, por motivos que me ultrapassam, mas que parecem estar relacionados com o factor educação. Não se pode dizer aquilo nem uma série de outras coisas. Pode-se, contudo, ser-se uma série de coisas equivalentes àquilo e a pior, mas lá está, isso também tem muito a ver com a versão educacional com que cada um acha por bem palmilhar as pedras da vida, e com a noção de equivalência inserida nessa versão educacional.

      Resumindo que isto já vai longo, cara Filipa, não se canse a procurar porquês que não são visíveis a olho nu. Isto é coisa pra ser vista à lupa do ressabiamento e pronto.

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  7. Ah!!
    A cena são as bolinhas?
    Tanta coisa por causa de umas bolinhas? Ai que eu não posso crer!
    E não pode dizer bolinhas? E tomates, pode?
    E já agora porque a minha vida é um desassossego com estas putas destas dúvidas, pergunto:
    Como noa devemos referir às bolinhas sem contudo perdermos a educação e sair da Amadora ou lá o que é aquela merda que agora bomba, uma vez que parece que o pessoal desta zona não é digno de conviver com o resto da sociedade.
    E o pessoal da Buraca, onde fica?
    Terão bolinhas ou tomate cherry?

    Eu preciso de respostas.
    Asap.

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    1. Colhões, Pipinha, colhões! É muito mais coerente na malta que não se consegue livrar da Amadora, qual é a dúvida?!

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    2. Estás a falar disso tudo a propósito dos temas "pedantismo" e "arrogância", não é?
      Mas não devias. É perfeitamente natural uma pessoa referir-se à Amadora como que a um antro pejado de coisas más, levar o polegar e o indicador ao nariz em jeito de incómodo e tudo, mas isso é porque a Amadora, calhando, merece...
      Sabes se ela tem ido a neve ultimamente?
      Pois..
      Lá está.

      "Como nos devemos referir às bolinhas(...)"

      Não devemos, não nos referimos. Quando chegares a casa, se tiveres lá livros de anatomia arrancas essa página, e fazes o mesmo ao dicionário (acho que lá vem "testículos".. sei, porque um dia armei-me em rebelde e fui espreitar, não contes a ninguém!). Para todos os efeitos, a contribuição masculina para a feitura de um novo ser, por exemplo, aloja-se no Céu, e desce só quando é preciso.

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    3. Cruzes, Catarina!
      Não estou nada habituada a este linguajar moderno.

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  8. E já agora a questão mais premente:

    A amadora não sai gaja por causa que diz bolinhas ou por causa do carácter?

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