5 de fevereiro de 2017

Sou muito capaz de fechar esta treta porque há pessoal que não gosta de mim...:(

E como sou uma pessoa que precisa imenso que o pessoal me goste, prontes, estou práqui toda muito engonhada e triste,  desiludida e o caralho, maneiras que sou capaz de fechar esta treta porque há pessoal que não gosta de mim, está sempre a dizer que digo coisas que não digo, que interpreto mal as coisas e assim, gente assaz mal intencionada, como se  entre este nenúfar e qualquer candidato a santo, o Vaticano  em peso não tropeçasse numa dificuldade de escolha praticamente inultrapassável, prá canonização de um de nós.   Ai.. [choro], ai... [suspiros], ai ... [oxigénio]. Que imensamente triste que estou. Desgastada. Desorientada. Exausta de tanta ignomínia. Matuto, de cabeça entre mãos, sobre fechar este espaço e passar a dizer coisas só em privado, pois que a escrita é-me tão indispensável como  será a água ao parvalhão que se lembra de atravessar um deserto, sem a prévia  percepção do que a palavra significa.  Talvez me vá, mas  a ir-me, partirei sorumbática. Magoada. E tal. Gosto muito de estar aqui a escrever sobre coisas  equiparáveis à 8ª maravilha do mundo - que sei que sou -  de aceitar comentários de retardados com quem ainda há 5 minutos estava aos gritos, pois que gosto sim senhores, e responder-lhes com muita ternura, porque sou assim, baldes de assertiva, resmas de coerente, feliz contemplada com  o excelso hábito de eu própria ir comentar  a quem desanco com muito afinco,  quando lhes leio um post, que por mero acaso e pra variar - uma vez que não é nada meu costume, eu é que odeio rotinas - não  compreendo a essência, o sentido ou até mesmo nada, a bem dizer, mas lá vou eu, aquando  daquele escrito em particular que me suscitou sentimentos bucólicos, por oposição aos do costume.  Não me perguntem é porquê, ou onde fui buscar a noção de ser  um procedimento comum e aplaudível este meu hábito,  hábito que a tantos se afigurará como um molhinho estranho, por dissonante com o padrão de insanidades a que habituei a quem por aqui passa os olhos,  particularmente quando na eventualidade de se tratar de um/a autor/a - como já referi -  sobre quem, por norma, curto toneladas manifestar exaustivamente a minha mais profunda parvoeira [cá p'las minhas razões, que, mesmo que ao povo  soe  ao que é,   pra mim aquilo é tão necessário, válido e  e sustentável, quanto as lágrimas da Senhora que chora sangue]. Não perguntem, canão eu respondo! Trata-se de Humildade (pronto, respondi), e explico: Sou boa pessoa. Simples. Não se nota é muito, mas isso é porque nem sempre tenho vagar.  Não obstante, e a comprovar meu venusto sentir, defendo de forma acérrima que uma coisa não deve ser impeditiva de outra, derivado da sua eficácia em termos de  se apaziguarem cenas maradas que grassam por este mundo afora, e do quão, comprovadamente, carente dela está  a humanidade. Logo, não posso deixar de a extravasar, quando a sinto. Tenho os meus dias, óbvio, na maioria deles sou um bocado mais determinante - e se formos a ver, mais democrática, uma vez que dou voz a outros sentimentos e conceitos também, e são bués - mas depois há aqueles em que se me clarividenciam coisas tais como "todos morreremos um dia", e é então que se me bate a coisa, me cai a ficha, e se evidencia a mais empírica de todas as verdades: Nessa hora seremos todos iguais, e mesmo que uns tenham sido mais filhos da puta que outros, certo é que pereceremos todos, e já está.  Poisé. Marcha sempre um caldo verde nestes momentos, não sei porquê,  depois cogito, vá lá uma gaja perceber o próprio cérebro, e vai de me pôr a concluir coisas.  
Havíamos é de ser mais uns prós outros, nestes conformes e em vista disso (pese embora o facto de andar cá cismada que aquele gajo está a ser mais prás outras que prá mim, mas 'tá-se, hás-de morrer como todos seu estupor), importaria enterrar-se machados, fumar-se mais do que eu fumo, relevar -se determinadas merdas, e por aí.  A morte é uma coisa deveras reveladora, nestes contextos. Efectivamente, até sou apologista de que, de cada vez que a alguém lhe passe pela mona desconsiderar o irmão humano  só porque o cuecão está a apertar, a Sapo não lhe dá a relevância pretendida, ou o raio do homem quer é distância (isto são exemplos e nada mais que isso) e miuçalhas afins, e se, ao fim da verve desferida por consequência de qualquer mal estar, mesmo que completamente alheio ao desprevenido índio, a prosa terminasse com  um "opá! mas vamos todos morrer um dia, né?...hã..? .. pois ...caga lá nisso que acabei de te dizer...", o mundo seria, seguramente,  um lugar muito melhor. Calhando até andavamos vestidos de nuvens branquinhas, cabelos enfeitados de passarinhos, pé descalço num suave verde, paz e amor, arco-íris no teu coração, irmão, desculpa lá há beca ter-te mandado pró cagalhão. É que me doía um dente e achei-te feio, é esta a realidade.  Disse-te o quê..? Credo! Foi?? .. 'Tão.. mas olha... identifico-me contigo naquilo que escreveste sobre as perdizes, tá? Humildade, sim mané?? Humildade, porra! 

Voltando ao que aqui me traz hoje e  em minha defesa - impressionante como passo a vida nisto, caraças - não sei se é por empatia pela palavra carência, ou se porque sou simplesmente um poço bastante profícuo de merdas pra dizer,  se  porque sofro de défice de vitamina K,  para além dos outros défices,  ou se do que é,  certo é que pimbas, em tendo uma aberta  lá vou eu a correr  - convicta de ter captado a mensagem - e  é nestes preâmbulos, quando a coisa dá pró torto verificando-se ter captado foi merda nenhuma, que, ao invés de  se me impor uma qualquer necessidade de me questionar seriamente sobre a minha postura,  opto por ser bíblica e viro-me pró Pilatos - que é o meu ídolo de conveniência, digamos assim -  e à merda com todos os que nem percepcionaram,  e menos compensaram a falta de compreensão com a minha extremosa Humildade. Esta porra demanda anos de cultivo, não é pra se estar a deitar fora.  Explicassem-se melhor, olhágora! Tenho esta necessidade de lá ir, pô, mesmo que "lá" seja um sítio gerido por quem me faz imensa comichão a imensos níveis. Mas... Que tem isso? Qual o problema? Que foi? Onde? Quem? A que horas? Como assim? Desde quando? Por alma de quem? Quantos são? Qual  o fuso horário que se desorienta à conta disso? Querem lá ver que a China deixa de amanhecer antes de nós, não?? Sou boa pessoa, mesmo quando parece que não, tenho necessidades, como todo o mortal, e esta é uma delas: Preciso evarestes de mostrar que o sou. Mais a mais,  faria o quê, em alternativa,  quando me dão estes acessos... Alguém me elucida...? 

- Bolos?
- Empadas?
- Enchidos?
- Crochet ...?

Mais??

Cansada destes tormentos, caramba, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me compreende, a não ser o meu forno.  CAN-SA-DA.

Mas não faz mal. Estou habituada. Quem ri por último ri mais e melhor. Por vezes consigo ver-me, morta, a rir imenso de quem acabou de morrer.- ahahahahahahahaha! Merreste? Merreste! 'Tão? E agora? Ainda sou isto e aquilo, hum? ahahahahahaha!  Pimbas! In your face!  

Enfim..

Bom, posto isto e perante aquilo, decidi que estou capaz de me virar para workshops de escrita criativa, pelo que deixo aqui deixo tanto a notificação, quanto a pergunta: 

-Alguém sabe de alguém que há muito não entre em estado de choque?





Obrigada. 

(Grata). 

(Muito a sério). 

(Mesmo). 

(Não fazem noção do quanto). 

(Beijinho grande).

(A sério).

(Mesmo). 






(Mesmo..)



[florzinha]


[thumbs up]


[jinho...]



20 comentários:

  1. Por acaso, não conheço e imagino que os workshops do Pedro Chagas Freitas estejam fora de questão, que aquilo é mel a mais, ainda se morre de diabetes! Ahahahah. O mesmo diria do Raul Minh'alma, mas, com esse, ainda provava do mel e dava ao gajinho algo sobre que escrever. Ahahahah. Mas não conheço ninguém que não entre em choque, assim há bué!
    Mas... ahahahahahahahah!!! Esse estilo de escrita é que é do brutal. Quem me dera escrever assim!!!! Acho que já o tinha comentado antes!!!

    Beijoca

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    1. Raul Minh'alma não conhecia. Fui ver...
      Agora quero desver, como é que faço?:P


      Muchas gracias, abraço..:))






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    2. Basta continuar a procurar algo que vá de encontro aos seus interesses, Isa. Sempre respeitando o trabalho e esforço de cada um. Felicidades e tudo de bom.

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    3. Olá Raul Minh'alma. Óbvio que terá toda a razão, nisso de cada um procurar o que vá de encontro aos interesses. Concordará, no entanto, suponho, que para que se atinja esse objectivo - ou se tente - cada um percorrerá, como convém, um caminho em que se deparará com várias opções de interesses, e que uma crítica a um deles por em nada se identificar com o que se procura - como é o meu caso em relação ao seu caso - em nada invalida ou desrespeita o esforço e trabalho desenvolvidos pelo seu autor, no caso,a sua pessoa. Em todos os percursos, creio, bastará acreditar-se no que se faz, o que, por consequência, penso, tornará bastante mais irrelevante o quem gosta ou deixa de gostar.

      Sem ser fã do seu, aceite, contudo, os meus sinceros votos de muito sucesso.

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    4. Ir "de" encontro aos interesses é fodido. Não se magoem, vai que são duros...

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    5. É o mínimo que se espera...

      (Pelo menos de alguns deles).

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  2. Eu gosto de ti, apesar de nunca me teres mandado para o caralho, gosto na mesma ;)))))

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    1. ahahahahah!

      Bem, duvido que connosco as coisas enveredem por esses caminhos...
      Mas é bom saber que caso aconteça, continuarei a contar com a tua compreensão, que, naturalmente, é recíproca..:))

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  3. Tão BOM! Este pedaço de boa escrita preencheu-me totalmente o dia.
    Tu és muitíssimo melhor do que valter hugo mãe com os palavrões e tudo e tudo e tudo.
    :)
    Gaffe

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    1. Obrigada, Gaffe...

      Beijo, e continuação de um regresso em grande, assim como tu.:))

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  4. Presente!! Finalmente!!!

    E afirmo com segura segurança que parti o caco a rir!

    Fleuma,

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    1. "Sicário" está muito bom..:))


      Ó Fleuma, tão...já marcaste outra "conspiração" ó quê, hum?:P

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    2. Até pensei em ser o filho da suposta, mas achei que sicário pode ser sempre mais compatível com a minha veia de conspirador.

      Mas estou aberto a sugestões ...

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    3. Dá-lhe tempo, meu caro, dá-lhe tempo, que tarda nada a suposta já te dá mais alternativas...
      Calma.

      Muita calma nestas horas, que Portugal ainda é nosso.



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  5. eu gosto de te ler...tens mão para a escrita :P

    e bom dia

    -___-

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    1. ... Também faço uma carne assada com ananás, que dizem ser imbatível..:P

      Bom dia e obrigada:))

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  6. Comme d'habitude nota 20 em expressividade.* Já o deixar "jinho" a quem quer que visite acho pouco higiénico. Talvez um chuaque que não é tão molhado fosse preferível.

    *Tiques de prof. Marcelo.

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    1. OMG, o Claude François, ao tempo que não o ouvia!!:D

      Pega jinho, Sensei!

      (ehehehehe..)




      (eu te dou o prof. Marcelo...)

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