30 de julho de 2018

Gosto muito, mesmo muito, do pessoal da política que se preocupa com o comum mortal

assim  mais desvalido, cos pobrezinhos, enfim, vá, digamos,  e se põe a comprar imóveis em Alfama, decerto com o objectivo de contrariar as tendências especulativas do mercado imobiliário e isso assim (mesmo ali en pendant com as suas ideologias de merda) independentemente das maçadas que lhes acarretam os cerca de 4 milhões de euros em mais valia, que se formos a ver bem, nada mais são que os efeitos colaterais de se ser um dos contemplados de uma alma bué limpinha, amiga do próximo e dos seus, não se ter responsabilidade nenhuma no facto de a mana que queria vir pra cá morar, agora já não querer,  e ver-se um índio com uma data de apartamentos em mãos, sem saber o que lhes fazer.




Adoro. 

Também adorei as justificações da Mortágua e da Catarina Martins, esses dois expoentes máximos do imenso lamaçal em que se move a política da actualidade, as quais -mesmo sabendo-se que a palavra "política" vem do grego e quer dizer  "de, para, ou relacionado a grupos que integram a Pólis", ou seja, os gregos não andavam cá a enganar ninguém, a coisa estava ali muito bem explícita - certo certinho é que mal abrem a boca, aquilo é logo ora mais um laçarote de oblliquidade, ora mais uma florzinha de incongruência, ou ora mais uma qualquer pintalgada hiper artística no imenso contentor de lixo em que o conceito se move, todas muito proactivas na continuidade e dinâmico  empenho, enquanto ao que um profícuo desenvolvimento do assunto concerne. 

God bless. 

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