22 de junho de 2018

Assisti com muita atenção ao que Bruno de Carvalho disse ontem no seu Sporting TV,

e gostei mesmo muito daquele exercício do "EU", que, se não por mais, justificou a presença dos 2 elementos que o acompanharam na demanda. 
Adorei a parte em que ele tentou ser imparcial e pôr-se no lugar de quem não aceitou o convite para o debate, achei bonito, elegante e etc, coisa que fiz após uma breve luta interior, e posterior  knockout à minha memória, que resolveu medir forças com o meu famigerado deslumbre por acidentes, recordando-me a notícia  de ainda há poucachinho, reportando terem  sido os tais senhores barrados no acesso às instalações do não sei quê. Mandei-lhe com um uppercut todo à maneira e três jabbs-directos, derivado dos nervos que que aquela interferência me provocou, sendo que ainda lhe vociferei "ora vê lá se me lembraste que  o meu tio Manel fez anos ontem, minha grande cabra!". Arrumado este assunto, prossegui no visionamento daquilo.

Não que tivesse notado grandes, ou sequer algum, acrescentos ao que já lhe tinha lido na sua página de Facebook, o que  pode dever-se tanto ao meu défice de atenção, quanto ao facto de me estar a cagar práquilo tudo, hei-de ser assim até morrer, uma eterna desconhecida de mim mesma. Certo é que não notei. Também pode ter sido por não Sportinguista, vou lá cuscar a cena somente para poder apreciar o quão originais e delicados podem ser os presidentes de alguma coisa, e seus e apoiantes, pois que estou a participar num estudo efectuado pelo meu amigo Psicólogo, intitulado, "Ama! Ama as 'ssoas, porra, Ama!", que consiste no inefável amanho do acto de amar, sem se levar em conta a eventual bestialidade de a quem. Coração versus Razão, portanto.  Não está a correr muito bem, diz ele, mas em minha defesa só estou nisto há cerca de 1 ano ( no estudo, porque em termos práticos é isto a minha vida toda, daí ele ter-me escolhido), e é neste contexto que vou lá e cá reporto as minhas conclusões, que, tanto derivadas dali como do que vi ontem, são basicamente as mesmas, lamento muito é que nem se imagina o quanto. 

Assim, a menos que tenha acontecido algo de relevante nos períodos em que fui pôr cada um dos 3 petit gâteau que amorfei, no microndas [o que não creio, porque sabe-se perfeitamente que o Bruno de Carvalho não diz nada em 40 segundos e se foram nesses breves momentos que a Drª Elsa ou o outro senhor  tentaram dizer alguma coisa .... ehhp,  lá nisso estou com o Bruno: é cagativo o que qualquer outro tenha proferir, ele é que sabe],  tenho a dizer, que pás, não acho nada simpático um presidente de um clube estar constantemente a realçar que os sócios não percebem as coisas, daí ele ter que as explicar exaustivamente. Ora se até eu, que realmente sou burra que nem um calhau - sei-o e assumo-o na sua plenitude -  e não adepta do Sporting, me senti excluída de uma qualquer equação xpto, hiper mega transcendente ao comum mortal, digna de filósofos ou cientistas ao mais alto nível, e algo incomodada por tal constatação,  imagino só como se deve ter sentido o sócio Sportinguista de QI razoável. Acalmei-me com a hipótese de o tal QI ser razoável o suficiente de forma a inferir-lhes que não assistissem àquilo, o que me sossegou bastante. Depois, palavra que tentei, mas não ouvi explicação nenhuma. Sério. Óbvio que podia estar implícita, ou subjacente, ou um caralho qualquer, entre o relato das mágoas das tais voltas olímpicas dos jogadores, ou no do médico que o abandonou no banco e ele em dores excruciantes, ou mesmo naquelas mensagens que ele mandou aos jogadores, onde dizia que podiam ter muitos luxos, mas que não se esquecessem que ELE é que os tinha escolhido, e que o tinha feito para que que fossem ELE dentro das 4 linhas, ou ainda quando afirmou se caberia na cabeça de alguém ELE sentar-se abaixo de não sei quem no dia 23, onde não tenciona estar, ou nos das 20.000 horas que a comunicação social lhe dedicou - até ontem - em mau, o que é inconcebível para uma pessoa que se expõe tão pouco e se apresenta tão bem, ou ainda na evidência de que o ataque aos jogadores em Alcochete, foi na verdade um ataque à pessoa de Bruno de Carvalho. Ok que os 6 pontos na tola e o porradão, foram os outros que apanharam, mas hey, um gajo é presidente, não é Deus, ainda que treine muito pra isso. Porra. 

Bem, pejada de dúvidas, tentei contactar uns quantos amigos que sei associados, de forma a que me elucidassem sobre se encontraram a fórmula secreta prá devida percepção das providências cautelares, processos disciplinares, comissões, os seus porquês e quejandos, mas eles mandaram-me à merda e eu fui - gosto deles, faço tudo por eles, inclusivamente já lhes disse que lhes dava um rim, caso precisassem - ainda que tenha ido um coche magoada com o pragmatismo da ordem, pois que me sentia realmente angustiada com tanta questão por responder. Mas ok. Despedi-me com "saudações Leoninas, ó camelos"!, e fui.   

Voltei, resignada à minha sorte por nem lá ter encontrado nada de substancial,  e eis que vai de me  recordar de ter lido sobre o  quanto ganha aquela CD por mandato - valores merecidos, decerto, obviamente - à parte dos outros benefícios provenientes de se pertencer ao supra sumo que representa um Conselho Directivo, que são pessoas inegavelmente rios de trabalhadoras e isso assim, decidem cenas, destinos, enfim -  coisas de que o comum mortal não  tem nem a mais petiza ideia do que sejam, e foi aí que se me fez luz enquanto à insistência do Bruno de Carvalho, ao passar aqueles atestados todos de ignorantes aos sócios do grande SCP. (Ou aos sócios dele, esta questão ainda se me vacila, mas não interessa agora). 

O que interessa, é que  estabeleci imediatamente um paralelo entre toda aquela magnificência, e a falta dela em relação à minha pessoa. Telefonei ao boss ( o Deus ds nossos empreendimentos), exigindo-lhe que que o lugar do condutor do meu carro fosse revestido a pele de tatu-canastra - ele que esperasse que um morresse de causas naturais, nada de matanças absurdas - e depois, lá lhe gravasse as minhas iniciais, fazendo-lhe saber estar eu a deixar  pra mais tarde outras questões assaz importantes, concernentes a inerências de Conselhos Directivos, as quais seriam debatidas após o seu recobro do coma a que o induzi. 
Pois.
Que comigo ninguém brinca.


E pronto, é isto. Resumindo,  1:30h embalada pela voz inebriante de um rei-sol, em época de cio. 

A-MEI.   






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