23 de maio de 2018

Luto bastante contra isto, mas por vezes fico mesmo a um pentelhinho de beijocar as pessoas feita uma maluca (pronto, confessei! Ufa c'alívio..)

Tenho um amigo, que após a última conferência de imprensa do Bruno de Carvalho onde foram por ele mencionadas as inquestionaveis figuras de Álvaro Sobrinho e José Maria Ricciardi, teve uma cena paranormal - um click de sagacidade, vá, uma visão, digamos - e num repente clarividenciou coisas, ficando muito revoltado pela eventualidade de andarem  pelo menos 30 milhões de pequeninos euros, vestidos de verde a correr atrás de uma bola,  todos eles filhos do suado labor de alguém, por algo mais que simplesmente  que por um avassalador amor ao desporto. 
Tentei anima-lo perante o que se lhe clarificou como uma hipotética realidade assaz inusitada naqueles e em outros meios - fiquei inclusive com a impressão que ele já tinha ouvido aqueles nomes noutros contextos, mas não quis perguntar-lhe que há coisas que prefiro não saber, para além de que também não ando aqui pra provocar aneurismas a um cidadão já fragilizado,  né - dizendo-lhe que havia era de começar a deitar cartas de forma a dar conveniente uso àquela mediunidade em bruto, mesmo porque há uma porção importante de povo muito carenciada de conclusões idênticas, assim, brilhantes, e que até teria todo o gosto em ofertar-lhe , para o efeito, o seu 1º  turbante em magenta-totó. Vacilou, duvidoso do seu dom, maneiras que eu, amiga do meu amigo, poço de incentivo que sou mesmo para os meus amigos Sportinguistas, tadinhos,  pressentindo-lhe uma certa insegurança e de forma a asseverar-lhe a minha convicção no seu talento,  TAU!, aumentei  a oferta: cortinas prá barraca, por minha conta também.  

Porque afinal de contas a Amizade é isto mesmo: estarmos presentes também, e sobretudo, najoras mais aflitivas das ´ssoas que nos são mui queridas. 


(Estes meus ataques de ternura hão-de levar-me à falência, bem sei, mas Deus Nosso Senhor é Pai, omnipresente e  essas coisas,  pelo que sei me compensará, ainda que numa vida futura. Não me importo. Porque costumo sonhar amiúde que viverei um dia num sítio cheio de verde, com muitos bichinhos amorosos, nuvens branquinho casca d'ovo, flores de todas as cores e 3 ou 4 pessoas com os mínimos de consideração para com os solavancos a que submeterão as minhas queridas órbitas). 



    

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