7 de março de 2018

Aconteceu comigo

Ser abordada por um daqueles seres estranhos que,  teimosos em aceitar as suas responsabilidades  em determinadas situações, se justificam imenso com as razões que as terão levado a pratica-las, sendo que nenhuma delas, mui curiosamente, passa pela sua própria, livre e espontânea vontade. De caminho apresentam uma série de problemas de foro privado- aparentemente exclusivos das suas vivências - gritam paz e sossego, clamam fragilidades - aparentemente também exclusivas das suas vivências - após, no passado, terem  proferido verdadeiros despautérios em direcção ao alheio, e ainda, quiçá num impulso derivante do fase da Lua sob a qual se encontram a merda dos seus signos, se atrevem a dirigir-se  a uma pessoa alegando aquilo tudo, e mais a roubar-lhe parte importante do praticamente nada de paciência que lhe coube em rifa por parte do deus "Ai Pá, Desampara-me os Colchetes, Caraio!"  [entidade que fornece a Paciência ao pessoal, e que, só pelo nome, está-se mesmo a ver que usa e abusa da dita, muito em particular quando alguém chega fora d'horas à puta da fila para o devido abastecimento de tão importante particularidade, mesmo que explique ter-se enganado no caminho, de mãos em conchinha, qual pedinte, ou reclame de não ter culpa nenhuma por o seu irmão deus da Beleza interior, exterior e arredores, ter demorado um porradão de tempo a regressar do armazém dos olhos, pois que havia embicado com uma determinada cor e a cena estava em ruptura de stock], dizia eu ...

Ai porra, perdi-me ...

Ah!    

Então, dizia eu que  alegam aquilo tudo a meio de perfeitos disparates sem pentelho por onde se lhes pegar,  obrigando uma índia a largar o ritual de polir o totem da sua tribo  onde mais tarde pretendia  fazer a dança do Sol e para a qual tinha acabado de adquirir daqueles óleos tão giros que brilham imenso no corpo de uma pessoa (não encontrei de 0,5lt tive que trazer 5 dos outros, que este corpo está em proporção à ialma que abriga, god bless), de forma a ver da possibilidade de chover em acompanhado com uns raiozitos de Sol, ou assim, que a malta anda mesmo à míngua de vitamina D e uma corzinha saudável, e lá está a índia, lalala, toda entretida, quando lhe cai aquela coisa na sua caixa de correio, assim toda embrulhada, cheia de incongruências e algumas ameaças veladas, a índia lê, a índia relê, a índia volta a ler, e por fim a índia desiste, que por acaso nesse dia e à conta da cena da cerimónia do totem, a índia falhara na feitura da habitual fornada de pãozinho pra malucos, e exclama, desanimada,  de si para com os seus penachos, o mesmo "enfim" com que o estranho ser incauto resolveu terminar a sua missiva, não deixando, todavia, a índia,  de se debater com a velha questão "carácter" e o que  subjazerá ao raciocínio do seu semelhante aquando do envio daquilo. Ora, sendo eu gaja pra me deter com inutilidades  por períodos de tempo verdadeiramente surpreendentes, e por motivos de me encontrar, de momento, em terapia no sentido de contrariar a tendência, dei com isto, (<-está aqui um link, catano!->), o que, quanto a mim, justifica a situação em apreço, e  até muitas outras, se formos a analisar convenientemente as coisas.


É tudo. 

Ópois não digam que não vos conto coisas manitas, ou que não tenho uma existência hiper excitante.    
  

2 comentários:

  1. Ahahahahahahahahahah :D
    Pensei exatamente o mesmo em relação à Tamanca e demais Madames aqui da capital, os seus comportamentos são justificados pelo que se encontrou nas águas residuais. Repara que houve um aumento tanto dos resíduos de coca como de extacy, só essa mistura explica o aluamento destas gajas!

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    1. E digo-te mais, estou cá desconfiada que ainda por cima não é da pura. Sacanas!:P

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