24 de agosto de 2017

Se anda tudo doido...? Naaaaaaaaaaa!!! Lá agora...





Confesso que pensei ser uma piada - daquelas em que uma pessoa até cogita com bastante intensidade sobre o porquê de tanta petição de merda e ninguém se lembra de uma para que se passe a cobrar o oxigénio que cada um consome, mas depois repensa e conclui que se calhar era melhor era ser ao contrário, e apelar-se antes para doses extras de oxigenação cerebral aos autores das piadolas fatelas - mas parece que não, uma vez que o pipól do facebook está a levar o assunto mesmo à séria. "Não queres pagar o táxi sozinho no fim da noite? Pergunta a estranhos se querem partilhar, sai mais barato e fazes novos amigos."
Ya. 
Faz isso. Pergunta a estranhos se querem partilhar. Why not?! (Não te esqueças é de referir com o ênfase que achares conveniente, que aquilo da partilha não inclui o teu corpo, a tua carteira, a tua casa e assim numa maluca, pá, manda-lhe com a recomendação de não partilha da tua vida, não vá a coisa ficar mal esclarecida), e sim, adere à nova modalidade de bungee jumping promovida pela Nestlé, que deve ser coisa muito emocionante, para além de ser a ocasião ideal pra fazeres novos amiguinhos. Dos bem bons.  Depois, caso acordes para o day after e pretendas dar uma prendinha à criança do(a) amigo(a)  que faz aninhos nesse dia, lembra-te dos cadernos de actividades para elas e para eles. Não há o que enganar: se a cria tem pila compras  o azul, se tem vagina (ou "pipi", como quiseres), é o rosa. Simples e fácil, vês? Num pendant extraordinário com o intelecto do autor da sugestão acima, com o teu, caso o sigas, e com o dos autores  (ou autoras), dos tais livros. Nem te preocupes a saber dos seus conteúdos, que está tudo dito só pelas cores das capas e pela tão só necessidade da feitura de um livro de EXERCÍCIOS para ELAS e outro para ELES, abarcando uma área que se pretende ser didáctica. Na mouche. Ali. Tau! Se fores gaja e te der prá curiosidade,  não leves a mal que os tais exercícios "para eles" apresentem um eventual  grau de maior dificuldade nas suas resoluções que nos "para elas", por exemplo, uma vez que a memória genética feminina é coisa pra milénios, foi-nos incutida com bué carinho, amor, respeito por nós próprias e essa merda toda, podendo até dizer-se, com propriedade,  ser uma "tradição". Pois. (Como as touradas, em que os touros "existem para isso", né? E as tradições são pra se manter, ponto final, resumindo-se depois tudo uma questão de "gostos".  Olé), nem te aborreças se normalmente, aí em casa, és tu que agarras no ancinho e desmatas essa treta toda, quando o livro claramente aponta pra ser essa uma actividade no masculino. Pensa antes na loiça que tens pra lavar e releva, pronto. Vá. Sê uma Mulher como deve ser e junta-te à brigada dos reclamões anti-lápis azul nas editoras. Faz isso. Porque é exactamente disso que se trata a intervenção governamental nesta polémica. 

'Pois mais tarde, quando tiveres tu os teus filhos e em caso de teres um menino que queria praticar ballet, pá, espeta-lhe com 2 galhetas bem enfiadas e.. sei lá ... apresenta-o ao mundo das bejecas e das mil e uma maneiras de como se coçar uma micose. Feito.  
A tua futura nora há-de agradecer-te. 

É tudo. 
(Não te disse que era fácil..? :D)






2 comentários:

  1. Olha lá, tem cuidado com isso, sim? É que estás sujeita a ser confundida com uma das Capazes...
    Agora a sério, concordo contigo e, neste caso em concreto dos livrinhos "pró menino e prá menina" (aliás, o correto, de acordo com os autores daquelas pérolas da pedagogia, será "pró rapaz e prá menina". É que faz toda a diferença) também me junto à indignação "Capaz", nem sempre concordo com as posições extremistas das senhoras, mas aqui e por força da minha formação académica, tenho que lhes dar toda a razão. Foi através destas coisas aparentemente inocentes e sem qualquer consequência, que chegámos aos dias de hoje onde o trabalho e o papel na sociedade é moldado em função do sexo de cada um, é por isso que há uma disparidade brutal no número de mulheres nos centros de decisão da administração pública e até na privada, é por isso que há diferentes salários para as mesmas funções consoante se é homem ou mulher, é por isso que entidades patronais rejeitam e/ou discriminam funcionários por serem mulheres, and so on, and so on! Parece mais uma crise de histeria feminista? Parece! Mas só aos olhos dos que não conseguem ver para além do imediato.
    Beijoca, minha Capaz :))))

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  2. :D
    Que me confundam com quem quiseram, mai linda...:)) As Capazes, quanto a mim, são mais as vezes que inventam o preconceito onde mais ninguém o vê, mas noutras concordo com elas. Em parte. Porque acho que esta brilhante iniciativa, e por ser exactamente uma coisa acabadinha de chegar do século passado, é redutora também pra eles. Conveniente - pensará o macho comum - bastante redutora, digo eu, que estou mais habituada a lidar com Homens que com pseudos.
    Depois é aquele discurso feminino de quem não vê para além das "escolhas". Aquilo ficava onde e como estava, porque a liberdade nos garante isso mesmo, e os Pais optavam pelo que achassem melhor. E optam. Em casa. Num material didáctico posto à venda e direccionado à educação, achei muito bem a intervenção do organismo governamental (que existe para o efeito, btw) no sentido de alertar a editora para a estupidez abismal que pôs em prateleiras, direccionado a uma faixa etária e uma área fundamentais. Vão é masé à merda com a cena do isto é para o menino e aquilo é prá menina. Façam um único manual para ambos, e eles que escolham com o que se identificam mais. Até podia ser com a capa em azul, que quanto a mim, esse é o menor dos problemas.

    Pró "rapaz" e prá "menina" ( dessa eu nem sabia), torna a iniciativa ainda mais estúpida. Faz-me imensa confusão como não se consegue perceber o que subjaz a uma mensagem aparentemente inocente... Mas hey, afinal, ainda estamos SÓ no século XXI né?:P

    Pega beijo, lindona!

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