19 de julho de 2017

Olá

Venho por este meio informar o Dr. António Costa e o governo que representa, bem assim como qualquer outro cidadão a quem o que abaixo declaro possa interessar, que, uma vez dedicada ao escrutínio da minha árvore genealógica, descobri ser cigana por parte de Pai, (derivado de um Tetravô que um dia foi à Roménia tratar de uns assuntos oficiosos). 
Assim, muito agradeço a devida consideração para este assunto quando derem por falta de futuros pagamentos dos meus impostos. Também gostaria de saber a que subsídios posso recorrer, de forma a poder continuar a minha vivência dentro dos parâmetros que hoje tenho, e ainda como e quando serei ressarcida de tudo o que já contribuí para o Estado, até ao dia da grande surpresa. 
Aproveito ainda para, desde já, alertar quem por aqui passar os olhos e se sentir compelido à expressão de qualquer sentimento  sintomático com esta declaração de  futuro parasitismo, e que não o seja por intermédio de palavras bonitas de apoio e muita consideração,  será por mim assumido como uma manifestação  de racismo puro e duro, o que é uma coisa muito feia. 


É tudo, agradecida, 


Isa. 

15 comentários:

  1. Ahahahahahahahahahah :D Está bem, sim senhora! Vou confessar-te uma coisa, também não me agrada o "modus vivendi" da maioria dos ciganos, que não pagam impostos e vivem de subsídios descaradamente e assumidamente, mas lembra-te que muitos há que também não pagam um tusto de impostos, enganam o Estado para conseguirem ir buscar mais um subsídiozinho, lucram imenso contornando a lei, aproveitam-se da informação privilegiada que detêm para aumentar as suas fortunas e transferem milhões para offshores, e ainda passam a imagem de serem pessoas extremamente honestas e trabalhadoras do género "é preciso nascer duas vezes para serem tão honestos quanto eu", mais, há ainda quem eleja esses para gerir o dinheiro dos seus impostos ;))))

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    1. Olha que pensei em falar sobre isto, referindo exactamente a similaridade entre uns e outros, daí o óbvio aproveitamento político do Dr. Costa sobre aquelas declarações, apelidando-as de "racistas".:))
      Porque agora é-se "racista" por se constatar o que se arrasta há que tempos, coitadinhos dos ciganos, a quem nem as excepções - que natualmente as há - chegam pra colmatar o que a maioria deles tem tão enraízado, praticam à farta e até se orgulham disso, porque é gente que não se dobra a outras culturas e suas demandas. Não aderem. Querem lá saber. Eles são mais eles. Não têm nada a ver com o resto do pessoal. A não ser quando se fala em subsídios. Mas o "racista" é quem o sustenta por intermédio desses subsídios, e o parvo do André Ventura. ( Que por acaso até é, mas isso são outros tostões).

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    2. Quando digo por acaso até é, refiro-me a parvo. Tão parvo que quer entrar prá política, e diz o que pensa e lhe apetece.

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  2. Lá está, vais ao encontro da minha posição sobre o assunto, entrar para a política para dizer o que pensa e lhe apetece e sobretudo para fazer o que lhe apetece, no fundo acaba por ser igual aos ciganos... a questão aqui e a única que eu condeno no discurso do André Ventura é que não se atiram pedras aos outros quando se tem telhados de vidro, num também aproveitamento político para angariar votos junto dos contribuintes "chonés".

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    1. Mas opá, ele só ia na 1ª lição, caramba... Hás-de concordar na dificuldade que representa passar-se de comentador de bola (ou lá que treta fazia ele) a candidato, né?

      Há a ciganada eleita, e há os ciganos. Os 1ºs auferem de forma legítima (reformas, carros, casas, viagens, motoristas e etc) e depois há os outro,s que decidiram eles mesmo o que lhes é ou não legítimo.

      Ai espera...

      'Tou aqui com a impressão que vai dar ao mesmo, mas não pode ser possível!:P

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  3. Ahahahahahahahahah :D É possível, é. Os ciganos também não pagam os impostos e auferem de forma legítima, uma vez que o Sistema criado pela ciganada eleita assim o permite, é ou não é? ;))))

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    1. Em termos práticos, é claro que é. Os ciganos não apontam uma arma a ninguém para que lhes seja emitida a concessão de um subsídio. Se é, é porque o sistema permite que eles - e outros que não sendo ciganos, são - deles usufruam, e isso só pode ser aprovado pela ciganada que, e usando a mesmo sentido da frase dita pelo André Ventura, interiorizou o manual do estado de direito.
      No entanto, esta evidência não deita por terra a outra, que se traduz no facto de, quando se fala daquela etnia, ter-se aquilo a apontar-lhes e ainda algo mais, para além de que uma coisa errada não invalida a outra.

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    2. Nunca disse o contrário. Agora não podes negar que as palavras do candidato a cigano eleito tresandam a "Trumpalhada" e é só isso que me enerva nesta história toda, tendo aquelas o epíteto de racismo ou de outra coisa qualquer.

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    3. (O meu comentário abaixo era pra estar antes deste teu)

      Mai linda, custa-me a crer que ainda leves a sério seja lá o que for, partirndo se seja quem for, que pretenda ou já esteja na política.
      Não nutro particular simpatia por ciganos, confesso, sem que no entanto tenha alguma vez tido uma má experiência com eles. Sei algo sobre a cultura, não concordo com muito do que sei, e este é o meu momento feminista, até lhes admiro, confesso, aquela como que irreverência em relação ao que está determinado para todos, ou melhor dizendo, a forma como não se incluem no que estarão, à partida, incluídos. É como se fizessem uma nação em cada nação que habitam, e é tudo muito giro até àquele ponto em que uma cultura prejudica a outra.
      Tendo a observação partido daquela ou de outra pessoa qualquer, não consigo deixar de concordar. E faço-o fora de qualquer contexto político, que eu não tenho cores políticas, não sou por A nem B, caguei pra eles todos. Tanto, que uma vez até votei no mais à esquerda que tinha á minha disposição, e fi-lo realmente esperançada que ganhasse, pois que eu cá sou por dar oportunidades a todos, e defendo acerrimamente que nenhum partido deveria ser governo mais do que 4 anos.

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    4. Mas eu penso exatamente da mesma maneira, quer em relação a ciganos, quer em relação a políticos. Olha, lê o artigo de opinião do Samuel Úria no Sapo, ele pôs em palavras de uma forma magistral o cerne da questão ;))))

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    5. Já li. Não partilho da tua opinião, sorry. Discurso muito politicamente correcto, cheio de floreados e analogias, "ódios" e "racismo" e blablabla, não discorda daquilo, mas o problema é que isto e mais não sei quê.
      Não vejo sequer pano pra tanta manga, carago, mas talvez o problema seja meu.
      De qualquer forma, obrigada pela sugestão.

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    6. Pois eu acho que toca no essencial, o choque de culturas e preconceito, a eterna não aceitação do que é diferente que redunda em ostracismo que por sua vez gera reações negativas, num ciclo vicioso. Falaste em escolher entre trabalhar e subsídios, davas trabalho a um cigano? Acredito que até concedesses uma entrevista e o avaliarias com os mesmos critérios para qualquer outro candidato, mas acredita que a maioria dos empresários nem sequer abriria a porta para a entrevista. Ora, discriminação gera discriminação!
      Mas concordemos em discordar ;)))

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    7. Concordando em discordar e agradecendo a saudável troca de ideias - não que eu esperasse outra atitude de ti e de uns poucos mais como tu, mas a verdade é que o mais comum ultimamente é partir-se prá ignorância e politização de tudo o que se fale - digo-te que por acaso nem sei se tenho algum funcionário de etnia cigana, o que por si já diz algo sobre a importância que damos à raça de cada um, mas acrescento que já tivemos um funcionário ex-condenado - se falarmos em outros grupos estigmatizados - e que, como referi há pouco tempo a uma amiga, foi um funcionário exemplar. Nós só demos o pontapé de partida para que se desfizesse o mito, e ele cumpriu essa função com todo o brio, portanto, mérito dele. Não acredito que sejamos excepção, mas percebo o teu ponto de vista. Por outro lado, já demos trabalho a quem se revelou bem pior do que a ideia que se tem dos ciganos, quero com isto dizer que ao se avaliar comportamentos num todo, não se está, obviamente, a garantir que a cada indivíduo participante desse todo, lhe sejam aportadas as características atribuídas ao grupo.
      Não acho negativo referir-se posturas, quando são mesmo negativas e prejudiciais a outros. Talvez seja caricato vindo de quem vem - como acima já conversamos - mas não deixam de ser o que são, ainda assim. O eventual ostracismo advém de normas estabelecidas não serem aceites por determinados grupos, que quando ao praticarem as deles prejudicam os demais. A diferença não me assusta nem confunde, muito pelo contrário. Aborrece-me é um bocado que essa diferença de uns seja o esforço económico de outros, por exemplo..

      Mas pronto, como já dissemos, concordemos em discordar. :))

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  4. .. Ou seja, se por um lado há um subsídio à minha disposição, e por outro um posto de trabalho, eu posso sempre optar pelo que a muitos parece impensável ... e ir trabalhar.

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