15 de junho de 2017

Novidades daquelas bem boas, que interessam imenso e que nos deviam deixar bastante cogitabundos


Andamos, portanto,  por aqui a fazer merda há muito mais do que se julgava, mais precisamente, para já, há mais 100 mil anos do que as  descobertas anteriores. O estudo refere também que, todavia, estes achados ainda não esclarecem o que aconteceu desde lá, até ao homem moderno. Bom, tenho pra mim que esta incógnita dos estudiosos é assim uma cena oficial, simplesmente para não evidenciar o óbvio nada.  Pronto, ok. Fomos à Lua, desenvolveu-se a tecnologia nas suas mais variadas vertentes e com as mais variadas intenções,  desenvolveram-se idiomas para cada nação, aprendemos a comunicar com os mesmos intuitos com que se desenvolveu a tecnologia, arranjamos mil e uma maneira de nos vestirmos com exactamente os mesmos intuitos também, estabelecemos umas regras sociais e cá andamos. O elemento masculino na sua generalidade continua a ser muito "visual", logo, um par de mamas, um rabo, ou uma promessa de qualquer coisa de cariz sexual continua a desvia-los imediatamente dos  seus afazeres, tendo unicamente a boa e pré histórica mocada no toutiço da parceira, sido substituído por maneirismos e designações menos contundentes. Sexo permanece o seu drive mais premente e parece que se trata de uma questão genética. Inabalável. Imutável. Definitiva. Como a fezada que põem nos seus clubes de estimação. 
É curioso, porque a mesma ciência que desenvolveu um modo de interferir directamente no gene que controla os níveis de colesterol, por exemplo, em caso de situações congénitas, naquele aparenta ser absolutamente inoperacional. E um gajo faz o quê? Nada, né? Suspira de alívio e aceita-se, enquanto a humanidade aposta a sua evolução nas gerações futuras. Procrastina-se, resumindo, expectantes de dias melhores, homo sapiens suspeito que inclusive, tamborilando, impaciente, as falanges nas suas tumbas. Criaram-se leis, justamente porque se provou de outro modo não se ir lá, o que, se analisarmos bem, mais não são que  um sinónimo de uma  mocada,  ao que definimos ser um prevaricador. Há ainda aquilo do bom senso,  conceito engraçadíssimo, pois que todos, sem excepção, nos consideramos seus legítimos proprietários. Aquela merda nasceu praticamente connosco. É-nos tão intrínseca como o fígado de cada um.  

Por seu lado, o elemento feminino permanece também ele, não muito diferente do que lavra a memória antiga. Tão territoriais quanto eles, continuamos a apostar em artefactos, deixamos de grunhir e assimilamos as coisas a outros níveis, pois que sim, tendo,  contudo, o precursor de todos eles sempre muito patente em nós. Observe-se uma mulher traída pelo seu macho e suas acções, para se concluir o quanto evoluímos. Primeiro há que, impreterivelmente, dizimar-se a toina que se atreveu ao inadmissível, que foi o execrável acto de apontar uma arma à cabeça da abécula em disputa, de forma a que esta efectivasse  a traição, tendo para o efeito, a meliante, usado uma branca ou  de fogo, de calibre bikini, mini saia ou cu generoso. Volta e meia dou com uns vídeos, sobretudo brasileiros, de uma traída  pondo em prática a sua evolução, em relação à intrusa criminosa. Não conseguindo alcançar o sentido daquilo, assisto, contudo, boquiaberta, incrédula, pois que costuma ser bastante intenso e uma pessoa por vezes precisa de emoções na vida. A ferocidade com que desferem golpe atrás de golpe,  faz quase lembrar Leônidas a defender a sua Grécia, só que em absolutamente surreal, o ênfase investido na indignação, tem tanto de fascinante quanto de absurdo, porque vejamos: nada de dúvidas, nós movemos montanhas, uma mulher, quando motivada, é o mundo todo, ok? O triste é ver-nos em desgastes hercúleos por causa de uma pila, e é ve-las  a esgatanharem-se, puxões de cabelos, esbofeteiam-se, com a agravante de que agora - devido a outra grande evolução soberbamente aproveitada - deram em filmar aquilo, e, cheias de nervos e orgulho, convencidas de que deram uma lição e em simultâneo um aviso: - O paspalho é MEU, expõem aquela merda ao universo.  Por vezes até me apetece comentar, esclarecerendo a palonça de quanto consta a população feminina do lugar onde mora,  mas como sou gaja e tenho em mim tanto de cabra quanto de madre teresa ( exceptuando às 6ªs-feiras que sou neutra),  opto por deixa-la descobrir sozinha, com um enorme pesar no peito, por saber de antemão que isso,  a estúpida não vai filmar.   
Portadoras de uma capacidade de sacrifício imensurável, adoramos despejar aquilo a rodos e sem limites, exaustiva e profusamente, visto que não se gasta. Geralmente com os filhos, muito em particular com os filhos homens, porque coitadinhos, lá está, são homens, frágeis, de compreensão muito lenta e muito visuais, o que significa que basicamente servem pra nada. Compreende-se. É deveras desgastante ter que se pôr um quarto à frente do chavalo, de cada vez que se quer o quarto arrumado, desenhar uma toalha pra que ele saiba do que se fala, ou tirar-se, todos os dias, fotos do seu prato com restos de comida, com uma setinha a indicar o caminho do lava loiças, e mandar aquela trampa toda para o seu telemóvel. Por isso e porque a nossa memória genética e mais o nosso sistema nervoso assim o aconselha,  lá vamos nós, cantando e rindo, vida fora,  educando os pitéus rumo ao sucesso, o qual  se traduz em estudar nos intervalos das noitadas, depois ganhar bem, casar e ter filhos, a ver se conseguimos morrer descansadas.  Nunca, em toda a minha vida, ouvi uma mãe ou pai dizer " Manel vai pôr a mesa, sff", " Jorge, vê lá se o arroz não está a queimar", ou " Santiago, preciso que vás ao super", em havendo raparigas em casa.  A preocupação maior costuma ser com quem ele namora, se namora, como se chama a pessoa quem ele namora, e não raras são as queixas de amigas minhas, furibundas porque o marmelo faz o pequeno almoço prá namorada, quando à mãe  nem um copo d'água. Olho húmido, lá ficam elas, fitando o vazio, tentando nele descobrir como  foi que a lesma lhes conseguiu ultrapassar os seus esforços educacionais. Sabem os deuses a que custo me tenho controlado, pra não lhes berrar NÃO CONSEGUIU, CARALHO! TEM É MAMAS!, mesmo com a boca colada aos seus tímpanos, mas é que são minhas amigas, e por elas, eu, tudo. Normalmente abraço-as,e digo-lhes, carinhosamente, que são burras qu'eu sei lá, mas que as amo assim mesmo. (Faço isso porque é um sinal de evolução, a coisa de se cuidar dos afectos e nananana). 
  
Tinha ainda na ideia debruçar-me um cochezito sobre a polémica  das roupas e da necessidade que temos em mostrar o corpo, o que, quanto a mim ( está claro) se apresenta como um contra-senso em relação aos queixumes quanto ao concidadão, uma vez que parece que os aceitamos enquanto "muito visuais". [Bom, eu cá também sou, nada de confusões. Tenho é o handicap terrível de dar imensa importância a acessórios, como a assertividade, lógica, inteligência e etc, para além de odiar, mas mesmo a sério, pessoas com músculos estupidamente desenvolvidos, pois que relaciono logo um exagero com a falta de qualquer coisa e fico ansiosa, já que, se virmos a coisa à luz de uma lei  que agora não me lembro, se um lado está em demasia e se vê a olho nu, noutro algo há-de faltar, sem que se vislumbre assim de  repente. Medo].  Ora, sendo "muito visuais" é só natural que a info recebida pelo cérebro através do olho lhes tenha que sair por algum lado, já que no cérebro não pode ficar por muito tempo, né? Por uma questão de espaço. Deve ser por isso que verbalizam coisas às quais só eles acham um piadão, pelo que, e se formos a ver bem, o assunto "roupa" nem chega a ser importante, uma vez que para os que não têm filtro, não faz diferença nenhuma se uma mulher vai razoavelmente tapada ou de rabo à mostra, tem rabo e ponto, e os outros pensam mas não dizem. Mas pensam. Logo, o instinto é o mesmo.   

Assim, e pra terminar: O que aconteceu desde lá até ao homem moderno? 
-Uma imensidão de distracções. Só e nada mais. Poisé. 

(Quanto a mim, sempre que  me dão estes insights assim menos agradáveis, viro-me pró licor de cereja. Vocês não sei, mas espero que seja igualmente  prazeroso, atentem é pra não tropeçarem em nada como eu, que tenho aqui um joelho e  tornozelo da mesma área geográfica feitos num oito. Tanta distracção que arranjamos, mas ainda ninguém se lembrou dos perigo que representa um degrau atirado pra um corredor de uma casa de férias, na direcção das casas de banho. Vá, cá joca à Isa, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe). 

2 comentários:

  1. Venho todos os santos dias aqui, plantar-me à espera de ler os teus textos. É neste, por exemplo, que encontro a explicação para tanto esperar.
    Li, reli e sei que não vou parar tão cedo de voltar ao mesmo. És uma das mais lúcidas, inteligentes, mordazes e talentosas escritores que passam pela frente dos meus olhos. É uma experiência do caneco ler-te assim.
    Gaffe

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    1. Obrigada querida Gaffe. Sempre generosa..

      ( E um cohezinho - muito pouco - exagerada):P

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