10 de abril de 2017

Conselhos da Isa III

Aos hoteis espalhados por este Mundo, dispostos a receber e instalar primatas em comemorações de  final de curso, sugiro a construção de Campus de Reinserção Social nas suas respectivas imediações, de modo a que eventuais estragos perpetrados por hóspedes menos adaptados às noções de civismo, as aprendam nos próprios Países que visitam e onde as evidenciam. O objectivo seria  ressarcir-se  os lesados pelos danos causados. 
Equacione-se, para o efeito, a limpeza intensiva de ruas e dos locais danificados,  3 galhetas por dia mesmo que sem razão aparente,  a simulação de incêndios sem extintores à vista, ou a obrigatoriedade de se banharem na companhia de televisores, espaço para onde se atiraria, aleatoriamente, os dispositivos electrónicos dos primatas, conforme o mood com que acordasse o supervisor de cada caverna.  

Os governos dos Países de origem dos palermas trabalhariam em parceria com os governos dos Países visitados nas construções e devidas manutenções dos referidos Campus, sendo o capital, para o efeito, colectado através de impostos extras aplicados aos progenitores dos meliantes, que considerassem aqueles actos como "normais" ou "expectáveis", "uma brincadeira", ou "só uma partida... normal da idade", assim como às agências de viagens que justificassem os mesmos,  com perfeitos disparates, tais como "o hotel não variava a ementa", ou "não havia bar aberto", ou ainda a sequer sugestão de se mudar o horário de seja o que for, num hotel - no caso o da troca de toalhas - à conta das bebedeiras e consequentes necessárias horas de sono, dos bêbados. 

Aos primatas em infracção, era a penhora garantida de pelo menos 3/4 dos seus salários nos pelo menos primeiros 3 anos das suas actividades laborais, que assim tanto uns (progenitores) quanto outros (docinhos de seus pápis),  se iriam lembrar por uns bons tempos - esperando-se que para todo o sempre - da  faltinha que lhes fez umas palmadas bem aviadas, na altura certa. 




5 comentários:

  1. Onde é que assino?
    Devias ser governo.

    Gaffe

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    1. Um ensino com a disciplina "civismo" a ser leccionada aos putos desde muito pequeninos, é o que defendo desde sempre.

      Acompanhei muitos passeios das minhas filhas, quando petizas, e digo-te que não sei como as educadoras e assistentes aguentavem tanta falta de tudo naqueles pequenos gorilas, que, suspeito, devem ter evoluído só no tamanho, e muitos deles com a conivência e exactamente as mesmas justificações lidas e ouvidas, hoje, por parte dos Pais dos agora envolvidos naquela pouca vergonha.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. A forma como as notícias foram apresentadas foi tendenciosa. Ambas as partes têm razão e ambas as partes erraram. Talvez se devesse, em primeiro lugar, criticar a decadência do jornalismo em Portugal.

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    1. Nisso da decadência do jornalismo em Portugal - e não só - concordo plenamente. Não obstante (e independentemente de terem sido expulsos ou não e mais informação que possa ter levantado mais polémica e controvérsia), ouvi o que tanto o representante daquela agência de viagens disse, bem como as justificações da Senhora que representa a Associação de Pais, ou lá o que era. Em ambos os casos os argumentos me pareceram absurdos, perante o que vi do que mostraram dos estragos, ou mesmo que os estragos não tenham sido tão avultados, quanto o hotel diz serem. Penso não haver absolutamente nada a argumentar em relação a actos de vandalismo, a não ser um pedido de desculpas e a assunção da dívida ao hotel por parte de quem fez parte daquilo, depois de conversados com o seguro.

      Li alguém no FB, por exemplo, a dizer que não estava dentro do assunto, mas que um hotel que recebe cerca de 1000 estudantes finalistas e tem bar aberto, merece tudo. Não concordo. A responsabilizar-se alguém, a meu ver, seria quem os mandou para um hotel com bar aberto, e isto se entrarmos na onda da desresponsalibização completa dos alunos, o que não concordo de todo.

      Por essa ordem de ideias, todo o menino que saísse para a noite, se embebedasse e se espetasse contra alguém ou algo, teríamos que responsabilizar os estabelecimentos por onde tivessem passado, ao invés do parvalhão que não sabe quando parar.

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