12 de dezembro de 2016

Se alguém tiver tempo pra me explicar, claro...

Aqui há tempos, estando eu a percorrer os nossos educativos canais, dei com a existência da casa dos segredos 6. Chamei cria e perguntei-lhe se aquilo era mesmo a sério ou se estavam a repor tragédias passadas, ao que ela me respondeu, não mãezinha, esta tragédia é actual. Não se estava a rir, maneiras que acreditei, até me levantei do sofá pra lhe dar um abracinho e tudo. Mais tarde, num outro zapping, lá fui eu parar ao mesmo canal e dei com a Carla a falar. O cenário não me era estranho, fiquei ali por uma beca a tentar perceber o que a moça dizia, mas sempre muito convencida de que, talvez por o meu vizinho ter uma não sei quê satélite, eu estivesse a apanhar a versão do programa da TV da República  Checa. Senti um aperto no peito, por achar que aquele já é um Povo muito sofrido, não precisava nada de mais estas merdas, até captar algo parecido com o nosso idioma. Estarrecida, chamei de novo a cria, tadinha, e implorei-lhe, pelo amor da santa, 'pariga, tu diz-me que isto não é verdade, ao que ela me respondeu de novo, é mãezinha, é verdade, e desta vez ela é que me abraçou, e ali e quedou, ao meu lado, de phones a protegerem-lhe os ouvidos,  acariciando-me os ombros, tentando reconfortar-me.  A moça é dos Açores, disse-me baixinho. Não respondi, mas pensei que legendas, não teria sido má ideia - ou seria, sei lá, às vezes mais vale não percebermos um cu do que que se está a passar - e foi durante esse impasse cognitivo que a miúda muda de canal, alegando chega, já estás a ficar cos olhos esquisitos, não gosto nada quando te pões assim. 
Bom, aquilo passou, recuperei, nunca mais se falou no assunto, até que ontem, no fb, dei conta daquele menino, o Cláudio A., e mais da sua namorada que não sei o nome.

 Uma filha não estava em casa, não quis incomoda-la lá onde estava,  a outra está de viagem, e eu aqui me encontro, exactamente com a mesma pergunta com que ontem  adormeci, a pairar-me nos neurónios:

- O que é aquela merda, pás?!   

14 comentários:

  1. Gostava de te ajudar mas não faço a mais pálida ideia do que estás a falar... quem é o Cláudio A., hum?

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    1. Um residente lá daquilo, que é gay e não quer assumir. Tem uma namorada gira, e depois muito parva, que não entende que daquele mato não sairá, nunca, coelho que preste, e mais não sei. Gostava imenso que alguém me explicasse se aquela relação é a sério, e/ou porque é que ninguém leva aquela miúda a um médico.

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  2. Ahahahahahahah :D
    É impressão minha, ou o bichinho dos reality shows já te mordeu? Não vejo, aliás, o último que segui depois daquele do pontapé na Sónia, foi o da Quinta com o José Castelo Branco, depois fartei-me e nunca mais perdi um minuto da minha vida a ver cenas que de tão absurdas que são parecem encenadas, ou pensando melhor, figurar em posts de alguns blogs por essa blogosfera fora :P

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    1. Olha, comecei a ler o tu comentário e pensei nisso mesmo.. que entre aquela porcaria e a porcaria de posts que vi este fds, venha o diabo e escolha, carago.

      Não sigo aquela coisa, pá, vi por acaso, e depois hj no face era um falatório sobre isso, maneiras que fui cuscar. Dei com aquele casal maravilha, e com aquela dependência doentia que a miúda tem do namorado, que a trata ... bem.. como um gajo que é gay mas não queria ser, trata a pendureza que decidiu pôr ao ombro, chamar "namorada" e dizer que aquilo é uma "relação".
      Credo. Medo.
      Uma gaja tem filhas, né? Uma gaja põe-se a pensar de que forma é que iria acabar com aquele circo...:))

      (Depois uma gaja dá com outros que parecem infindáveis, e é o terror absoluto. Como disse há pouco a alguém, só este fds entrei e saí uma data de vezes do buraco da vergonha alheia):P

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    2. Tu tens filhas e eu tenho um filho... bem... prefiro não saber, sinceramente :P

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    3. :))

      Mas se eles andem aí...:P

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    4. Ah pois andem, andem. Mas eu prefiro desfrutar da meninice do catraio enquanto me é permitido, tenho tempo de pensar nisso, lá mais para a frente... muito mais à frente, se faz favor :P
      Também te digo que se o rapaz enveredar por esses caminhos, não é mim que ele vai encontrar maiores obstáculos à sua opção ;)))

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    5. Não me referia a esses eles. Nada a declarar sobre esses.
      Se as minhas decidirem um dia que afinal são lésbicas, serei a 1ª a apoiar. Se forem, assuma-no e sejam felizes com quem escolherem. A palavra chave está em assumir-se o que se é.


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    6. Aaaahhh... referias-te aos outros, os trololós, nesse caso e se o meu filho enveredar por esses caminhos vai ter sérios problemas comigo, isso de certeza! E cheira-me que os problemas envolverão internamentos compulsivos e o diabo a sete!

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    7. ahahahahahah .. tadinho do puto, jasus..

      Às minhas, à partida, tirava-lhes o acesso à internet.
      - Mãe, da-me um cadinho de internet..
      - Não!
      - Mas eu preciso de dizer umas tontices, Mainha, dá lá..
      - Não! Vamos é masé ao Sr. Doutor das cabecinhas.



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    8. Ahahahahahahah :D
      Mai nada! É caso para dizer que uma Mainha faz muita falta, mas o juizinho... :D

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  3. Nunca vi esses programas. Sinceramente, não me apetece nada ficar com o cérebro derretido (ou mais derretido do que já está). Ainda dei uma vista de olhos num coiso parecido a esse, só que era americano e andavam à tareia em 80% do tempo... Tipo...

    Já agora, adorei a forma como escreves o teu blog.

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