31 de outubro de 2016

Vi lá uma Harley-Davison que se me infiltrou retina adentro, fintou-me o cortex cerebral e foi direitinha a meu coração, armada em cupido filho da puta.

Costum Café*

Fui. Amei. Mas como amo uma data de merdas, ficam aqui 2 links, para se ver que uma gaja às vezes até acerta. 

Aceitei a proposta pela companhia, sem a menor noção do que se tratava, e fiquei embasbacada com o conceito. Não começou lá muito bem, porque embora tivessemos a reserva, lá chegados, não sabiam da nossa mesa, que era a nº11. Ao fim de uns minutos comecei a não me sentir assim muito bem vinda, na medida em que sou dada a cenas paraanormais, e aquilo cá pra mim queria dizer uma paraanormalidade qualquer, ai queria queria. E queria. Após cerca de 30mn de espera muito interrogativa, com a casa apinhada e a gerência a desmanchar-se em pedidos de desculpas, arranjaram-nos a mesa, lugares mui especiais para apreciarmos o espectáculo e - ora cá está - bebidas por conta da casa. Olé. (Espero que para a próxima, saltem de novo o nº da nossa reserva). À sobremesa comi um olho azul, um dedo humano e um pedaço de carne da mesma espécie (fez-me um bocado de impressão porque aquilo estava mesmo muito bem concebido, mas como também estava muito bem confeccionado, caguei e marchou tudo), enquanto via o espectátulo, que desta vez foi o que referencia o link acima, findo o qual o cidadão é convidado a ir ver as exposições, e depois, se quiser, pode ir acabar a noite num outro estúdio, ao som de música bem boa. 

Upcycling. Toda a sala é decorada dentro desse contexto. Fiquei verdadeiramente impressionada com o que conseguiram fazer, agarrando em itens de guerra e transformando-os em coisas de paz (esta frase é minha, mas só porque não consigo reproduzir a correcta, que se encontra à entrada -ou saída, agora já não ma lembra - de um dos locais que visitei, cujo conteúdo reside mais ou menos no que escrevi). Vai-se fazer um chichi,por exemplo,  e espera-se na boa nem a bexiga reclama assim tanto,  que há um montão de coisas pra se ver. Como isto



            
Uma bebida..? Qué? Sim?  Então, enquanto espera, olhe pra cima...




Em resumo: Apaixonei. Ficava ali 1 semana, só a observar aquele detalhe. O meu Avé àqueles Artistas todos, por isto, e por todo o resto.  






*Antigo quartel militar dos anos 40, comprado em 2004 pela companhia de teatro Custom Circus para albergar toda a sua estrutura com centenas de toneladas de equipamento cénico e técnico, bem como alojar a troupe e a sua vasta caravana de camiões teatrais. Nesta propriedade tão enigmática como privilegiada o Custom Circus também visava a criação do 1º Centro Cultural Alternativo Português, uma comunidade autónoma para artistas independentes, estéticas vanguardistas e subculturas do mundo do espectáculo. Mas como o espaço estava totalmente em ruínas, tal empreendimento parecia inalcançável. Contudo, o futuro veio provar o contrário e graças à perseverança da troupe Custom Circus, ao apoio do público, dos seguidores e à coragem dos colectivos artísticos que foram aderindo à causa, a Nirvana Studios foi-se consolidando passo a passo, sendo actualmente uma fábrica de tendências criativas e um oásis para os artistas independentes. Recorrendo a técnicas de arquitectura upcycling e com o objectivo de preservar o património industrial-militar da época, a reconstrução das infraestruturas e paióis destruídos foi levada a cabo pelos próprios membros do Custom Circus e colectivos parceiros nesta aventura. Com uma diversidade de estúdios multiusos, ateliers, salas de ensaio e vários hectares de zonas comuns para eventos outdoor, a comunidade Nirvaniana integra, entre outros projectos; música, teatro, dança, performance, artes plásticas, design, cinema e Tv. Além da componente cultural, também aderiram à comunidade várias associações artisticas, organizações dedicadas aos desportos extremos, coletivos de artesãos, motoclubes, clubes de clássicos e restauradores/colecionadores, bem como movimentos eco-direccionados. Para além dos espectáculos do Custom Circus (cerca de 500 shows realizados entre 2004 e 2016) a Nirvana Studios também acolhe, apoia e gere anualmente centenas de eventos com cruzamentos transdisciplinares.

4 comentários:

  1. Pelo que me é dado ver, parece-me inserido no conceito de steampunk. Será?

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    1. Não me atrevo a responder o "sim" que me apetece, porque sou uma perfeita ignorante no assunto...

      Mas sim.:P

      (ou pelo menos, também)

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    2. http://agaffeeasavenidas.blogs.sapo.pt/234377.html
      Sou eu que estou a comentar. no teu blog é um caso dos trabalhos!

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    3. :))

      A Gaffe que tantos queriam ser, e que nem que nascessem 101 vezes o conseguiriam. Avé, 'pariga linda!
      E obrigada pelo esforço.


      (Estás a ver como a Sapo conspira??:P)



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