terça-feira, 18 de outubro de 2016

Haviamos de ser mais uns prózoutros...

E rezarmos por aquelas almas que não há maneira de chegarem a um consenso com elas próprias, de forma a que percebam da extrema urgência de intervenção especializada no tratamento daquela patologia, que consiste em ser a própria, a única que não entende - com base no percurso daquilo que já expôs, escreveu e alarvou - nem sequer se belisca, com aquela merda de incoerência, que, pessoalmente, considero  uma praticamente assassina do bem estar emocional do alheio.

E não falo de políticos, nem daquelas postagens do cagalhão sobre o quanto a vida é bela, o amor é divino, perdoar é uma coisa extra-sensorial que upa upa, só os lá, num plano de consciência muito acima é que entendem, ou o caralho, ou ainda daquelas frases de gente defunta, que por alguma razão ficou famosa, e agora têm, pra todo o resto do seu sempre, o seu nome ligado a tiradas da caca, como se aquilo fosse de uma profundidade esotérica verdadeiramente abismal. "O silêncio é bonito", ou algo semelhante, por exemplo, parece a muitos ter sido uma conclusão deveras iluminada de alguém, que decerto deixou o seu nome à posteridade por outras razões mas hey, sozinhos é que não chegávamos lá, e sabendo muito bem que tudo o que é de griffe tem outro élan, vai de desgraçar o nome do indivíduo perecido, botando-se lá que foi o Voltaire que disse, ou o Aristóteles, que quanto mais antigo for o índio, mais o pessoal acredita.(É como a Bíblia. "Ahhhh.. se eles escreveram, é porque, definitivamente, aconteceu. E acontecerá"). Não que nos calemos. Fazemos só uma vénia e continuamos a estardalhar, que a vida é pra ser (obviamente) vivida - ora lá está - e fazer barulho, faz parte dela. Não é desses humanos que falo, dizia eu, que esses, nesses momentos são-me simplesmente inócuos, pese embora o contra-senso de se estar a dividir um pensamento com aquele teor de improficuidade, e cabum! contraria-lo, simplesmente porque se o postou, o que, quanto a mim, haveria de equivaler a pena dobrada, caso um dia venha a existir um Tribunal Para as Merdas Que as 'Ssoas Escrevem ao Invés de Irem Conhecer o Triângulo das Bermudas ou Amanhar um Peixe,  e aqui deixo a minha opinião e parecer sobre o assunto, para a eventualidade de, se isso acontecer e caso seja após a minha morte: Pena dobrada. Sem dó nem piedade, que é bem feito.

Bom, de regresso ao parágrafo 1º e continuando, refiro-mo, no caso em apreço,  às utentes blogoesféricas do costume - só conheço duas, benzam-me todos os santos - sempre prolíferas na arte do nada dizer, ou dizer merda, o que vai dar ao mesmo. É que nem um "ai, que sou tão imbecil", nem um "foda-se, que mais valia ter enfiado com isto que tenho em cima dos ombros num esgoto qualquer, que assim sempre cumprimentava os da minha espécie, e isso assim", ou um " ó que caralho.. atão ... e se eu me internasse?", e é neste contexto que peço a atenção e benevolência do meu irmão cidadão, no sentido de rezarmos, todos, por elas, a oração que o Senhor nos ensinou. Façamo-lo então em conjunto e sem rancores para com Ele. Começo eu:

Paizinho Nosso que estais aí no Céu, hã, sem um mínimo de arrependimento que seja por toda a bela poia que fizeste, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, pois que remédio, assim na Terra como no Céu, o pão nosso de cada dia nos dai hoje ..., e agora, quem for da Luz que continue, que eu já fiz a "minha parte"*. Amém e beijinhos.






*( "Minha parte". Sempre quis dizer isto .. eheheheh...)
   

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