quinta-feira, 2 de junho de 2016

Das coisas que eu preferia morrer sem saber

Isto:





Alguma necessidade em estraçalhar-se assim as ilusões a uma gaja?

Então eu não podia tão bem morrer a acreditar que quando fui à Turquia com mais 3 papoilas e saí de lá com amizades tão lindas, isso se deveu tão somente  ao meu  exponencial intelecto, pernas altas e lindos olhos, sem um piquito de relação com o facto de te palrado que me desunhei e  por todas nós?

Que consegui aquele desconto fantástico naquela ourivesaria pertinho do nosso hotel, onde, ao passarmos de regresso a casa, ouvi a chamarem pelo meu nome (até apanhei um susto do caralho, porque achei que o meu ex tinha mandado alguém  atrás de mim ou assim, e a pessoa estivesse ali perdida nas direcções) e afinal eram os dois pimpolhos com quem eu tinha tentado negociar uma medalhita lá noutro sítio - aqueles gajos têm lojas por todo o lado - sendo que se fartaram de rir, eles e todos os turistas presentes à altura, porque às tantas eu já estava a oferecer mais do que eles pediam, mas assim com um ar hipé pragmático "sério pás! não dou mais, hã?!", e que apesar de ter sido motivo dessa chacota toda, dessa humilhação que até hoje me invade os sonhos, respondi ao chamamento, lá entrei na loja, perguntei "qué que foi agora??", as outras gajas se puseram a admirar tudo, e queriam tudo, e ai que lindo! e ai, quero! e foi à conta do nome do perfume que eu usava à altura e que um deles queria porque queria oferecer à namorada, que aquelas ingratas conseguiram lá as cenas por quase metade do preço, por isso e mais pelos meus cândidos atributos supra mencionados?

Fogo...

Continuem. Isso, continuem... 

Despojem-me  sem compaixão. 



6 comentários:

  1. Comigo não é nada assim! Falo sempre a língua dos nativos, e talvez seja isso que os deixa de queixos caídos, absolutamente rendidos ao meu charme. Como por exemplo aquela vez em Barcelona em que, pus o meu catalão indefectível a uso e, sabendo que judias é a palavra castelhana para feijão verde, não quis ofender a diversidade cultural daquela província com aspirações "separatistas" e pedi se me traziam para acompanhamento de um peixe grelhado uns fejones vierdes.

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    1. AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!

      Tinhas que conhecer o meu ex, que é estrangeiro, e as histórias que tenho, ( tem a família toda, a dele e a minha), sobre os vários episódios que guardamos a propósito do português dele. Costumávamos desfia-las em reuniões de família.

      Lá, ou inglês ou português. E sabes que quando nos ouviam falar, perguntavam imediatamente "Portugal?". Verdade. Não sei como nem porquê, certo é que nunca confundiram com Brasil, Espanha ou habitués destas confusões.

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    2. Eu quero é saber daquela vez em que o mandaste, ribanceira abaixo, quando pobre homem estava incapacitado numa cadeira de rodas.

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    3. Foi parar ao carro num instantinho, nem precisou de ajuda nenhuma.
      Até hoje, a pessoa que nos acompanhou nessa aventura, ri até às lágrimas a falar disso. No dia propriamente dito, foi ao chão de tanto rir. A cara do sócio - que ia na cadeirinha, a gozar comigo, a picar-me a dar-me ordens -quando percebeu que estava entregue à sua sorte, opá, impagável. O pé engessado a bater na porta do carro e o ar aterrado dele, caray ..

      E o "Ó...ó .. Isabeeeeeeeeeeeeellllll...." ahahahahahahahahahahahahaha!

      Mês e meio de plantão a sua excelência, ok? E ele a tirar partido da situação. Nesse dia avisei "olha que te largo a cadeira, méne!" Ela nada. E eu .. pimba.


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    4. Não.
      Não quero assim.
      Quero contado como deve ser.
      Sff.

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  2. Como assim, como deve ser ...? Desde o início? Desde como é que partiu o pé, o homem do arbusto e as teorias de conspiração e eu ter a empresa inteira a rir-se à minha passagem?

    Epá, isso é coisa pra pelo menos 3 posts, hã?

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