30 de maio de 2016

Explicações aceitam-se a agradecem-se

"Se querem os vossos filhos numa escola privada, paguem!".

Se retirarem os filhos da privada e os puserem numa pública, não é o Estado que paga (ou seja, nós)?
O Estado participar na mensalidade de um filho meu que está numa privada - mediante a apresentação do meu IRS e conforme os escalões que lá estabeleceram ser de participar - não tem o Estado (portanto, nós), o mesmo custo que teria com a mesma criança, numa escola pública?

Uma vez estabelecido que a eventual participação será de acordo com a declaração de IRS, (portanto, maior, menor, ou nula) alguém me explica a vigente indignação, sff, já que tive 2 filhas sempre na privada, usufruí da tal comparticipação por 2 anos escolares, e estou aqui cheia de pesos na puta da consciência, com imenso receio de estar a dever alguma coisa ao meu irmão contribuinte? 

Obrigada


Ps: Sem querer parecer uma ingrata, registe-se, no entanto, que só aceito opiniões de contribuintes,



35 comentários:

  1. Também me custa a entender esta enorme celeuma... é engraçado que já ninguém se preocupa com o dinheiro dos contribuintes quando o mesmo é usado para resgatar bancos privados... acho que se anda a fumar muita erva neste país, ou a comer palha aos fardos!!!

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    1. Estou à conversa sobre o mesmo assunto no facebook (estou mesmo aflitinha pra perceber esta merda toda), e disseram-me isto

      Vem agora uma notícia sobre o príncipe da Dinamarca que vai estudar numa escola pública .
      Mas esquecem-se de informar que a privada é subsidiada até 85% dos custos:
      Os recursos públicos e privados destinados à educação na
      Dinamarca estão entre os mais elevados dentre os países pertencentes
      à Organização de Cooperação e de Desenvolvimento
      Econômico (OCDE). Praticamente não há analfabetos no país. A
      criança começa na escola aos 7 anos e a educação é compulsória
      até os 16 anos. A maioria das crianças vai à kommuneskole
      (escola pública), onde recebem educação primária e secundária.
      Os cursos são generalistas, mas, nos últimos, anos tem havido
      um certo direcionamento de matérias. Há 1.929 kommuneskole
      e 492 escolas privadas. Mesmo no sistema de ensino privado, o Governo subsidia de 80 a 85% dos custos. O idioma inglês é
      obrigatório a partir dos 12 anos e um segundo idioma (alemão ou
      francês) a partir dos 14 anos.
      Aos 16 anos, os alunos podem decidir parar de estudar e
      deixar a escola, mas a maioria continua no sistema educacional.
      O gymnasium (colegial) oferece cursos de 3 anos, ao término dos
      quais os alunos podem ingressar na universidade.
      Há 5 universidades (Copenhague, Roskilde, Aarhus, Aalborg
      e Odense). Geralmente os cursos duram 3 anos, ao final dos
      quais recebe-se o bacharelado. A maioria prossegue a educação
      por mais 2 anos, obtendo o mestrado. Em 2005, havia 114.500
      alunos nas universidades.
      Outras instituições para educação de terceiro grau oferecem
      cursos técnicos profissionalizantes que não são encontrados
      nas universidades e centros universitários. Cerca de 69.900 alunos
      estavam registrados nessas instituições em 2005.

      Que subscrevo, como se calcula.

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    2. Catarina, a questão nem é sobre as cretinices estatais e mais os seus meandros obscuros de roubalheira. A questão, quanto a mim, é a forma como este assunto está a ser explorado, e a intenção que lhe está subjacente.

      Basta pensar-se um pouco pra se perceber ( pensar e estar-se minimamente dentro do assunto, claro está, embora "pensar", seja sempre a palavra chave ) a falta de lógica na frase que mencionei. Os pais pagam pela educação dos filhos numa escola privada. Há os que pagam um pouco menos porque usufruem de uma ajuda estatal - com todo o direito - e os que pagam as mensalidades por inteiro. Mas todos pagam.

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    3. Claro que sim! Mas no cerne da questão está alguém que é pago não para dar aulas como deveria, mas para engendrar todo o tipo de argumentação (básica, no meu ponto de vista, mas lá está, eu não como gelados com a testa...) e todo o tipo de calúnia para enganar quem não tem o mínimo de sentido crítico... as pessoas preocupam-se demasiado com quem lucra com o dinheiro, mas recusam-se a ver que em troca desse lucro, é disponibilizado um serviço de qualidade que o Estado não consegue fornecer! Nada tenho contra a Escola Pública, quando a mesma é de qualidade e atenção que não estou a falar dos edifícios todos remodelados com o melhor que há e, curiosamente, com o dinheiro dos contribuintes que foi parar aos bolsos de quem mais nada fez do que colocar uns candeeiros todos XPTO para os meninos verem melhor... para mim, uma Escola Pública ou Privada é aquela que tem o seu corpo docente e não docente motivado, preocupado em extrair o melhor que os putos têm para dar, sem estarem totalmente condicionados pelos sindicatos e afins!
      Não tenho dúvida nenhuma que tudo isto foi despoletado por aquele senhor que mencionei acima e que agora tem as costas bem quentes, mas esperai... esperai que agora vem a manifestação contra os privados, a seguir virão as manifestações e greves contra tudo e um par de botas, e aí, quando os contribuintes indignados tiverem a canalha em casa, sem aulas, sem saber o que lhes fazer, quero ver se defendem assim tanto o Ensino Estatal!!!!

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    4. Os acordos foram feitos com algumas privadas, à partida, para suprir a falta de escolas pública em face à quantidade de alunos. Defende-se agora que essa carência de escolas já não existe - o que não é, de todo, verdade, mas assuma-se que até é- o que invalida a continuação dos acordos.
      Ora, se eu quiser que o meu filho continue na privada, porque caraças não poderei usufruir do que o Estado suportaria com ele numa pública, uma vez que, obviamente, assumo o excedente?

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    5. Ora aí está a pergunta que deveria ser colocada e ninguém a coloca... anda tudo ceguinho, até mesmo quem veste a camisola amarela...

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    6. Porque, Isa, quando há oferta excedentária no público, i.é infraestruturas e recursos que já foram ou estão a ser pagos e não são utilizados, os custos do Estado, leia-se contribuintes, mantêm-se.
      E porque somos todos iguais, deveríamos ter todos os mesmos direitos e então deveria ser dado a todos os cidadãos a hipótese de escolherem a escola / colégio dos seus filhos. Acontece que isso não pode ser feito sem fechar uma série de escolas públicas (por transferência de meninos do público para o privado)
      Subscrevo os acordos a 100%, mas apenas nos casos em que não há oferta pública suficiente em quantidade ou distância.
      (mas parece que os tipos meteram os pés pelas mãos, que calcularam as distâncias pelo google maps de automóvel, esquecendo-se que não há transportes públicos. Enfim...)

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    7. Isso define a existência dos acordos, Picante.
      E penso não ter que manifestar a minha concordância quanto aos direitos bem definidos na Constituição.

      O que continua a não explicar, é a frase.:)

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    8. Como assim mulher?
      Então, se, em havendo oferta pública, os pais preferem ter os filhos nas privadas onde os tinham qd não existia essa oferta, paguem.
      Como a picante indicou, as infra estruturas do público foram criadas e houve investimento. O custo de lá ter uma turma com 5 alunos não difere muito de ter uma com 15. Pelo que ter esse custo para os 5, e custear os outros 10 no privado...assim de repente, não me parece lá mto justo.

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    9. "Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/86), artº 55º:
      1 - Os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo que se enquadram nos princípios gerais, finalidades, estrutura e objetivos do sistema educativo são considerados parte integrante da rede escolar.
      2 - No alargamento ou no reajustamento da rede o Estado terá também em consideração as iniciativas e os estabelecimentos particulares e cooperativos, numa perspetiva de racionalização de meios, de aproveitamento de recursos e de garantia de qualidade. "

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    10. Isa, o acordos têm prazos, não duram ad eternum. Se deixou de ser preciso acordo, então negoceia-se a rescisão, simples assim.
      (esse nº2 não diz nada porque não é vinculativo, nem podia, se o fosse não se construiriam mais escolas públicas)

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    11. Picante, não me parece tão simples assim que os pais que contam com a participação do estado numa escola privada, se vejam agora perante a opção de, ou pagarem as mensalidades por inteiro, ou transferirem os filhos para outra escola.

      Se é para não haver acordos com privadas, seja, há toda uma sustentabilidade para isso. Há um monte de privadas que nunca trabalharam com os tais acordos. E depois há as que funcionam com esse sistema e onde os pais inscreveram os filhos, contando com ele, e que agora se veem privados dessa ajuda. Percebo perfeitamente a indignação. Se tenho o meu filho numa determinada escola - que escolhi, porque também esse factor - não me parece justo que a meio do seu percurso me retirem a ajuda.
      Uma coisa é perder-se o benefício por razões de rendimentos. Mais que justo, se ganho mais, não beneficio. Outra coisa é
      o que referi acima.

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    12. Isa, por essa ordem de ideias os acordos não poderiam acabar nunca. Além do mais, parece-me (não tenho a certeza que não segui os protestos com muita atenção, mas parece-me), que não vão de repente retirar os miúdos todos dos colégios. Estes não podem é abrir novas turmas. Não estamos a falar de transferências massivas, vindas no nada.

      E desculpe mas não concordo de todo com esse argumento, quem passou a pagar portagens nas scuts também não achou justo, quem viu a idade da reforma aumentar idem e poderia continuar com mil exemplos. As coisas mudam, às vezes as mudanças causam transtornos e não gostamos delas. Mas o que não é de todo justo é haver uma escola pública semivazia porque em tempos foi necessário fazer um acordo com a privada e agora já não é. Não é justo eu, enquanto contribuinte, pagar os custos da escola pública e em cima disso as ajudas a quem não tendo rendimentos prefere o privado.

      O direito de escolha, a existir, tem de ser extensível a todos os cidadãos e não apenas a alguns. Só que isso não pode ser porque implicaria que muita gente optasse pelo privado. E sabe o que faz o privado quando a procura é maior que a oferta? Sobe os preços e selecciona os clientes. Lá se vai a inclusão, lá ficam as públicas que sobram (porque muitas fecham por falta de alunos) com os putos que ninguém quer. Posso estar errada mas não acredito que a coisa pudesse funcionar nestes moldes.

      Eu vi pais a refilar porque os meninos iam perder as actividades extra-curriculares que tinham à borla. Caramba, que as paguem como eu pago as dos meus. Em alternativa têm o desporto escolar que é bem dado e tem um leque de variedade super alargado.

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    13. Eu não ouvi nada com muita atenção, as opiniões que aqui deixo são somente baseadas nas experiências que tive durante o tempo que as minhas filhas numa privada.
      Ó Picante, claro que se ouve de ambas as partes as maiores barbaridades. Claro que há injustiças maiores e bem mais graves do que estas, mas estamos a falar deste assunto, não é?

      Não sei o que faria o privado nessas circunstâncias, mas se assim fosse, as eventuais ajudas estatais teriam que ser estabelecidas de outra forma, ou teria que ser imposto um limite às mensalidades ( o que até nem era má ideia). Não sei.

      Por outro lado, fico aqui a pensar porque caraças debandaria tudo para o privado. Acha mesmo que sim? Olhe que duvido.


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    14. Acho que muita gente optaria pelo privado, sim. Infelizmente ainda há muito a ideia de que o privado é que é, que o público não presta.
      A questão é que somos um Estado Social que garante a educação. Pode-se pensar na reforma total, em alterar drasticamente a situação mas não é isso que está em cima da mesa.
      A discussão gera-se sobre fazer ou não sentido o Estado subsidiar ensino privado, quando há oferta no público a uma distância razoável, oferta essa que sai a todos os Portugueses mais barata. E a meu ver não faz sentido.
      O facto de as pessoas não gostarem porque preferiam o privado, lamento mas não pode ser critério de decisão.

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    15. Picante, concordemos em discordar.

      Se não é o que está em cima da mesa, podia passar a ser e ir-se com o assunto até à raiz.

      Como disse, mudanças têm que haver. E nisso, concordo em absoluto.:)

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  2. Pá, o que eu gostava mesmo de saber é quando é que eu vou começar a receber a minha parte enquanto contribuinte, cá nas minhas merdas que me -supostamente- pertencem ou deviam pertencer.

    É que já me ando a chatear um bocadinho com esta merda toda, han? Nada de abonos, nada de subsídios, nada de caralho nenhum, nada de taxas moderadoras simpáticas, nada de benefício nenhum, nada de escalão nenhum nada de merda nenhuma!!!
    Quando é que as Marias Capazes entram em acção, hmm???

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    1. Aquilo nem sequer devia chamar-se "subsídio", pra que não desse azo a ser confundido com os subsídios propriamente ditos, que andam a ser beneficiados por (e agora vou atirar ao ar) digamos, 3/4 da população que nem fode nem sai de cima.
      Estou ali num debate bastante aceso - e que pra não variar merda nenhuma, não vai chegar a porra alguma - sobre a questão do meu post. Já falou de tudo, menos disto.

      Não tens regalias estatais? Olha que merda ... Vais ver que é porque declaras coisas ao Estado e calhando não devias.

      Já tentaste apelar à Constituição? É que no caso em discussão, está lá bem explícito que o caso em discussão é aplicável, mas há quem entenda que não. Pode ser que em argumentando do mesmo, chegues lá.
      (Se chegares, guarda uma beca pra mim, ok?)

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    2. Quer dizer... eu até nem queria, mas o meu patrão insiste, aquele grande cabrão, diz que tem de ser e eu digo, pronto, está bem.
      E entretanto pago o colégio dos putos sem a ajuda de ninguém -snif- nem de um estado que, caralhos ma fodam, também ajudo a manter -e pelos vistos ajudo bem, né?.

      A minha mãe -outro exemplo fantástico. O meu pai faleceu, né?, então recebe lá a pensão dele. Não trabalha porque tem problemas de saúde, porém não são suficientes -segundo estes conas- para ter direito a uma reforma por invalidez. Mas é nova para reformas.
      Maneiras que não pode contar com o estado que toda a vida lhe foi ao bolso.
      Mas tem de contar com os filhos que não podem contar com mais nada.

      Olha, até fiquei tonta.
      Vir ao teu blog dá nisto.

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    3. Não recebes nada do Estado (na escola dos petizes), porque ainda estão no infantário e isso (acho) que não conta como escolarizar as pessoas.
      Posso dizer-te que a minha mais velha está inscrita desde os 9 meses de idade num da Misericórdia (que não é Estado,atenção, mas tinha uns preços razoáveis que eram também avaliados de acordo com os ordenados dos pais), e até hoje ainda não recebi resposta nenhuma deles.

      Depois não receberias, cao fosse privada mas não tivesse o tal acordo com o nosso pai todo poderoso, ou se, de acordo com o teu IRS, o pedido não fosse aplicável.
      (Porque ainda há esta questão, só recebes, se for aplicável, e até hoje não ouvi ninguém indignado por não beneficiar da mesma quota de investimento que o estado aplica a um estudante da pública, quando nessas condições, porque devem assumir que, se realmente podem, o estado não tem nada que estar a contribuir)
      Poder-se-ia pensar que essa contribuição seria direccionada pra outras vertentes, como a que acabaste de referir, por exemplo - só mais uma entre outras tantas - que, essas sim, são verdadeiros escândalos.

      A minha mãe, que está como se sabe, também não recebe mais nada por estar como está. E, como sabes, as despesas inerentes à condição dela e que ultrapassam em muito a reforma dela, também são suportadas pelos filhos.


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  3. Estás, portanto, a defender um modelo social que não é o nosso, certo? (no modelo que temos não faz qualquer sentido, por exemplo, que se não quiseres ir a um hospital público, o Estado te "comparticipe" uma consulta no privado (existindo no público essa mesma "oferta"... aplica-se o mesmo ao Ensino Público. Ou defendes que o Estado deve providenciá-lo, ou não. Se achas que sim, querendo optar pelo sector privado, pois faz todo o sentido que o PAGUES)

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    1. Sabes que se escreveres tudo em minúsculas, eu percebo-te na mesma, né?

      O estado deve providencia-lo, mas não o providenciou, daí a existência dos tais acordos. Da mesma forma que o estado encaminha para o privado uma consulta cuja especialidade esteja por qualquer razão em défice,e comparticipa, penso que com o as escolas deve fazer o mesmo.
      No entanto, mesmo que o estado tivesse providenciado escolas públicas que abarcassem toda a procura, e ainda assim se optasse por uma privada, não estou a ver o busílis de comparticipações estatais, uma vez que, em termos práticos e já que essas comparticipações são feitas de acordo com o rendimento de cada um, se calhar até lhe saía mais barata a comparticipação nos gastos de uma privada, em relação aos eventuais gastos da mesma criança, cujos pais tivessem o mesmo rendimento, e estudasse numa pública.

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  4. "Ora, se eu quiser que o meu filho continue na privada, porque caraças não poderei usufruir do que o Estado suportaria com ele numa pública, uma vez que, obviamente, assumo o excedente?";

    "não tem o Estado (portanto, nós), o mesmo custo que teria com a mesma criança, numa escola pública?"

    Obviamente que a resposta é negativa, no modelo que temos, e creio que não precisas que te expliquem porquê.

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    1. Por acaso preciso. E sobre isso do "modelo que temos" que repetes afincadamente, também gostava de esclarecimentos, sff.

      Se a resposta fosse tão obviamente negativa, penso que não estaria instalada a presente celeuma. Como está, há por aí uma obviedade qualquer que se me escapa, sendo que contudo, adoraria resmas conhece-la.

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  5. Oh Isa, agora a sério. A educação (a par com outras coisas) deve ser facultada pelo estado e deve chegar a todos.
    Naturalmente, podemos compreender que num local mais ermo não exista uma escola pública, porque na realidade até só lá há meia duzia de alunos. Torna-se portanto mais barato pagar a um privado para que os miúdos lá andem.
    Também acontece nalguns locais mais centrais, aí não tanto pela falta de alunos mas por falta de verbas, noutros tempos, p se construir uma escola pública e suportar todos os custos inerentes à mesma.
    Se o estado pegou em dinheiro dos contribuintes e ali em alguidares de baixo criou um agrupamento escola todo catita, novas instalações, capacidade para 250 alunos (que são os que existem ali na zona) e paga aos professores e auxiliares para lá estarem, em circunstância alguma sairia mais barato ao estado continuar a pagar (ainda que só uma parte) de metade desses alunos no privado.
    Só compensa sub contratar quando o investimento não compensa a contratação, depois do investimento feito...
    Todos sabemos que sub contratar sai sempre mais caro. Uma empresa paga um pequeno balúrdio a empresas de trabalho temporário (realidade comprovada) chegam a pagar 2000 euros por um funcionário que recebe 1000. Porque não o contratam directamente? Pq isso implica custos ou perda de benefícios de outra forma (burocracia que as empresas não querem ter, bem como liberdade para os meter a andar qd lhes apetecer), logo compensa-lhes.
    No dia em que deixar de compensar, n tenhas duvidas que as empresas de colocação de pessoal vão com o caralho.
    Só se justifica alugares um carro se o vais usar poucas vezes e n queres ter os custos fixos. Assim que o começares a usar diariamente compensa comprar o teu!
    Aqui, crio a minha escola (estado) tenho lá os meios, os meus. Já lá estão e vão ser pagos. Vou continuar a pagar aos outros, porque??

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    1. Não me esqueci de ti, hã? :)

      Dito dessa maneira, até acho que tens razão. Mas continuo a defender a participação estatal no privado. Há paises bonitos onde isso acontece, e aquele pessoal parece que se dá todo bem e tudo.

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    2. :)
      Eu tb não defendo que não possa haver, mas não se isso implicar uma despesa a dobrar para os contribuintes.
      Além disso claro que acho que pode haver um período transitório (que em boa verdade é o q se pretende fazer, acabarem com a abertura de novas turmas, não expulsar de imediato os que já lá estão).
      Sou completamente a favor de manterem as situações em que não há alternativa viável, agora com uma escola pública, a funcionar, a 500 metros do privado...por essa ordem temos de dar essa opção a todos, e isso iria apenas destruir o bem público (e andar a mandar dinheiro p o galheiro)

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  6. Eu estou contigo Isa! O problema é que a maioria do pessoal olha para a escola como algo que foi construído, tijolo sobre tijolo... ah e tal tem excelentes condições, gastou-se lá tanto dinheiro e as pessoas continuam a preferir a escola privada?! Pois continuam e é simples de explicar porquê, porque a Escola Pública padece de um mal, uma doença que tem alastrado ao longo dos anos e parece não ter mais fim, a que se dá o nome de Fenprofinite Aguda! Um monarca (é-o porque só na monarquia é que alguém está mais de 20 anos no "trono") que já não se lembra como se faz uma planificação de uma aula, que tem um lugar de efetivo numa escola, tendo o Estado andado a pagar há mais de 20 anos um professor contratado para substituir sua Excelência, esse cabecilha que está a trabalhar afincadamente na organização de uma manifestação (e nisso ele é doutorado, em manifestações e greves) em defesa da Escola Pública, o que não deixa de ser curioso e um paradoxo de todo o tamanho se pensarmos que é a organização que ele encabeça a que mais tem prejudicado a Escola Pública!!!
    E não me venham com a história que no Privado há seleção de alunos, porque é no Público onde eu vejo mais isso, eu não sou livre de escolher a Escola Pública para o meu filho. A qualidade das Escolas Públicas não é homogénea, assim como não é a das Escolas Privadas, todos sabemos isso! Eu falo das escolas na minha cidade, há uma Escola Pública que já foi vencedora do ranking das escolas por várias vezes, como não fica na minha área de residência não posso lá colocar o meu filho, sabendo no entanto que grande parte dos alunos que lá estudam também não moram naquela área, são lá colocados através de cunhas e do esquema famosíssimo das moradas falsas! E já não vou falar do método de constituição de turmas, são escolhidos a dedo os melhores alunos para as turmas que ficarão a cargos dos professores com mais anos de serviço, atenção que não são os melhores professores, são os andam lá há mais anos a coçar a micose com a bênção do Rei Mário I!!!

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    1. O problema é que temos instalada uma guerra pública vs privada ( com cores e tudo, imagine-se) e não é de todo esse princípio da questão. Pelo menos, o da minha questão.
      Já ouvi opiniões de quem estudou e leccionou na pública a dizer horrores, já li sobre o que estes acordos com as privadas propiciam em termos de negociatas, partilho da tua opinião quanto aos aspectos que mencionas sobre as públicas e privadas, as opiniões dividem-se, argumenta-se com bases para isso ou sem elas, o que significa que haverá muito a considerar e refazer sobre mais este aspecto da nossa linda sociedade, e mais à politização que jaz por detrás de absolutamente tudo.

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  7. Mas n resisto a partilhar, https://www.facebook.com/manifesto74blog/videos/1010405085674659/

    O buller, opaaaaaaa o buller.

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    1. O buller está fantástico.:)
      A pergunta do repórter às estrangeiras é muito generalista.
      As pessoas deviam ter mais argumentação que aquela.

      A politização de decisões destas, penso ser do pior que há.

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    2. Opa caga nisso e concentra-te só no buller, é tão bom! :))
      Ah e tb gosto do tipo q tem o filho na Suíça "tive de lhe carregar" ahahahah
      Claramente as pessoas tb devem ter sido escolhidas a dedo. E se são todas assim...oh deus, vou masé fugir do país!

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    3. E os nervos com que o senhor diz aquilo? E o cuspe nos cantinhos daquelas bocas? E o "não houve eleições!" ?

      Porquê, Stª Teresinha dos Desprevenidos ... Porrrrrrrrrrquê?!, Porquê nós??

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