sexta-feira, 27 de maio de 2016

Despreconceito

 - Que não tem ou não demonstra preconceitos

Exemplos: 

1- "Tu e o teu amor lésbico"

Óbvio que é preciso especificar por quem e em que contexto de género se desenvolveu um amor. Se for "normal", só se diz "o teu amor". Se for entre pessoas do mesmo género, naturalmente, tem que se realçar esse facto. 
(Por uma questão de estatísticas, como facilmente se perceberá).


2- "Eu não roubei o marido a ninguém!"

Deve-se gritar a frase, aleatoriamente, sendo verdade ou não, e sobretudo se não for, para garantir que nunca o será. 

Nota: Numa sociedade como deve ser, as pessoas recorrem ao empréstimo de maridos à hora. Sempre se vão criando amizades, com  a ainda mui auspiciosa vantagem de se usufruir  só da parte fofa, e ganharem-se uns trocos. 
 


3- "sendo que nós éramos da mesma idade, (ele não era uns 20 anos mais novo que eu, ou seja a proximidade de idade é referida como ponto de referência para termos os mesmos interesses, os mesmos gostos, gostarmos dos mesmos bares e assim, termos cumplicidade, algo muito importante em qualquer amizade)"

A diferença de idades deve ser sempre referida em qualquer conversa e sobre qualquer relação. É importantíssimo, porque pessoas com um hiato de idade assim pró grandote, não devem conviver sob hipótese nenhuma, por uma questão de falta de assunto. Pessoas com amigos de faixas etárias diferentes, devem ver-se livres deles o quanto antes. Não há rigorosamente nada no mundo que,interessando a uns, possa interessar a outros.      
O aparelho estatal até está a pensar decretar uma Lei que estabelece horários para cada faixa etária sair à rua, sogadita, sem correr o risco de tropeçar num assunto/interesse em comum com outras e no futuro, prevê cidades para cada uma delas.   

4- "termos cumplicidade, algo muito importante em qualquer amizade".
 
Sim. MAS! Desde que os envolvidos não tenham uns 20 anos de diferença, que nunca é demais referi-lo. 
  
De resto, é perfeitamente normal e aceitável oferecermos os nossos préstimos a um vizinho (desde que da mesma idade e desde que goste dos mesmos bares) desvalido de sua mulher que está hospitalizada, porque isso dá azo ao ganho e usufruto de cumplicidades. Se ele demorar 1 mês a dizer do paradeiro da esposa, deve-se insistir com cafés da manhã, empadões ao almoço, pastelinhos de nata ao lanche e canjinhas à noite, até ele se desbocar. 
Se a sogra reclamar, use-se o krav maga.    
Também se deve frisar com muita veemência o quanto se fez pelo casal (fica bem, é de bom tom, abrilhanta qualquer centralina), e o estado civil do prestador de serviços, para, em caso de um qualquer preconceito se armar aos cágados, o prestador poder dizer: "Sou solteiro/a!", e ilibar-se de qualquer hipotética - e maliciosamente atribruída - culpa. 

Nota: (Um/a solteiro/a pode ter cumplicidades ditas desinteressadas com casados/as. Casados/as com casados/as é que .... hummmm...) 
     


 5- "esse ar de acusação não se volta a repetir sua preconceituosa da treta".

Alerta vermelho: 
Não confundir com os pontos 1, 2 e 3, que, como já se explicou, são, em sociologia, o exactamente oposto ao que diz o ponto 5, ponto este que está directamente ligado  ao ponto seguinte. 


6- Deve-se usar e abusar de comentários forjados, no sentido de se dar livre expressão, em respostas,  à índole de cada um e/ou ao que se tem pra deitar fora, quando se estiver aflitinho pra se dizer algo e não se der com a casa de banho.  

Cada um mija onde e como quer, que afinal de contas, somos todos Charlie.



  

  

   
   
   

13 comentários:

  1. Ahahahahahahahahahah :D Tão bom :))))
    Fico é aqui na dúvida do que será mais fácil... montá-la ou desmontá-la? :P

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    1. Eu fico com a segunda opção, sff e obrigada :P

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  2. Por acaso quando li o comentário da diferença de idades pensei no mesmo.

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    1. Foi escrito com essa intenção, Mirone.

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    2. Sabes que acredito mesmo na teoria dos comentários forjados.
      Repara que durante imenso tempo só aceitava comentadores "logados", e mesmo assim havia comentários que ela dizia que não aprovava por serem ofensivos.
      Depois, vindo "do nada", não só aceita comentadores anônimos como aceita comentários ofensivos, para depois poder abordar os temas que de outra forma não seriam puxados, como por exemplo o da diferença de idade, etc.
      Há pouco até publicou um a chamar-lhe nomes. Tanta censura para umas coisas, inclusive com avisos a dizer que comentários ofensivos não são publicados, e depois, muito convenientemente, há uns que escapam ao crivo da moderação.

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    3. Bom, se já não semeia em propriedade alheia, em algum sítio há-de ter que semear.
      De acordo com o que lhe li, abriu a anónimos, para alguém lhe ir lá agradecer a divulgação do seu blog, porque parece que só assim é que alguém da Sapo tem acesso a comentar em blogs do Blogger (sério que estas lógicas merdosas até me dão sono), e depois esqueceu-se de fechar de novo. De qualquer modo, ficou registado o aviso antecipado, não se fosse estranhar a mais uma incoerência.

      E depois, o que dizes. Aparecem comentários supostamente atribuídos a terceiros, que se estão mesmo a pôr a jeito, caem que nem ginjas, 'bora lá aproveitar pra mandar mais uns recadinhos que não se podem dizer abertamente, porque lá está, isso contrariaria a pseudo-postura de paz e amor.
      Mas, claro, igual a ela própria, tropeça sempre nos próprios pés.

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    4. Vamos fingir que acreditamos que ela se esqueceu de fechar os comentários a anonimos. Mas a moderação mantém-se, ela tem sempre a possibilidade de não publicar, mas prefere aproveitar a boleia para mandar os bitaites do costume.

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    5. Fui eu a causadora da tal abertura.
      Obrigada, obrigada, podeis voltar aos vossos lugares, obrigada pelos aplausos.
      Pensava aquele abrunho que a Chic, aquele portento de sentido de humor, ia ficar furiosa com o meu post das pilas e então dedicou-lhe um post para a arrebanhar. Ora, como parece que não conseguia comentar lá naquela merda -só quem está vacinado contra a raiva consegue- vai de abrir.

      Depois os outros é que fazem lavagens não sei do quê.
      Isto é tudo muito complexo para mim, a Carla é que lhe consegue tirar a pinta.

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    6. Eu acho importante o investimento que a catraia faz, no sentido de coleccionar "amigos". É importante, na medida em que se pode observar como o faz ( o resto imagina-se e sem grandes esforços, diga-se de passagem), mas também, como já referi anteriormente, porque nos oferece, naquela barra lateral de onde saem os comentadores activos (sem esquecer os passivos), um leque muito interessante de Pinkipédias, cada uma na sua versão.

      A Carla é absolutamente divina. Acho que estou a desenvolver um amor lésbico por ela.

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  3. Olha agora... descobri que sou uma fora da lei, já namorei um cachopo 10 anos mais novo. Shame on me!!

    Isa B.

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    1. Eish ... Isa B.! Pá! 'tão?? :P

      E gostavam pelo menos da mesma comida..? Dos mesmos programas de TV..? Filmes..?

      Porque bares... naturalmente que não frequentavam os mesmos.


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  4. Tão bom Isa.
    De facto, não é nada preconceituoso assumir que só pessoas da mesma faixa etária é que têm gostos comuns, nada...

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