5 de abril de 2016

Poesia artificial


«Na prática trata-se de um sistema informático inteligente que se apoia em redes de palavras, relacionadas de acordo com os seus sentidos, e em padrões de versos, obtidos a partir da análise de poesia escrita por humanos, gerando a partir daí poemas em língua portuguesa sobre as mais diversas temáticas.
Agora, com a entrada no Twitter, "o sistema começa por obter os últimos 'tweets' que mencionam um assunto muito comentado" e, "a partir daí, efetua uma contagem das palavras mais usadas, retira o que considera ruído e utiliza os substantivos, verbos e adjetivos mais frequentes como ponto de partida para gerar novos poemas, de forma completamente automática", explica o seu criador.»

sinto-me tentada a deixar aqui dois poemazitos inspirados em alguns dos assuntos pra lá de entusiasmantes, focados por gente pra lá de interessante - referências, mesmo -  desta blogosfera.


Poemazito #1

Dicas Critérios Pai Audi
Incha-me Tesão Pobrezinhos
Algarve Lisboa
Sociologia Duas
Mudança Ai Vocês
Venda do Pinheiro
Sou Boa
Diferença




Poemazito#2

Livro Mulheres 
Problema Saudades 
Medieval 
Verne
Impressionista
Impressionar
Pirex
Cha-cha-cha





Pronto. Big deal. Ondé que recebo, e quanto?

  
  

11 comentários:

  1. É caso para dizeres, como diz uma amiga minha:

    "Sou natural, a poesia em mim é que é artificial"

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    1. Ah tigresa, ah fadista!, para a tua amiga, que não é todos os dias que uma pessoa tem essas noções de auto-conhecimento.

      Aposto que foi a Carla, aquele quindim mai gotôso.

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  2. Finalmente, algo útil e belo a partir do twitter. Há contas que, enfim, é uma pena estarem ao abandono, dariam poemas lindos!

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    1. Verdadeiros apelos ao sentimento. A qualquer sentimento.

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  3. Em teoria, eu deveria ser veementemente contra este tipo de artificialismos, mas dado o que leio por aí, e a forma como algumas criaturas usam e maltratam a linguística para traduzirem a sua diarreia mental em literatura, acabo por ser completamente a favor. No caso delas e em substituição das mesmas.

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    1. Não sejas tão radical, pá...
      E depois, quem é que nos divertia?

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  4. Não percebi o conceito dessa cena que entra pelo Twitter, mas gostei dos poemas, para bens! Beijo na alma.

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    1. ahahahahahahaha!

      Obri gada, JJ. Pega lá um amasso (te)!

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  5. Pronto, agora também me inchou a veia poética, espero que na te importes que escorra aqui um bocado.
    Então aqui vai

    Ti Órora
    Ti Órora
    Cú pra dentro
    Cú pra fora
    E a zorelha zabana re

    Podia continuar, mas sinto como que uma aurora boreal a excitar- mas atenções . Mas é lindo, dar comigo a estaszoras com estes pensamentos

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    1. Mimporto nada, pá!

      Que maravavilha, que mimo! O sentimento, o fulgor... caramba que temos artista!

      Espero que edites qualquer coisa rápido, que estou aqui em ânsias pra um livro teu na minha mesinha de cabeceira, hã?! E faxavor de agradecer os "direitos de autor" à excelsa fonte desse tão bem amerdalhar.

      Cá jinho, vá.

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    2. * "Maravavilha", é uma maravilha maravilhosa.
      Ok?

      Inventei há beca. Põe lá no "M" do dicionário e usa com carinho.

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