17 de abril de 2016

Coisas que mexem comigo de diferentes maneiras

O esterco da Humanidade. Os que prostituem a alma, e se vendem por 2 minutos de atenção. Os inseguros de suas identidades. Os queixosos dos seus percursos de vida, que atribuem constantemente ao Mundo, as injustiças de que se sentem alvo. Os que, convictos de inviolabilidade de um écran, um nick - ou vários - de uma figura paternal - ou outra - se esventram em harakiris sem honra. Os dependentes emocionais. Os que, à falta de coluna vertebral, usam nádegas e mamas para garantirem o seu lugar em qualquer lugar. Não o sustento, mas uma merda de um lugar. Um spot. Um "palco". ( "Palco", que pela grandiosidade do significado, se iludem pisar. "Palco", que lhes foi dado à nascença, e que trataram de fazer dele um bastidor de ruelas escura e escusa. Onde todo santo dia tratam de deitar mãos à obra, para o tornar ainda pior). Os que não sabem ser alguém, por si. Os que manipulam, engendram, mentem, e exigem respeito. Os que não merecem o chão que pisa a puta que o é, porque para provir aos seus. Não merecem pisar o chão onde jaz o excremento de um animal. Não merecem o chão que pisa o menino de rua. Que o é, esse sim, pelas injustiças da vida. Mexem comigo os chorões. Os que assumem ser-lhes garantida merda que seja, só pelo facto de respirarem. E reclamam. E batem o pé. E sujam tudo à sua volta, com as suas lágrimas mentirosas. Promíscuas. Infindáveis. Chatas. Barulhentas. Os que volta e meia anunciam que ajudaram um sem-abrigo, crentes de que a sua obrigação, por artes mágicas, se torna assim numa espécie de manto de generosidade, que os envolve, lá no "palco" onde moram. E querem aplausos. De facto, é só mesmo o que querem: aplausos. Dos outros. Porque é mais fácil. Porque nunca aprenderam a arranca-los de si mesmos. 



E depois, isto: 
              






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