2 de janeiro de 2016

Um bom ano

 Aos que conseguiram sobreviver às festas sem desatar ao estalo a tudo o que mexesse. Aos que engoliram em seco perante tanta hipocrisia, e, fazendo das tripas coração, ainda ficaram a considerar se será que se percebe o que realmente se está a fazer. Muito em particular, bom ano aos que em compreendendo que não, não se percebe e que de facto, nem se quer perceber, conseguem conservar os índices básicos de sanidade, de forma a sorrir, quando respondem " Ahh.. obrigada, Para si também...", em resposta a um desejo de bom ano, quando acabou de ler as notícias e confirma que não, não pode ter um "bom ano", porque a fome continua, a guerra também e está agora mesmo a passar por um mendigo, na rua - que deve ter ficado de fora nas listas para os cabazes de natal - contrariando a ilusão imposta pela época, de mesas fartas, tudo irmão, e tudo feliz. 
De resto, vão, ou já estão, aí os saldos. Época onde se poderá constatar o quanto nos amamos e queremos bem, o quanto validamos a tão só presença física do semelhante, quando o abalroamos, porque queremos aquela camisola giríssima, que aguardávamos em espasmos, descesse de preço.
É praticar a arte da observação. Tudo o que se precisa, é da prática efectiva da arte da observação, e permitir que as suas conclusões nos toquem no mais fundo que sabemos de nós, e depois deixar que fluam as conclusões. Bom ano para esses. E força, muita força. 


PS:De resto, e blogosfericamente falando, tudo leva a crer que o Pipoco, este ano, sempre fode. 
Deus existe. E é Pai.





     
 

20 comentários:

  1. Bateste no ponto! Lá mesmo, mesmo no centro! No ponto mais nevrálgico de todos, o ponto das minhas reticências.
    Bom ano para ti e para esses todos que aqui contemplas. Que fique também a observação.

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  2. Anda-se a bater neste ponto há que tempos, pá.
    Um tarado sexual não bate tanta punheta quanto este ponto já foi batido, e tem sempre mais sucesso..:P

    Obrigada. Que a Força esteja contigo, Isabel.

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  3. "não bate tanta punheta"

    Digam-me por favor que não comecei o ano a ler esta merda.

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  4. Realmente, és capaz de ter razão. As minhas desculpas a ti, e ao eventual leitor que passe por aqui os olhos nesta época de Jesus, amor, céu azul e somos todos um, em que uma pessoa tem que elevar o nível do léxico, de modo a não ferir a sensibilidade do pessoal que fala, ou tenta, o equivalente à exorbitância de uns Jimmy Choo (foda-se qu'aquela merda é cara pra caralho), discursa em brioche francês ao pequeno-almoço e trufas ao almoço.
    Realmente fui inconveniente. Maçada.

    Masturbam-se. Pronto.

    Deixemos a brejeirice pra depois do dia de reis.

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  5. Eu estou desconfiado perante 2016, acho que vai ser um ano de merda. Não é o que eu desejo, mas é o que os meus intestinos dizem, e olha que já são muitos anos a ouvi-los. podia agora contar a estorinha do cú que queria ser chefe, para tornar mais credível esta visão, mas não vou gastar caracteres com o óbvio, deixo só o aviso, verifica que o autoclismo está preparado para mais 364 km.

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  6. "cÚ", caralho? (Sim, já me enervaram), quando é que aprendes a escrever, ó trolha de trazer por casa?
    Enerva-me esta merda de não saberem escrever brejeirices correctamente, que querem?
    Depois a autora desta merda deste blogue, uma ousada do caralho, que abre o ano com um post a falar sobre a Ivete, pá, a sério, faz um favor a ti própria e fecha isto.

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  7. Se abro o ano a dizer "punhetas", ai que jesus, ai que não se diz, se falo da Ivete, é porque não sei quê e mais que não sei quantos. Porra. Que uma pessoa
    nem a um Domingo tem sossego.
    Pra já, o ano já tinha sido aberto, depois, o post sobre a Ivete foi recolhido a rascunho, porque achei que precisava de mais qualquer coisinha. (Não é todos os dias que se vê uma gaja, em cima de um palco e em plena actuação, a interromper a mesma pra perguntar ao marido "quem é essa" - com quem, aparentemente ele estava de converseta enquanto a mulher dele trabalhava, e com quem ele estava com "assunto pra caralho", na opinião da artista. Se ainda não viste, vai ver que vale a pena).

    Depois fecho esta merda é masé uma merda. Deves pensar que lá porque me descobriste mandas em mim, mas estás enganada, que eu cá não cedo a pressões psicológicas. Sua orca.

    Por último, deixa lá o janado expressar-se como quer, que mania de te armares em corrector ortográfico. O cu dele tem acento. Pode? Dá licença?
    Ou já não é digno de se sentar em cadeiras reais, tipo as de uma conceituada livaria ou assim, só por isso?
    Lá a ver.






    Junkie, quando acabares, descarrega o autoclismo e fecha o tampo da sanita, sff.

    ( O quentidade de vezes que já te pedi pra teres atenção ao que enrolas e fumas, pá, foda-se, francamente. Era ao contrário: o oregão era prá comida, a outra plantinha é que era pra isso. "pérolas a porcos" vai ser o titulo da minha auto biografia).

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  8. * E

    (A quAntidade de vezes...)


    - Rectifico, porque tenho muito medo que alguém pense que não sei escrever, que não me ache inteligente, ou assim...

    Só de pensar nisso, deprimo.




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  9. Vi.
    Por isso é que disse que abrires o ano a elogiares uma gaja que se sente insegura ao ponto de interromper o próprio trabalho para perguntar ao marido quem era a mulher com quem este falava, não me parece prestigiante, mas aposto que esse não é, nem nunca foi o teu objectivo.

    Mas vá, faz lá o postinho dessa gaja a quem chamas mulherão ou que caralho lhe chamaste.

    Fico à espera.

    Aqui.

    Morta de curiosidade.

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  10. Como é que leste o meu grandioso post - que passou logo a rascunho, e que foi postado só para eu verificar se aquela porcaria dos links estava mesmo a funcionar - é coisa que me deixou aqui,em profundo ergo sum, por alguns segundos. Odeio estes estados. Fazem-me dores de cabeça.

    Exactamente pelo que disseste, é que guardei as minhas considerações. Pá, se por um lado aquilo é perfeitamente denotativo da tal insegurança, por outro, ontem achei que era de gaja. Depois fiquei a pensar no quanto lhe custará, tanto em termos pessoais quanto de carreira, isso de ser de gaja. Os fãs adoraram e parece que a apoiam. O que não invalida o acto em si. Se por um lado eu ache que o marmanjo devia era ter sido corrido dali por um segurança ou assim, uma vez que estava a destabiliza-la ao invés de a apoiar, dando a devida atenção à razão que ali o levou, por outro, sou pelas coisas a serem chamadas pelos seus nomes. Não se sabe se aquilo foi só uma insegurançazita, ou se um ponto final em qualquer coisa derivado de muitas inseguranças. F
    oi, de certeza, muito mau para ela, quando me apetecia era que tivesse sido péssimo para ele.

    Enfim. Relações e os seus meandros. Percebe-se assim, que haja por aí montes de gente a dizer que "é complicado", e percebe-se assim o quão mais fácil é falar-se de gotinhas pra narizes entupidos. Ontem percebi-a. Hoje, percebendo-a, apetece-me bater-lhe.

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  11. Como li é um segredo meu que, como é óbvio, não vou revelar.
    O ourives diz-te como fez o mais lindo dos broches?
    Lá está.

    Os fãs adoraram porque são parvos. Se fosse outra era enxovalhada. Mas a Ivete é Diva, tudo pode, tudo é permitido, sabes como é.
    Devia ter sido corrido, porquê? Porque estava a falar com uma mulher? E que tal Diva Ivete mandar fazer uma jaula à medida de seu esposo? Melhor! Fechá-lo à chave no seu camarim enquanto canta?
    O simples facto de o marido estar presente, por si só, já é sinal que a está a apoiar.
    O que quer que hipoteticamente tenha acontecido, tinha-se resolvido no intimidade do lar.
    Se eu fosse a gaja tinha sim subido ao palco para madame diva me dar as prometidas.

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  12. "Devia ter sido corrido" a mando (ou pedido) dela, uma vez que a situação a incomodou, no sentido de evitar o que aconteceu.
    Devia, por ela, e não pelo que ele eventualmente estava a fazer, que isso não se viu e só se sabe pelas palavras dela.

    Os fãs adoraram porque são fãs. Todo o fã, assim desmesuradamente fã, é parvo, quanto a mim, que isso de se endeusar seja quem for, não acho muito saudável.

    Por acaso tentei por-me no lugar dos dois ( Ivete e marido) mas no da outra moça, não. Acho que das partes envolvidas, e uma vez que estamos a falar de gente com projecção assim tão pública, haverá de ser a única que, de alguma forma, há-de fazer por beneficiar da situação.

    Não vi o que ele fez, mas acho que a simples presença do companheiro não significa apoio. Não significou, aparentemente. Não vi, não se sabe se ele foi mesmo ausente nesse apoio, ou se foi um acesso de ciume, que como se sabe, é sempre irracional. Acho é que hoje, ambos concordarão que o melhor mesmo era ele não ter ido.

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  13. Ela é a figura pública. Ele acho que, além de menor, é PT ou nutricionista ou lá que merda é.

    Ela deve exemplos à sociedade.
    Ela que seja um exemplo para a mulher, neste caso, brasileira.

    Um exemplo de emancipação, de independência, de segurança, de discernimento, de elegância, de inteligência, da tal personalidade que falavas no teu não-post, de tudo quanto seja um orgulho numa mulher.

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  14. Sim a tudo, excepto àquilo do "não-post", a menos que esteja a ser referido com esta desconsideração, por não ter sido postado em modo definitivo. Aí, é sim também a isso.
    Caso contrário, ainda te cuspo prás vistas, fartinha de humilhações que eu ando, foda-se.

    Ahahaha! "Menor". Nós mulheres somos do piorio, em relação a diferenças de idade. De facto, em relação a praticamente tudo, sobretudo se o tudo envolve outra gaja.
    O mané tem acho que 30 anos. E é nutricionista, sim. E "ou lá que merda é", também.

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  15. Não-post, porque foi como que um post-aborto. Ias para pari-lo, amamentá-lo, criá-lo e quando o gajo tivesse asas, havias de o deixa-i-lo ir, mas páginas tantas arrependes-tes-tes e abortas-te-ze-o.

    Tão o gajo não é menor? Olha que parece, pela foto que vi. Foi um elogio, que cada um como a fruta com a maduração que prefere.

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  16. A cena dos filmes "get a room" aplica-se aqui.

    Não entendo o namoro sobre coisas não publicadas nem a polémica sobre a auto-ajuda manual. Enfim, cenas de gajas. exclusivamente.

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  17. Hás-de ter muitos amigos, tu, hás-de.

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