quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

« Afirmou ainda que "caiu em cima dela e que o seu pénis pode ter penetrado na vagina dela".»

Acidentalmente. (Óbvio).

Ela diz que não foi consensual e tinha vestígios do sémen dele. O Eshan tenta explicar que pode ter sido muita coisa, mas violação é que não foi. Da muita coisa que pode ter sido, alega agora o supra citado. O Eshan é um homem inteligente. O Eshan sabe das coisas. O Eshan sabe - porque tem 46 anos e isto é muito ano a virar frangos - que não há impossíveis. [Quando muito, há improváveis, mas esses também se desmistificam]. Vejamos:   
Sobre o sémen, pois que pode ter sido porque ele o tinha nas mãos, uma vez que acabara de ter sexo ali no quarto ao lado, pois que pode sim senhores. Pode. Não está escrito em lado nenhum a obrigatoriedade da higiene após sexo, e se uma pessoa quiser andar pela casa, quintal, jardim, abrir portas, fechar gavetas, ajeitar o paninho do psiché, ou até cumprimentar o carteiro com as mãos cheias de sémen, pois que está no seu direito. O espaço é dele, se ele quiser enche aquilo de sémen e ninguém tem nada a ver com isso. 
Se quando o Eshan  passou pela sala (talvez em direcção  à cozinha pra fazer uma bucha, mas isto é só um suponhamos), se desequilibra, quiçá porque o pénis, ainda erecto, tenha inadvertidamente batido no 5º degrau das escadas de acesso ao mezanino, e fez o que todos fazemos quando nestes desamparos, que é metermos  as mãos à frente pra nos resguardarmos do malho, e que isto tudo tenha acontecido ali mesmo à beira do sofá onde dormia a moça, também não é nada de transcendente. Até aqui tudo bem, tudo normal, tudo perfeitamente compreensível. Acontece é que a moça tinha ali a vagina, literalmente, à mão de semear, que foi exactamente onde aterraram as mãos dele, e o pénis, pois o pénis foi por arrasto, penetrando-lhe a vagina. (what else? havia de fazer o quê, né?).
Sendo sabido - está cientificamente mais que atestado e comprovado - que quando um pénis bate o olho  numa vagina, aquilo há ali imediatamente uma empatia, mas daquelas tão exponenciais que a sua explicação é, não raras as vezes, remetida ao universo da parapsicologia e que aquilo é de tal forma incontrolável, que a sua premência se sobrepõe praticamente sempre a praticamente tudo, inclusive e sobretudo à vontade do seu portador, e  que a  humanidade dispõe de  milhões de
provas deste facto [há rios de relatos de elas e eles, justamente a darem-nos conta das trágicas consequências de tão inexplicável atracção, todas elas fora do contexto  que o Eshan  enfrenta agora. Ele a uns é porque agora dói, a outros porque doeu, certo é que são Nilos. Danúbios. Congos. Zambezes de relatos, comprovativos de actos consensuais e sabedores, à partida, do quanto se poderá perder em contrapartida a um suposto ganho, ganho esse que, por muito fugaz que seja, apresenta-se sempre a um pénis, como uma última coca-cola num deserto. Estudiosos debruçam-se ainda hoje, sec. XXI, sobre as mais variadas vertentes deste mistério, de tal forma, que perto disto, o  das aparições de Fátima são historias de embalar. Trata-se do holy grail dos mistérios e ponto final], será só lógico assumir-se esta parte como também explicada.
Afigurar-se-á, portanto, supõe-se, ao mais sensato dos mortais, a legitima genuinidade dos argumentos do Eshan. Afinal ele podia ter dito só "pá, sou homem..", ou "ela queria!", podia ter mandado com um "isto.. vocês não percebem.. é ca gente não consegue controlar, 'tão a ver...?!" , mas não. Enredou um cochezinho a coisa. Deu ali um quê de substância e uso aos neurónios, demonstrando que os tem e desmontando assim a tese generalista que diz que o homem,  no que toca a demandas de sexo, é um puro neandertal  momentaneamente desfossilizado. Não senhores.  Há excepções. Nada disso. Não o Eshan. Cá agora basismos com o Eshan.
Tenho pra mim que ao fim deste julgamento, ainda se vai é concluir e provar que aquilo não foi violação coisa nenhuma, credo. Aquilo tratou-se tão só de um croqui para um roteiro que o Tarantino lhe encomendou, recomendando-lhe a imprescindibilidade de 3 factores:1 vagina telecomanda,1 pénis em tumescência permanente, e, naturalmente, muito sémen. Ele é que ainda não sabe o emaranhado da coisa, canão até dizia, mas lá está, depois era um spoiler e uma pessoa nunca está bem, ou é preso porque tem o cão, ou é preso porque não o tem. Que merda. 
E isto tudo, porquê? Porque uma gaja resolveu dizer "não". Foda-se. Vá lá alguém entender as mulheres. 




      

2 comentários:

  1. Ainda se percebesses alguma cosia do assunto, ainda se percebia a dissertação, agora assim, é só ridículo.

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  2. "O milionário saudita Ehsan Abdulaziz foi ilibado das acusações de violação de uma jovem de 18 anos. Abdulaziz alegou ter tropeçado a meio da noite e caído sobre a jovem, que dormia num sofá, e resultando daí uma penetração que o saudita alegava ter sido acidental.

    O caso aconteceu em Agosto de 2014. Abdulaziz, de 46 anos, terá conhecido a jovem de 18 anos numa discoteca londrina juntamente com outra amiga._Seguiram os três para casa do milionário e terá sido aí que a violação ocorreu. A jovem acordou a meio da noite, contou a própria, quando Abdulaziz se encontrava por cima dela.

    O milionário saudita não nega a penetração. Mas alega que, depois de ter tido relações sexuais com a segunda rapariga, terá tropeçado e, com o pénis ainda erecto, penetrou a alegada vítima de violação. Os testes de ADN confirmaram a presença do sémen de Abdulaziz.


    Depois de o milionário saudita apresentar a sua versão dos factos, foram precisos 30 minutos de deliberação para que o júri tomasse uma decisão: inocente."

    (Sol)


    Inocente. Tal como previ. Não percebo disto é masé o caraças.


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