6 de outubro de 2015

A Quinta - aquele programa de altos valores, que volta e meia é "socialmente correcto".

Ainda não vi nada em directo, que me prometi começar a minha dieta só para a semana. Não obstante, li por aí uns zunzuns e fui-me  informar, pois que qualquer coisa é melhor que a converseta de quem realmente ganhou estas eleições. Como sempre que me informo regresso carregada de pontos de interrogação, exponho aqui as minhas dúvidas, que são:

- Se o Larama não fosse preto e a Liliana lhe tivesse chamado só filho da puta (ao invés de "macaco", após ele lhe cantar aquilo do "quero provar o teu bacalhau, Liliana" ou lá que merda foi), ela teria ainda assim sido expulsa?

- O adjectivo tem mesmo que ter sempre uma conotação depreciativa em relação à raça, ou às vezes a pessoa pode chamar macaco a quem se comporta com um, independentemente da cor da pele?

- Porquê que a Liliana foi expulsa, acusada de racismo, e o Larama não o foi, acusado de machismo..? 


- Porquê que não foi a mim que o Larama cantou aquilo, a ver se não acordava hoje num hospital qualquer, e eu (expulsa), podia ir lá, à sua caminha de enfermaria, pedir-lhe desculpas pelo inconveniente, desejar-lhe as melhoras, levar-lhe o tel. pra ele se distrair, manuais de boa educação -nomeadamente um que, de certeza que há, intitulado "As Outras Mulheres Não São a Tua Mulher, ó Merdoso"- um generoso sortido de bolinhos, e partir-lhe as pernas à saída?


Uma pessoa tem uma vida repleta de frustrações, é o que é. E depois ainda se admiram que ande sempre mal disposta.



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