terça-feira, 29 de setembro de 2015

Insight

Estava lá eu na tal e famosa fila de carros ( que cada vez é maior - 2horas  para ir e voltar, ó, coisa boa!) e vejo o quê?

No hotel que há por ali ( sítio mais estranho para se construir um hotel ... já muitas vezes me questionei sobre o assunto e até ando cá desconfiada que aquilo não serve de abrigo a gente decente, o que, naturalmente, chama logo e de imediato a minha atenção) e então, estava eu a dissertar sobre o assunto ao som da Shakira - ofereceram-me o CD e pediram-me pelas alminhas que parasse com a cena do Bublé que, dizem, aquilo já metia nojo e não sei quê - a abanar -me como podia que uma pessoa tem que fazer qualquer coisa quando está DUAS horas no cabrão do trânsito, quando reparo num passareco que me pareceu uma andorinha a esvoaçar alegremente por aquelas varandas afora, qual hino à liberdade.
Fiquei ali a vê-lo a apreciar-lhe o vôo, quando às tantas - e isto é verdade que eu sou doida, mas não minto nunca - vem de lá o gajo, tresloucado, num vôo a pique, dá-lhe uma travadinha, levanta como os aviões e TRAU!!! ... uma granda traulitada com a cabeça no tecto da varanda. E cai. E nunca mais o vi ... e ó que estive ali muito tempo, coitado do passareco...

Mas o que me ocorreu assim de relâmpago quando o vi naquele harakiri, foi : Olha EU! quando me ponho com vôos altos...